Minha
fragilidade humana
limita
o
que de eterno há em mim.
Tenho
ideais mais fortes
do que eu mesmo sou,
e,
experimento em mim
a limitação.
Tenho
sonhos infinitos
que
querem rasgar
os
limites que experimento.
O
que há de finito em mim,
serve
de panela, de balde, de copo
para
recepcionar o infinito.
Quão
pequeno sou,
tentando
deixar absorver
“o
maior” dentro do que posso conter.
Posso
explodir, arrebentar,
de
dentro para fora.
Pode
ser que a qualquer momento
se
não me arrebento,
coisa
grande vai acontecer.
Esta
ardença, querença,
teimança
ou queimança,
morde,
urtiga, convida,
atrai,
e se impõe.
Não
há como resistir.
É
uma força de atração.
Sou
bastante animal,
um
tanto humano.
Desejo
mais um tanto,
ultrapassar
meu tamanho.
Algo
em mim impulsiona,
energiza
e anima
a
condição humana
em
direção a algo mais,
além
do que vejo,
sinto
e percebo.
Algo
condiciona meu ser frágil
a
ser e a expressar-se
mais
do que meu pobre ser
consegue
suportar.
Posso,
não posso,
somente
eu,
querer
e poder
mais
do que sou?
Uma
hora meu eu
quer ser mais livre,
quer
voar, mas não pode.
Quer
transportar-se
para
o alto da montanha,
sem
dar os passos por entre as pedras.
Querendo
ser mais
experimento
barreiras,
cadeias,
cordas,
impotências
e carências.
Eis
que ainda sou uma massa
habitado
por migalhas de infinito.
De
repente, de novo,
experimento-me
curtindo
uma expectativa,
uma
esperança, ânsia ...
ou
saudade...
que
me parece não ser minha
que
me faz esquecer
que
sou humano.
E
me faz sentir eterno,
sem
ainda ser.
(Nova versão de um texto já publicado
no numero 32
"Desafiados pelo Infinito).
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 12/05/2016
Atualizado em 26/05/2026
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