quarta-feira, 2 de julho de 2014

125.- Espiritualidade. A maturidade e o equilíbrio da religião libertadora





A maturidade

e o equilíbrio dos humanos,

está na conquista,

e na vivência

dos valores,

que estruturam

a fraternidade.

 

A escola da vida

nos ensina

que seremos vencedores,

vivendo como irmãos.

 

Quando não acontece isso,

há prejuízos,

desequilíbrios

e o perigo

da extinção da humanidade.

 

Quando não há equilíbrio

e maturidade,

há desequilíbrios

e deformações

da realidade.

 

A religião

é uma escola de nível superior

e de maior profundidade,

e ensina que

somos irmãos,

além, muito além das aparências,

além, muito além das fronteiras.

 

A religião

tem várias finalidades

que poderia ser resumida numa só:

transformar-nos em artistas

do relacionamento humano perfeito.

 

Servir o outro.

Ser para os outros.

 

Ser para o outro instrumento de libertação, amorização, acolhimento, companheirismo.

 

Ouso afirmar

que não existe religião:

existe sim a pessoa concreta

que possui tendências

e finalidades superiores,

que ultrapassam a vida terrena.


    O ser humano

quer viver eternamente.


    O que a Terra contém

não preenche

nossa sede

de imortalidade.


   É o espírito

que existe no ser humano

que comprova

esta sede insaciável.


       Nada na terra

contenta o ser humano.

 

Não existe religião.

 

Para nós cristãos

existe o Cristianismo.


      Ouso afirmar, de novo,

que não existe religião

e que o próprio Cristianismo

não é Religião.

 

Cristianismo

é a maneira de viver a vida

como Jesus Cristo viveu.

 

Viver para os outros,

sofrendo pelos outros,

esquecendo-se de si mesmo.

 

Não sendo egoísta,

mas altruísta,

repetindo de novo,

o personagem,

a pessoa do Jesus Cristo.

 

Isto é ser Cristão.

 

Ser cristão

é conviver,

apreendendo,

ensinando,

auxiliando

e sendo auxiliado

pelos outros.

 

Ser cristão

é levar,

expressar pelo testemunho,

a vida eterna

para os outros,

seus e nossos irmãos,

filhos, crentes ou ateus.

 

O verdadeiro Cristianismo

é o mais autêntico Humanismo.

 

Quer uma prova?

 

Deus amou tanto o mundo

que enviou

o seu próprio filho

ao mundo.

 

O Filho Do Deus Criador,

a segunda Pessoa da Trindade

encarnou-se,

se fez carne

e habitou entre nós.

 

O Deus se tornou humano.

 

A humanidade

passou a ser algo sagrado.

 

Ser religioso

é estar envolvido com o sagrado.

 

A pessoa humana,

é um ser consagrado.

 

Foi isso que Ele fez e isso pediu:

 

amai-vos uns aos outros

como Eu vos amei...

 

Ninguém tem maior amor

do que aquele

que dá a vida

pelo seu irmão".

 

Entendam como queiram,

eu entendo que seja

a imitação da vida do Jesus Cristo

e o cumprimento das suas orientações

que nos fazem re-ligiosos.

 

Religioso quer dizer

re-ligados ao absoluto,

nossa origem e fim último.

 

Por que religados?

Já fomos ligados originalmente.

 

A ligação ou religação

acontece ou vai acontecer

quando a pessoa humana

admitir a existência de um Deus.

 

Esse mesmo Deus

que o Jesus Cristo disse que é Pai.

 

Procurar

amar

o Deus Pai

acima de todas as coisas,

e encontrá-lo

para que não vivamos como órfãos,

mas como filhos.

 

Então o Jesus Cristo

é o Caminho.

 

Foi isso que Ele revelou

enquanto esteve aqui na Terra.

 

Quem segue esta Pessoa,

o Jesus Cristo,

não vive uma Religião

e sim, vive o exemplo

de uma Pessoa Concreta,

Substantiva,

séria,

interessada em cada um,

pois que cada um

é uma ovelhinha

e Ele é o Bom Pastor.

 

Procuramos uma resposta definitiva

à pergunta sobre o sentido da vida.

 

A resposta

está em viver a vida

com um estilo serviçal,

sendo útil aos outros,

de uma forma artística,

agradável, suave,

simples e cativante.

 

O sentido da vida

está em viver a vida

na simplicidade.

 

Simplificar

é viver

com cargas de sabedoria,

ativando

um tipo de relacionamento ideal,

querido e desejado por todos,

independente de classe social,

raça, ‘religião’ cor ou tamanho.

 

A arte do relacionamento,

isto sim é uma religião,

agregando os valores da convivência

que devem ser cultivados,

desenvolvidos e praticados.

 

É a prática

que nos salvará

ou condenará:

 

"Tudo o que fizerdes aos outros,

é a mim que estareis fazendo". 


       Entende agora

qual é a verdadeira religião?


     Percebes

que não aparecem exigências

que estejam fora

do chão da terra?

 

As religiões

não foram inventada

para afastar os pés das pessoas

do chão da vida

e nem dos problemas dos outros,

nem do convívio com os homens e mulheres, jovens, idosos e crianças.

 

A religião verdadeira liberta,

desamarra,

não escraviza,

nem nos deixa mais pobres.

 

Deixa-nos sim, atentos,

com a sensibilidade ativa,

exigindo resposta-responsável

às carências dos outros, nossos irmãos.

 

A misericórdia

é colocada em prática

através de relacionamentos

expressados

com gestos de  bondade,

atitudes de compreensão,

atos de solidariedade

e campanhas de fraternidade.

 

“O que fizerdes (ações) aos outros”

é o que importa,

é o critério,

é a condição

para entrar

no Reino do Pai do Céu.


A religação da pessoa

com o céu depende de:

 

"Tudo o que fizerdes aos outros,

é a mim que estareis fazendo".

 

A verdadeira religião, portanto,

é a prática do humanismo.

 

O Deus do céu

está escondido nas pessoas,

aqui na Terra.

 

Preste atenção.

Este é o princípio maior

de quem está re-ligado.

 

Escutar,

obedecer o Pai nosso

que está nos céus.

 

Praticar (prática de atos)

os princípios da fraternidade

entre nós, filhos que somos,

aqui na terra,

é praticar re-ligião ou religar.

 

É unir o que está na terra,

com Aquele que está no céu.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 28/03/2016.  

 
 

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