A nossa
essência pessoal
se
manifesta ansiosa
e
insatisfeita.
O
sentimento que nos acompanha, atualmente,
é aquele
de quem está no deserto, sem bússola.
Se somos racionais
e inteligentes,
nada mais
coerente
do que
buscar a origem,
comparar
com o produto atual
e, tomar
as rédeas de novo,
procurando
conhecer a finalidade
para a
qual estamos destinados.
O
primeiro passo a ser dado
está em
cada um conhecer-se
a si
mesmo.
O segundo
passo
será
conhecer bem
Aquele
que é foi modelo da imagem,
que serviu
para modelar-nos.
O
terceiro passo será
perceber
as diferenças
que ainda
nos faltam aperfeiçoar.
O quarto
passo será
ativar o
processo
para reencontrar
a nossa originalidade,
atualizá-la
e preparar-se
para
conquistar a finalidade
para a
qual estamos neste mundo.
Essa é a
tarefa, vocação ou missão
de cada
um de nós nesta Terra.
Se não
tivermos um modelo
para nos
identificarmos
e
tentarmos nos espelhar nele,
no meio
de tantos ídolos inúteis
que
existem em nossa cultura,
acabaremos
despersonalizados,
desviados,
esvaziados da finalidade
que temos
nesta Terra.
Quando
sufocamos ou perdemos
a nossa
maneira original de ser,
que é de
natureza absoluta,
deixamos
de exercer domínio absoluto
sobre as
decisões profundas
que
necessitamos tomar
e
passamos a considerar tudo relativo,
desprovido
de finalidade sublime ou sagrada.
Perder a
originalidade
é como
emprestar roupas
e estilos
de vidas de outras pessoas.
Vestir
roupas e máscaras de outros,
despersonaliza-nos.
Neste
estilo de vida
ocorrem
incoerências,
e
aparecem os desequilíbrios
e
insatisfações.
A função
ou profissão de imitadores
não
realiza.
O
resultado é esse:
nossa
vida torna-se oca,
vazia,
desbotada, sem sentido.
E permanece a sensação de um
vazio
que quer ser preenchido.
Em nosso inconsciente
permanece a fórmula
da nossa
identidade.
Em nossa consciência
está a capacidade
para despertar
a clareza da visão, o
discernimento sábio.
Sem a bússola orientadora,
faltará motivações,
e perderemos a direção.
Desejamos
ardentemente
que as
alegrias não sejam passageiras.
Quando
não vivenciamos
a nossa
própria personalidade,
personalidades
de empréstimos
não
correspondem à coerência íntima
que a
verdade impõe na nossa consciência.
A falta
da paz
nos
questiona e desafia,
exigindo
a busca
de uma
definição
para este
conflito interno.
A verdade
é dura,
mas real
e faz bem.
Convém
empenhar-se
em buscar
a verdade
sobre nós
mesmos.
Uma das
verdades
é que
cada um de nós é preguiçoso
quando se
trata de escolher
e lutar
por uma escala de valores
que farão
surgir
de dentro
de cada um de nós
o artista
escondido ou dorminhoco.
O eu
verdadeiro
manifesta
a originalidade,
lá onde a
pombinha da paz
fez
ninho.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 16/09/2014.
Atualizado em 18/06/2024
Publicado no Blog Heipo World
em 16/09/2014 e atualizado em 13/05/2016.
Publicado
no Blog Heipo em 16/09/2014.
Publicado
no FACE em 18/06/2024.
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