terça-feira, 16 de setembro de 2014

151.- Originalidade. Buscando a nossa origem.






A nossa essência pessoal

se manifesta ansiosa

e insatisfeita.

 

O sentimento que nos acompanha, atualmente,

é aquele de quem está no deserto, sem bússola.

 

Se somos racionais e inteligentes,

nada mais coerente

do que buscar a origem,

comparar com o produto atual

e, tomar as rédeas de novo,

procurando conhecer a finalidade

para a qual estamos destinados.

 

O primeiro passo a ser dado

está em cada um conhecer-se

a si mesmo.

 

O segundo passo

será conhecer bem

Aquele que é foi modelo da imagem,

que serviu para modelar-nos.

 

O terceiro passo será

perceber as diferenças

que ainda nos faltam aperfeiçoar.

 

O quarto passo será

ativar o processo

para reencontrar

a nossa originalidade,

atualizá-la e preparar-se

para conquistar a finalidade

para a qual estamos neste mundo.

 

Essa é a tarefa, vocação ou missão

de cada um de nós nesta Terra.

 

Se não tivermos um modelo

para nos identificarmos

e tentarmos nos espelhar nele,

no meio de tantos ídolos inúteis

que existem em nossa cultura,

acabaremos despersonalizados,

desviados, esvaziados da finalidade

que temos nesta Terra.

 

Quando sufocamos ou perdemos

a nossa maneira original de ser,

que é de natureza absoluta,

deixamos de exercer domínio absoluto

sobre as decisões profundas

que necessitamos tomar

e passamos a considerar tudo relativo,

desprovido de finalidade sublime ou sagrada.  

 

Perder a originalidade

é como emprestar roupas

e estilos de vidas de outras pessoas.

 

Vestir roupas e máscaras de outros,

despersonaliza-nos. 

 

Neste estilo de vida

ocorrem incoerências,

e aparecem os desequilíbrios

e insatisfações.  

 

A função ou profissão de imitadores

não realiza. 

 

 

O resultado é esse:

nossa vida torna-se oca,

vazia, desbotada, sem sentido.

 

E permanece a sensação de um vazio

que quer ser preenchido. 

 

Em nosso inconsciente

permanece a fórmula

da nossa identidade. 

 

Em nossa consciência

está a capacidade para despertar

a clareza da visão, o discernimento sábio.

 

Sem a bússola orientadora,

faltará motivações,

e perderemos a direção.

 

Desejamos ardentemente

que as alegrias não sejam passageiras. 

 

Quando não vivenciamos

a nossa própria personalidade,

personalidades de empréstimos

não correspondem à coerência íntima

que a verdade impõe na nossa consciência. 

 

A falta da paz

nos questiona e desafia,

exigindo a busca

de uma definição

para este conflito interno. 

 

A verdade é dura,

mas real e faz bem.

 

Convém empenhar-se

em buscar a verdade

sobre nós mesmos. 

 

Uma das verdades

é que cada um de nós é preguiçoso

quando se trata de escolher

e lutar por uma escala de valores

que farão surgir

de dentro de cada um de nós

o artista escondido ou dorminhoco. 

 

O eu verdadeiro

manifesta a originalidade,

lá onde a pombinha da paz

fez ninho.  

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 16/09/2014.

Atualizado em 18/06/2024 

 

Publicado no Blog Heipo World 

em 16/09/2014 e atualizado em 13/05/2016.

 

Publicado no Blog Heipo em 16/09/2014.

Publicado no FACE em 18/06/2024.

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