O esforço de cada um produzirá o crescimento, a libertação e o merecimento dos valores a serem herdados.
Nada de
grande ou de valor se consegue sem o investimento desta qualidade essencial do
ser humano que é o esforço.
Este potencial, o esforço, é tão importante que,
sem ele,
seremos incapazes
de superar as
diferenças
que existem entre
nós,
as resistências
que o egoísmo nos
impõem
e a tendência ao
comodismo
que a nossa
natureza
nos convida
constantemente.
Esforço é a senha
que abre todos os
arquivos
que se referem a
crescimento
e evolução.
É só nos colocarmos em posição de agir e já encontramos a primeira
dificuldade.
As dificuldades estão,
Primeiro, no campo da razão
e em segundo lugar,
no campo da força de vontade.
Nossas capacidades
racionais e volitivas percebem, através da força dos argumentos e da história
dos grandes personagens vencedores, que o esforço é necessário.
Porém, sentimos resistências
no corpo e nas atividades racionais dos argumentos.
Todo esforço
exige o empenho de
energias,
treinamento,
disciplina,
regras e
motivações,
e o nosso corpo
quer prazer,
sossego,
tranquilidade
e conforto.
Nada de sacrifícios.
Aí surge o conflito.
Vai começar uma
guerra dentro do nosso próprio império pessoal.
Duas forças, dois lobos, iniciarão uma luta.
Quem vai ganhar?
Vai ganhar aquele
que receber mais alimentos.
Porque sentimos
dificuldades para fazer esforços?
Em primeiro lugar
vamos começar prestando atenção em nosso próprio modo de ser e de sentir.
Façamos uma reflexão.
Ao refletirmos
sobre as motivações das nossas ações, constatamos que somos egoístas e
individualistas.
Buscamos inconscientemente
o conforto
e a satisfação das
nossas necessidades,
gostos,
preferências,
posições,
sabores
e saberes.
Procuramos naturalmente a acomodação.
Parece-nos que
ainda não percebemos que é necessário elaborar uma ciência para conhecer e
administrar estas forças contraditórias que existem em nós.
São forças que
impedem o nosso crescimento, ou bloqueiam energias boas, ou, provocam conflitos
e nos tiram a paz.
Dificultam a
superação das dificuldades e dificultam o desabrochar e o aperfeiçoamento das
nossas potencialidades.
São tendências,
instintos, inclinações fortes que moram dentro do jardim da nossa casa.
Popularmente falando, estamos nos referindo ao egoísmo. (Trataremos sobre ele
em outros textos).
É a erva daninha.
Se soubermos
administrar estas forças, estas tendências, canalizando-as, elas se tornarão o
adubo que fortalecerá as raízes da construção da nossa casa a ser construída
sobre rochas e não sobre areia.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 03/06/2016.
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