Estamos cá na terra.
Mas,
fomos criados e destinados
lá para
cima, para o céu.
Não
estamos nada habituados
com este
tipo de pensamento
nem de
conversas.
Mas, se
existe, se o céu for real,
e aqui na terra é o lugar de pesquisas,
estudos, elaboração de estratégias
para irmos para o céu,
estamos perdendo
um tempão eterno.
Estamos
vendo poucas pessoas
envolvidas
neste projeto.
Acho
que estamos aqui
para
fazer alguns testes, treinamentos,
adquirir
virtudes, treinar serviços,
desapegos,
praticar a entreajuda,
aprendendo
as lições básicas
da
convivência como irmãos e irmãs.
Não
conseguiremos chegar ao Pai de todos,
lá no
céu, se não vivermos aqui na Terra,
como
irmãos.
Tenho
certeza de que você já escutou
que cada
ser humano
é filho
do Criador do Céu
e da
terra.
Ou
melhor,
é filho
do Criador de todo o Universo.
É filho
do Deus que foi revelado como nosso Pai.
A Teologia é a única ciência que estuda este mundo em função do
outro mundo, do céu.
Quase
todas as ciências,
faculdades
e universidades
preparam
o cidadão para o aqui e agora,
como se
fôssemos somente cidadãos
e filhos só
da terra.
Existem
muitas ciências,
ciências
humanas.
Poucas
ciências escapam
das
fronteiras da terra.
Quase
todas as ciências
construíram
ferramentas
e
instrumentos de validação
para este
mundo no qual vivemos.
Poderíamos
avaliar
qual das
ciências é a mais importante:
as
ciências humanas
ou a
sabedoria da ciência divina,
a
Teologia?
Não nos
deixemos iludir
separando
as duas ciências.
Convém
unificar
todas as
ciências
em busca
da sabedoria do Criador.
Não nos
tornamos divinos
deixando
de ser humanos.
É sendo o
máximo de humanos
que nos
aproximamos do divino.
Ainda
somos humanos.
E
continuaremos sendo humanos
até a
última hora.
Não é
fácil,
mas é um convite
e um desafio,
e nos
convém conhecer
a ciência
divina,
a
sabedoria
do nosso
Pai dos céus,
e da
Terra,
Se não
quisermos continuar
curtindo
a experiência de órfãos,
é
conveniente e sábio
ousar entrar
por este caminho.
É
difícil? É.
É a mais
difícil aventura
dentro do
contexto humano.
Porém,
não é algo impossível.
Nosso
Deus não é um Ser desconhecido.
Já existe
muita história
sagrada e
consagrada
neste
nosso chão.
Já existe a ciência humana
chamada Teologia,
que se
ocupa das coisas e mistérios
referentes
à vida divina,
sobre o
Reino dos céus,
sobre o
Deus, o Criador.
Não
estamos mais no campo do medo
ou das
adivinhações e superstições.
Crescemos,
superamos
muitas dificuldades
e
evoluímos.
Parece
que estamos agora
diante de
um muro:
o que há
além do que vemos,
além do
que nossos cinco sentidos percebem?
Existe
uma porta aberta para o infinito.
Uma regra
básica
ou um fio
condutor
é
importante definir percebermos
as
pegadas invisíveis do espírito.
A
definição que conhecemos
do nosso
Pai dos céus
é que Ele
é um espírito
perfeito.
Para
pesquisar
essa
dimensão espiritual,
além da
razão,
convocamos
a intuição, a fé,
a
pesquisa e a contemplação.
Não
arriscamos chegar
muito
próximo
para não
explodirmos.
Nem
ousamos tentar
uma
apreensão maior
dessa
super-realidade,
porque
nossa condição humana
não suportaria.
A
maturidade humana aperfeiçoa-se
ou
consegue caminhar
para
degraus mais elevados
na medida
em que se abre
e se
entretém
com as
realidades divinas,
extracampo.
Olhando e
percebendo
como
funcionam as pessoas,
quase
sempre funcionamos
mais ou
menos assim:
quando
nos deparamos com limites
e
desistimos de tentar superá-los,
acomodamos
ou enterramos nossos talentos.
Porém,
quando nos abrimos
para uma
realidade desconhecida,
nos
aventuramos na trilha da fé,
numa
situação psicológica
quase de
insegurança,
não nos
dando condições para a certeza,
porque a nossa
racionalidade
não está
equipada ainda
para
caminhar dentro da dimensão invisível.
Não
alcança ou deixa escapar.
É difícil
clarear com palavras.
Tentamos
criar condições
para
manter abertas as portas
ou as
possibilidades para tal realidade.
É necessário
empenhar um esforço maior
para
criar as condições psicológicas,
existenciais
e sobrenaturais,
que
possam ser eventualmente satisfeitas.
Não vamos
desistir
só porque
não entendemos.
Para a
graça divina agir em nós,
temos que
entrar com a parte que nos cabe,
isto é,
aperfeiçoar a nossa natureza humana.
Existe um
princípio teológico
que diz
assim: "A Graça supõe a natureza",
isto é,
tem que haver um prato vazio (natureza)
para que
se possa encher
de
alimentos (Graça divina).
O prato
vazio é a natureza,
no prato
raso cabe pouco,
e, em
prato fundo, cabe mais.
É melhor
e meritório
partir
para esta proposta
e
manter-se aberto e vivo
do que
desistir
e
enterrar possibilidades
comprovadamente
realizadas
pela vida
dos mártires,
santos e
grandes personalidades
da nossa
história.
Caminhar
com insegurança e esperança
resulta
em melhores condições psicológicas,
a longo
prazo.
Há mais
entusiasmo,
alegria e
paz, neste caminhar,
não
porém, muita suavidade.
Abrir-se
e aceitar
a
realidade da dimensão divina
inserida
na nossa vida
desde
toda a eternidade
é
condição de fracasso
ou
sucesso existencial.
Basta
comparar a literatura,
os
livros, a vida das pessoas
que
acreditaram e das pessoas
que não
acreditaram.
Convém
estudar as duas categorias
e
comprovar o que estamos escrevendo.
Essa é a
preocupação constante
de todas
as pessoas envolvidas
no mundo
da espiritualidade e da religião.
Entrar
pelas vias da Religião
é
procurar a religação
da terra
com o céu.
Mas já
sabemos qual é.
A
resposta a esta tarefa
foi
comunicada pelo Jesus Cristo.
Ele deu o
exemplo e falou:
a vontade
do meu Pai do céu e vosso Pai
é que
todos vivam como filhos,
portanto
como irmãos uns dos outros.
Esta
tarefa é muito simples.
Não há
nada de complicado.
Não é
necessário procurar em nenhum lugar
e em
nenhuma outra instância ou fazenda
ou astro
celestial.
Esta
verdade já foi revelada.
Basta
acreditar nela
como a
senha
para
entrar na posse
da
herança.
Temos
dificuldades naturais
para
enxergar claramente
alguns
aspectos da vida humana.
Haverá
também dificuldades,
superáveis,
para entrarmos na dimensão
do
divino.
Existe
uma neblina
que
impede a visão clara
de certas
realidades e dimensões
nas quais
estamos envolvidos.
A
dificuldade está no fato
de que só
enxergamos o que tocamos
e só
tocamos o que enxergamos.
A
utilidade dos cinco sentidos
já foi
quase que totalmente explorada
e
aprendida.
A partir
de agora
novas
ferramentas
serão
necessárias.
Faz parte
do campo da experiência
que só
damos valor
ao que
cai nos nossos sentidos
e que
provocam experiências concretas,
palpáveis,
olfativas, gustativas e sensitivas,
tudo
dentro do campo
do
aceitável como real.
Nossas
experiências
com os
substantivos concretos
são
fáceis de aceitar e compreender.
Nossas
experiências
com os
adjetivos
já exigem
um pouco mais
de
abstração e elasticidade mental.
As
realidades
ou
mensagens invisíveis ou espirituais
exigem
maior empenho
das
nossas faculdades
racionais
e espirituais.
Ao
experimentar estas limitações,
somos
forçados a perceber
que
existem algumas ferramentas
e
capacidades novas
que
precisam ser adquiridas e treinadas
para que
comecem a surtir seus efeitos.
Mas ainda
estamos no campo do natural.
Estamos
percebendo
que
realmente há uma nova dimensão
a
escalar.
Estamos
tentando sintonizar
a última
dimensão,
religando-nos
ao essencial e definitivo,
ao eterno
e infinito.
Tratando-se
do nosso Pai do céu,
bondoso e
misericordioso,
sua
maneira de amar
supera a
fraca natureza
da qual
somos feitos,
pois que
Ele é Deus, Pai amoroso,
e para este
Deus nada é impossível.
Eis aqui
a porta
que se
abrirá
após a
superação
de todos
os obstáculos humanos.
Eis aqui
a chave
da porta
de entrada
para a
vida espiritual e eterna,
com a
qual conquistaremos
a
realização das nossas capacidades
e a consequente conquista da vida
eterna.
Mesmo que
racionalmente
não
vejamos nenhuma saída,
nenhuma
porta
para os
problemas radicais da humanidade,
a crença
ou a fé
no Deus
Pai Criador do Céu e da terra,
nos
garante,
por
intermédio das suas promessas,
uma vida
eterna, superando,
aperfeiçoando
e levando à perfeição
a nossa
frágil natureza.
Mas,
convém lembrar o princípio:
a graça
divina supõe
que
exista uma natureza disponível,
aberta,
em condições de receber
cargas de
eternidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 13/05/2016
Atualizado
em 17/06/2024
Publicado no Blog Heipo World
em 19/11/2014 e atualizado em 13/05/2016
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