terça-feira, 16 de setembro de 2014

153.- Arte. A arte e o escultor



O artista
é aquela pessoa humana
que se conhece.

Transforma sua vida
numa forma de agir
que se aproxima da arte.

A arte
está bem próxima da perfeição.

Na arte transparece a diferença, o diferencial proporcionado por uma filosofia de vida conscientemente escolhida, e fundamentada em valores e ideais atraentes, não isentas de esforços e dificuldades. 

Esculpir uma pedra
e transformá-la numa estátua
é relativamente fácil.

Ser esculpido dói,
mas embeleza,
enobrece,
diviniza.

Uma pedra bruta transforma-se,
nas mãos do escultor,
numa estátua perfeita,
mas imóvel e insensível.

O artista,
de uma personalidade bruta,
transforma-se num criador de belezas
e perfeições humanas,
principalmente
no relacionamento.

Uma obra de arte
não se repete,
ou pode até repetir-se,
mas já é uma cópia.

Você pode não ser um pintor famoso,
mas você é um quadro vivo
que um Pintor famoso pintou.

Perceba que o quadro que você é foi feito uma única vez, por um Pintor mundialmente famoso e respeitado. E você está em exposição, sendo admirado(a).

Manter-se brilhante e atraente vai depender de você não deixar a poeira da rotina ofuscar seu brilho e identificar-se com o verdadeiro Artista que você sabe quem foi e é. 

O artista escultor esculpe estátuas
que se tornam ou se tornaram famosas.

Você não esculpiu nenhuma estátua ainda. 

Cada um de nós é uma estátua produzida, inicialmente por um grande e famoso escultor mundialmente famoso, nosso Paizão do céu. 

Numa primeira etapa, nossa fachada interna é o nosso Pai do céu que dá as primeiras cinzeladas com a intenção de revelar um pouco de si mesmo, como Criador. 

Nosso Pai do céu equipou-nos com as ferramentas que tornam possível o contínuo aperfeiçoamento. 

Adquirimos uma identidade pessoal, que de longe, alguém nos reconhece e nos identifica com um nome, fulano de tal, filho ou filha da dona “Maria” e filho ou filha do senhor “José”. 

O nosso trabalho como escultor,
se dará na parte interna,
e a externa será ou aparecerá
como a manifestação
da riqueza dos valores
da interioridade.

Cada um de nós tem uma missão: viver a vida que temos, esculpindo e aperfeiçoando nossa própria personalidade. 

Tirando lascas, arredondando as pontas para que não fira quem esteja próximo de nós. 

É uma obra interna que se torna visível apenas quando agimos. 

A forma de nos relacionarmos com os outros revelam a escultura interna na qual estamos empenhados desde pequenos e cuja obra só terminará quando partirmos desta terra. 

Carregamos em nosso íntimo a característica própria dos grandes artistas:
sensibilidade,
atenção,
percepção,
sentimento,
impulsos,
ideais,
sonhos,
entusiasmo,
vibração,
gestos,
expressões,
sorrisos,
olhares e palavras.

São talentos originais.

Todos nós carregamos estes talentos.

A forma de expressá-los
é que pode receber aperfeiçoamentos
em direção à arte.

A arte é revelada pelas nossas mãos,
braços, pernas, cabeça, corpo,
expressões e palavras.

Nestes gestos
revelamos
que temos coração e inteligência,
empatia e simpatia.

Quando nos manifestamos,
estamos nos revelando.

A arte se manifesta
quando agimos,
quando revelamos
que temos vida.

O artista,
com sua maneira de ser,
educam aqueles que estão à sua volta.

Ensinam os outros
como se vive a vida.

Os artistas despertam ideais;
perseguem soluções para os problemas;
procuram suavizar as durezas da vida;
colorir os dias e horas escuras;
despertam as sensibilidades adormecidas;
impulsionam os desesperançados
na direção das fronteiras
onde se encontram
com as esperanças.

Talvez seja hora de deixar o artista revelar-se com mais profundidade. 

Convém que aceitemos a afirmação que sufocamos o artista que existe em nós. 

Esta atitude de aceitação despertará o ideal a ser perseguido. 

Convém construir as soluções
e não ficar apenas
lamentando as deficiências
e desequilíbrios que nos afetam.

Se já não vibramos mais com a vida, procuremos as razões
pelas quais ela vibra.

Unamos a razão e o coração,
a alma e o espírito,
a boa vontade
e os ideais necessários
para que o coração
volte a bater depressa,
fazendo o sangue ferver,
e empurrando-nos
para nobres ações.

Um artista
    é filho de outro grande artista,
  maior ainda.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 13/05/2016.

Nenhum comentário:

Postar um comentário