terça-feira, 14 de outubro de 2025

1038.- Evoluindo entre tensões.


 

Procuremos entender nossas tendências

e os conflitos que se digladiam em nosso íntimo

e que dividem nossas energias, prejudicando

o processo da unificação do nosso ser.

 

O corpo sugere,

procura o conforto,

a acomodação.

 

O espírito que nos habita

se manifesta como sede,

como obra de arte inacabada,

sempre em construção.

 

Experimentamos em nosso viver

uma constante tensão entre inércia e energia,

entre o nosso corpo preguiçoso

e o nosso espírito, sempre ativo.

 

Tudo o que é matéria, material,

já alcançou o seu estágio de perfeição,

já está cristalizada, fechada, dura, inflexível.

 

Tudo o que é material

opõe resistências ao espiritual.

 

O corpo, material, é preguiçoso.

 

A alma, espiritual, é ativa.

 

O espírito quer superar,

quer ultrapassar as duras barreiras

da matéria.

 

O corpo, material

não quer saber mais de evoluir.

Está no seu inconsciente

que já alcançou a sua perfeição.

 

A alma ou espírito, de natureza imaterial,

é tensão elástica, sempre passível de melhorias

e maiores graus de perfeições.

 

A alma se sente sempre incompleta,

aguardando ou buscando nutrientes

que favoreçam a continuidade

no seu caminho evolutivo.

 

      Esteja sempre atento(a)

      às exigências do seu corpo

      que é preguiçoso e acomodado.

 

Ele segura, ele é lerdo,

ele é o freio do nosso carro.

 

     E esteja atento(a) à sua alma,

     que é ativa, incompleta, inquieta,

     procurando algo mais que sente estar lhe faltando.

 

O espírito nunca se sentirá completo,

satisfeito dentro do corpo.

 

O corpo é como uma prisão

que tenta acorrentar a infinita sede da alma,

na estreiteza física das suas limitações.

 

Toda tentativa do corpo

ao repouso é uma armadilha,  

é tentação para a acomodação.

 

O espírito está sempre inquieto,

procurando novas saídas

para prolongar ou facilitar

o processo de transformação

em busca de maiores perfeições.

 

Existe uma constante tensão

entre a acomodação

e os princípios do dinamismo

da evolução.

 

A força que está por trás dessa inquietação

é que o mundo ainda não está acabado.

 

O corpo pode ter chegado

ao auge da sua evolução.

 

Não o espírito, por ser imortal,

infinito e eterno, buscando sempre

o aperfeiçoamento.   

 

O corpo busca o repouso,

e por isso, provoca essa tensão

entre inércia e energias,

e mais atrapalha do que colabora

com o espírito.

 

O espírito percebe que a luta continua,

que a evolução ainda não alcançou

a sua meta.

 

O espírito, aberto, insatisfeito,

busca alcançar novas dimensões,

níveis acima, de humanidade,

em direção à dimensão sobrenatural,

do comando do espírito.

 

O maior em capacidades (espírito)

merece liderar o menor (corpo)

em exigências de unidade

e perfeiçoes.

 

À primeira vista não deveríamos mostrar

essa dupla energia no ser humano,

que é uno na sua natureza humana e divina.

 

Mas é necessário estudar separadamente

o corpo e o espírito para perceber

como ainda permanecem divisões

incompreendidas em nosso ser.

 

A divisão deixará de existir

quando evoluirmos em conhecimento

tomando consciência

de que a meta humana é buscar a unidade,

a unificação dos diferentes e até opostos.

 

E quem deverá liderar?

- Aquele que é mais uno, mais perfeito,

o espírito.

 

O corpo, que falece, humildemente,

deverá reconhecer a autoridade do espirito imortal,

e servir-lhe para que a evolução continue.  

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com  41 98854-5166

 

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Criado e pub no Blog e no FACE em 14/10/2025.

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