Procuremos entender nossas tendências
e
os conflitos que se digladiam em nosso íntimo
e
que dividem nossas energias, prejudicando
o
processo da unificação do nosso ser.
O
corpo sugere,
procura
o conforto,
a
acomodação.
O
espírito que nos habita
se
manifesta como sede,
como
obra de arte inacabada,
sempre
em construção.
Experimentamos
em nosso viver
uma
constante tensão entre inércia e energia,
entre
o nosso corpo preguiçoso
e
o nosso espírito, sempre ativo.
Tudo
o que é matéria, material,
já
alcançou o seu estágio de perfeição,
já
está cristalizada, fechada, dura, inflexível.
Tudo
o que é material
opõe
resistências ao espiritual.
O
corpo, material, é preguiçoso.
A
alma, espiritual, é ativa.
O
espírito quer superar,
quer
ultrapassar as duras barreiras
da
matéria.
O
corpo, material
não
quer saber mais de evoluir.
Está
no seu inconsciente
que
já alcançou a sua perfeição.
A
alma ou espírito, de natureza imaterial,
é
tensão elástica, sempre passível de melhorias
e
maiores graus de perfeições.
A
alma se sente sempre incompleta,
aguardando
ou buscando nutrientes
que
favoreçam a continuidade
no
seu caminho evolutivo.
Esteja
sempre atento(a)
às
exigências do seu corpo
que
é preguiçoso e acomodado.
Ele
segura, ele é lerdo,
ele
é o freio do nosso carro.
E
esteja atento(a) à sua alma,
que
é ativa, incompleta, inquieta,
procurando
algo mais que sente estar lhe faltando.
O
espírito nunca se sentirá completo,
satisfeito
dentro do corpo.
O
corpo é como uma prisão
que
tenta acorrentar a infinita sede da alma,
na
estreiteza física das suas limitações.
Toda
tentativa do corpo
ao
repouso é uma armadilha,
é
tentação para a acomodação.
O
espírito está sempre inquieto,
procurando
novas saídas
para
prolongar ou facilitar
o
processo de transformação
em
busca de maiores perfeições.
Existe
uma constante tensão
entre
a acomodação
e
os princípios do dinamismo
da
evolução.
A
força que está por trás dessa inquietação
é
que o mundo ainda não está acabado.
O
corpo pode ter chegado
ao
auge da sua evolução.
Não
o espírito, por ser imortal,
infinito
e eterno, buscando sempre
o
aperfeiçoamento.
O
corpo busca o repouso,
e
por isso, provoca essa tensão
entre
inércia e energias,
e
mais atrapalha do que colabora
com
o espírito.
O
espírito percebe que a luta continua,
que
a evolução ainda não alcançou
a
sua meta.
O
espírito, aberto, insatisfeito,
busca
alcançar novas dimensões,
níveis
acima, de humanidade,
em
direção à dimensão sobrenatural,
do
comando do espírito.
O
maior em capacidades (espírito)
merece
liderar o menor (corpo)
em
exigências de unidade
e
perfeiçoes.
À
primeira vista não deveríamos mostrar
essa
dupla energia no ser humano,
que
é uno na sua natureza humana e divina.
Mas
é necessário estudar separadamente
o
corpo e o espírito para perceber
como
ainda permanecem divisões
incompreendidas
em nosso ser.
A
divisão deixará de existir
quando
evoluirmos em conhecimento
tomando
consciência
de
que a meta humana é buscar a unidade,
a
unificação dos diferentes e até opostos.
E
quem deverá liderar?
-
Aquele que é mais uno, mais perfeito,
o
espírito.
O
corpo, que falece, humildemente,
deverá
reconhecer a autoridade do espirito imortal,
e
servir-lhe para que a evolução continue.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854-5166
Para ler outros textos acesse meu blog
https://heiposworld.blogspot.com/
e no FACEBOOK https://www.facebook.com/eneaspaulo.bogucheski
Criado e pub no Blog e no FACE em 14/10/2025.

Nenhum comentário:
Postar um comentário