quarta-feira, 29 de outubro de 2025

1041.- Pensando alto, a partir da Eternidade. 2 Capítulo.

 

Nosso mundo não é fechado.

Existe uma abertura para a eternidade.

 

A religião, qualquer religião

é uma tentativa de conhecer o Deus dos Céus,

o Deus Eterno, o Deus da Eternidade,

que sempre existiu, antes do tempo ainda,

e que se aproxima e tenta entrar

em nosso mundo mental, espiritual, 

em nossa vida pessoal.

 

Convém dar condições de abertura,

de entrada do Deus Pai Criador em nossa vida,

afinal, somos suas criaturas, obras de arte divinas,

em suas mãos.

 

Nós, criaturas humanas fomos projetadas

para ser obra de arte, eterna,

maravilhosas, perfeitas.

 

É por aqui, com estes pensamentos,

que criamos a porta de entrada

da Eternidade no Tempo, na Terra,

em nossa alma, consciência ou espírito. 

 

Existe um forte dinamismo escondido,

que exulta de alegria em nosso íntimo,

quando tentamos nos enxergar

como obras de arte em construção.

 

É uma verdade inquestionável,

que não aceita outras interpretações,

e onde não cabem discussões.

 

É a visão positiva, otimista, sobre nós mesmos.

É uma visão realista também

porque estamos sempre caminhando, evoluindo.

 

E, a cultura do mundo quer-nos acomodados,

consumistas, e alienados

das nossas capacidades espirituais. 

 

Olhamo-nos como obras de arte incompletas,

não finalizadas, necessitando sempre de renovação,

ajustes, de conversões, de melhorias.

 

Sempre há algum retoque, ajuste,

embelezamento para fazer,

pois que ainda somos desconhecidos de nós mesmos,

tanto na matéria prima das nossas fragilidades

como dos talentos, das forças espirituais

que nos habitam.  

 

Desde o nosso nascimento,

já passamos por tantos ateliers de aperfeiçoamento,

mas não conseguimos preencher

todas as lacunas ou falhas que existem

em nossa natureza humana.

 

Talvez estejamos ignorando

o Modelo proposto para nossa identificação.

 

Pois está escrito que Nele, no Jesus Cristo,

no Homem, filho do Deus Eterno,

e por Ele, tudo foi feito.

 

E que Nele estão escondidos

todos os segredos das filosofias e das ciências.

 

Que Ele é o princípio, o meio e o Fim. 

 

Havendo um modelo perfeito, a continuidade,

o aperfeiçoamento e acabamento

das obras de arte certamente alcançarão

os resultados esperados.

 

Com a aceitação desse modelo eterno,

abre-se uma nova dimensão

para que a obra de arte, inacabada,

continue seu processo evolutivo,

ainda que, com resistências.

 

Mesmo percebendo suas capacidades,

experimenta limitações, insatisfações não atendidas,

fome e sede não saciadas ainda.

 

Aquela obra de arte precária, criada lá na família,

ainda espera ser uma obra de arte perfeita,

por carregar uma natureza divina

acoplada à sua natureza humana,

 a desabrochar a qualquer momento.

 

Toda obra de arte se sente incompleta, imperfeita,

esperando adquirir conhecimentos e oportunidades

para saciar essa sede infinita, de eternidade. 

 

Quando aceitamos e nos abrimos

para a dimensão da eternidade,

até o problema do sofrimento ganha sentido.

 

Quando aceitamos e nos abrimos

para a dimensão da eternidade,

até o problema da morte é resolvido,

com a promessa da vida eterna.

 

Aquele que é Artista e Eterno

só faz obras eternas, que duram para sempre.   

 

Para pensar a partir de um quadro de referência,

que seja a eternidade, entram em campo,

a consciência, a alma, o espírito.

 

Com essas faculdades

ou capacidades espirituais e eternas,

fazemos o discernimento valorativo,

impondo-se como um valor real Absoluto,

referencial, para avaliar todo o mundo relativo.

 

Tudo o que se passa na Terra e no Tempo

estão subordinados ou são decorrentes da eternidade,

do absoluto.

 

A obra de arte inacabada, relativa,

entra em contato com o seu Criador, Absoluto.

 

Abre-se a um mundo,

uma dimensão diferente,

misteriosa, que nos vem salvar

das nossas precariedades e limitações.  

 

Há intercâmbio e uma interdependência

da natureza humana com a natureza divina.

É que somos filhos do Eterno.

 

Com estas reflexões, a própria obra de arte

se atreve a entrar em contato com o Artista que o criou. 

 

Essa tentativa de contato acontece

não sem muita dificuldades,

pois tem de aceitar, assumir e vivenciar

um tipo de conhecimento

que abarca agora a dimensão invisível da fé,

ainda misteriosa na sua forma de entendimento

e expressão.

 

Mas não é algo irreal.

Não é fruto da imaginação.

E não é algo irracional, fantasia ou literatura vazia.

 

Com o apoio da razão, do conhecimento teológico,

dos Evangelhos e dos documentos da Igreja,

mais o testemunho dos mártires e santos,

registrados nos livros de História,

queremos acreditar nas revelações

e promessas feitas pelo Jesus Cristo,

aceitando-o e incorporando-o como modelo,

como Caminho, Verdade e Vida.

 

O Artista Papai do Céu, o Criador,

propõe um modelo eterno, o Jesus Cristo,

para nos identificarmos com as belezas dele

e para finalizarmos a nossa própria obra de arte,

agora, com todas as perfeições de uma obra digna.

 

A dimensão da Eternidade ou realidade religiosa,

religa-nos com as dimensões do Atelier do Artista Eterno.

 

Aceitando e abrindo-se para a primazia da Eternidade

como foco ou binóculo para olhar para o mundo,

abre-se a última dimensão

onde se encontram os nutrientes

para saciar essa fome e essa sede de completude,

a tão desejada obra de arte, finalizada, eterna,

carregada de incorruptibilidade.

 

A massa, a matéria que plasmou

a finalização dessa obra de arte,

é mística, isso é, uma mistura

de natureza material humana

com a natureza espiritual divina,

a própria natureza do Artista Criador.

 

Essa visão de mundo

a partir do óculos da eternidade,

da dimensão eterna, da atuação do Artista Supremo,

já é forte e real em muitas pessoas

que alcançaram um elevado nível

de desenvolvimento humano,

espiritual, e de idade.

 

A graça divina, a realidade do Deus Pai,

sublima, eleva a condição humana

até as alturas e perfeições da natureza divina.

 

Se houver abertura

e disponibilidade dos homens,

todos serão divinizados,

e a história se chamará História da Salvação.

E haverá um só Pastor e um só povo.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

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Criado e pub no Blog e no FACE em 28/10/2025.

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