terça-feira, 7 de outubro de 2025

1035.- Viver. Você já aprendeu a viver?


 

Gostaria de estar na sua frente,

procurando iniciar um diálogo sobre essa pergunta,

que já deveríamos ter feito há muito tempo atrás.

 

As respostas que seriam colocadas à mesa

certamente abririam um leque de outras perguntas

e nos entreteria por longas horas de degustação.

 

Como o encontro presencial

não é fácil de acontecer, vamos por aqui mesmo,

neste texto, conversarmos virtualmente.

 

    Qual a sua idade?

 

    - Você já aprendeu a viver?

 

·         Pare. Deixe a pergunta penetrar na sua consciência.

·         Dê um tempo, depois, prossiga.

 

Com a idade que você está,

você consegue responder com coerência

à essa pergunta?

 

Lembre-se, você vive quase o tempo todo

na dimensão virtual, no mundo dos pensamentos.

 

Você vive quase o tempo todo

de acordo com a sua cabeça,

de acordo com o que você pensa.

 

E você pensa, geralmente,

com o pensamento dos outros.

 

Sim, você responde a partir do que você leu,

do que estudou, com quem você aprendeu.

 

Quase tudo o que você sabe

aprendeu dos outros.  

 

    E agora vou perguntar de novo:

    - Você já aprendeu a viver?

 

Pare. Pense e tente responder,

a partir da sua experiência pessoal.

 

Então já podemos dizer que o primeiro professor,

a primeira aprendizagem é a nossa mente,

nossa cabeça, nossa inteligência.

 

E aqui estão as nossas grandes ilusões,

na cabeça, no mundo virtual,

o que nos leva a viver viajando,

na maionese virtual.

 

Pare. Pense e tente responder

a partir da sua experiência pessoal.

 

Agora sim, vamos reconhecer

que a outra professora, mais exigente,

e a mais real, é a realidade

ou as experiências vividas.

 

Nós já sabemos viver como filhos.

Muitos de nós já sabemos

o que é viver como pai ou mãe.

Muitos de nós já sabemos

o que é viver como avo e avó.

 

Muitos de nós já sabemos viver

como profissionais, exercendo alguma profissão.

 

E alguns, já sabemos viver

como aposentados.

 

O conhecimento que temos,

as experiências que fizemos

como filhos, pais, avós e profissionais,

foram experiências reais, concretas.

 

A partir daí podemos responder,

que aprendemos sim, a viver,

quando experimentamos

o que é ser útil para alguém.

 

Aqui, assim, o nosso conhecimento é válido

e nos dá autoridade para responder

coerentemente.

 

Fora disso são respostas aprendidas

e usamos as respostas dadas por outros.

 

Se alguém, algum dia, te perguntar,

você já aprendeu a viver, lembre-se

de responder a partir daquilo

que você viveu e o que aprendeu,

com suas escolhas e renúncias,

com o seu corpo e a sua alma.   

 

Hoje, se existe algo difícil de responder

é essa pergunta, incômoda e exigente

“você já aprendeu a viver?”

 

É necessário confrontar-se com ela,

para nos puxar para o chão da vida,

e nos fazer retomar a consciência,

o comando sobre nossa vida real.

 

Viver é algo pessoal,

e a resposta a essa pergunta,

só pode ser uma resposta existencial

para que seja coerente.

 

     Como uma semente,

     que fique plantada essa pergunta,

     e que você fique pensando nela

     até que floresça e frutifique

     numa nova primavera.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com 41 98854 5166

 

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Criado e publicado no Blog e no FACE em 07/10/2025

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