quarta-feira, 27 de maio de 2026

1098.- Pare. Pare. Pare tudo o que está fazendo.


Silencie.

Volte o olhar para o seu corpo.

E perceba que a sua consciência precisa ser ativada.

 

Quase todos nós, terráqueos,

estamos vivendo

no automático.

 

Quase todos nós estamos vivendo

sem o uso da sensibilidade

e da percepção da realidade,

isto é, estamos vivendo

de forma inconsciente.  

 

Não estamos aqui só para fazer,

para trabalhar, para agir.

 

Estamos aqui para pensar,

avaliar, comandar, dirigir.

 

Estamos aqui para ser,

não tanto para fazer.

 

O nosso agir

deve expressar o que somos.

O nosso falar

deve revelar o que pensamos.

 

Estamos aqui para ser,

não tanto para interpretar

personagens fictícios ou irreais.

 

Depois que

tomamos consciência

de que sou alguém

e percebo com clareza,

que possuo as capacidades

para escolher,

para alimentar o meu ser

com propósitos, objetivos e ideais,

aí sim, estou vivendo,

com sensação de liberdade,

não de escravo.  

 

Perceba bem

que quase só damos atenção e alimentos

para o corpo.

O corpo está com fome, damos comida.

O corpo está com sede, damos água.

O corpo sente frio, nos agasalhamos.

O corpo sente calor,

procuramos dar-lhe refrescos.

 

Assim é também com a mente.

Estamos curiosos

e procuramos alimentar a curiosidade.

Se não sabemos alguma coisa,

perguntamos ao Google.

Ouvimos notícias. Comentamos.

Queremos entretenimentos,

vamos aos jogos.

 

Também o nosso psiquismo,

nosso ego, procura alimentos,

constantemente, e o alimentamos.

 

E o nosso ser, nossa essência,

nossa alma, nosso espírito,

com o que o alimentamos?

 

Pare.

Pare imediatamente

o que está fazendo,

porque, certamente,

não está alimentando

o teu ser profundo,

a sua essência, o teu ser.

 

Tudo o que não responde

a sua vida com sentido e significado

está te traindo, te esvaziando,

te desviando do teu centro,

da sua realidade sedenta

de nutrientes verdadeiros.

 

Pare. Faça silêncio.

Reflita. Medite.

 

Pare e questione-se.

 

O teu centro,

o teu eu superior,

é íntegro, inteiro.

Não é dividido.

Não é incoerente.

Não aceita mentiras.

Não age inconscientemente.

 

Toda vez

que deixamos de ser coerentes

conosco mesmos,

isto é, com a unidade do nosso ser,

fazemos experiências de divisão.  

 

Aí entra em cena as insatisfações,

a confusão mental, devaneios,

viagens virtuais,

as frustrações,

as decepções,

a ansiedade,

a insônia, a depressão,

ou seja, a perda de si mesmo,

 

Aquele ou aquela que se deixa dividir,

permite-se a perda de energias,

e enfraquece.  

 

Viver a vida com integridade,

com satisfação e alegria, com plenitude,

supõe o conhecimento de si mesmo,

conhecer e sentir, a necessidade interna

de unidade de si mesmo.  

 

Aí ganha-se clareza

na visão da vida e de si mesmo.

 

Ganha-se ou recupera-se o discernimento

para escolher aquilo que meu ser necessita.

 

É a essência que necessita ser atendida.

É o meu ser existencial que necessita de atenção.  

 

Você não precisa de nada: nem de roupa,

de nenhum bem material para ser.

 

Quanto mais pobre,

quanto menos dependente

e menos apegado às coisas ou pessoas,

mais livre se é, mais gente se sente,

mais alegria e densidade na arte de viver.

 

Mas, para ser, se sentir inteiro(a) e íntegro(a)

é necessário, extremamente necessário,

parar, fazer silêncio, procurar a paz,

a tranquilidade, para unificar o seu ser.

 

Olhar, prestar atenção em si mesmo.

 

Aí então a serenidade virá

e te dará olhos limpos

para recuperar o comando da sua própria vida,

e fazer escolhas realmente necessárias,

conscientemente.

 

     Um leitor mui amigo

     me colocou contra a parede

     dizendo que eu quase sempre

     revelo os problemas

     e raramente

     mostro as soluções.

 

Respondi afirmando

que a cultura da nossa sociedade

é planejada pelos exploradores

para nos tornar pessoas acomodadas,

sem iniciativas.  

 

Perguntei para ele

quais as finalidades do uso do celular?

 

E perguntei também

se ele usava o Google

para fazer perguntas

sobre questões importantes

para sua vida.

 

Perguntei quanto ele gastava

para assistir um jogo de futebol.

Perguntei se, em vez de gastar

para assistir um jogo,

não seria muito mais necessário para ele,

comprar um livro para ler?

Para investir em si mesmo?

 

E perguntei

se a filosofia, o conhecimento,

os questionamentos, as dúvidas,

as novas invenções e descobertas

tem ajudado ele e evoluir.

 

E perguntei

como ele aproveita o tempo livre.

 

E perguntei se ele tem amigos

com quem conversar seriamente sobre

os ideais da humanidade, da fraternidade,

sobre a grandiosidade do universo,

sobre o futuro da nossa civilização,

sobre as qualidades do ser humano.  

 

E perguntei se as conversas

que acontecem com seus amigos

não se limitam a futebol,

política, filmes e novelas.

 

Enchi a cabeça dele de perguntas.

 

Se ele foi atrás das respostas, não sei.

Só sei que até agora

não conversou mais comigo.

 

     Eis-me aqui, à sua disposição.

     Via e-mail eneaspb@gmail.com

     Gratuitamente.

 

     E, também, posso te emprestar livros,

     indicar livros, textos, fontes de pesquisas.

     Posso te enviar material impresso.

     Podemos conversar, neste nível,

     em algum parque aqui de Curitiba,

     enquanto caminhamos

     e praticamos a arte de viver, dialogando,

     convivendo com valores que nos preenchem

     de respostas e significados.

    

     Gratuitamente.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com   41 98854 5166

 

Criado e publicado no BLOG

e no FACE em 27/05/2026. 

 

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