Volte o
olhar para o seu corpo.
E perceba
que a sua consciência precisa ser ativada.
Quase
todos nós, terráqueos,
estamos
vivendo
no automático.
Quase
todos nós estamos vivendo
sem o uso
da sensibilidade
e da percepção
da realidade,
isto é,
estamos vivendo
de forma
inconsciente.
Não
estamos aqui só para fazer,
para
trabalhar, para agir.
Estamos
aqui para pensar,
avaliar,
comandar, dirigir.
Estamos
aqui para ser,
não tanto
para fazer.
O nosso
agir
deve
expressar o que somos.
O nosso
falar
deve
revelar o que pensamos.
Estamos
aqui para ser,
não tanto
para interpretar
personagens
fictícios ou irreais.
Depois que
tomamos
consciência
de que sou
alguém
e percebo
com clareza,
que possuo
as capacidades
para
escolher,
para alimentar
o meu ser
com
propósitos, objetivos e ideais,
aí sim,
estou vivendo,
com
sensação de liberdade,
não de escravo.
Perceba
bem
que quase
só damos atenção e alimentos
para o
corpo.
O corpo
está com fome, damos comida.
O corpo
está com sede, damos água.
O corpo
sente frio, nos agasalhamos.
O corpo sente
calor,
procuramos
dar-lhe refrescos.
Assim é também
com a mente.
Estamos
curiosos
e procuramos
alimentar a curiosidade.
Se não
sabemos alguma coisa,
perguntamos
ao Google.
Ouvimos notícias.
Comentamos.
Queremos
entretenimentos,
vamos aos
jogos.
Também o
nosso psiquismo,
nosso ego,
procura alimentos,
constantemente,
e o alimentamos.
E o nosso
ser, nossa essência,
nossa
alma, nosso espírito,
com o que
o alimentamos?
Pare.
Pare
imediatamente
o que está
fazendo,
porque,
certamente,
não está
alimentando
o teu ser
profundo,
a sua essência,
o teu ser.
Tudo o que
não responde
a sua vida
com sentido e significado
está te
traindo, te esvaziando,
te desviando
do teu centro,
da sua
realidade sedenta
de
nutrientes verdadeiros.
Pare. Faça
silêncio.
Reflita.
Medite.
Pare e
questione-se.
O teu
centro,
o teu eu
superior,
é íntegro,
inteiro.
Não é
dividido.
Não é
incoerente.
Não aceita
mentiras.
Não age
inconscientemente.
Toda vez
que
deixamos de ser coerentes
conosco
mesmos,
isto é,
com a unidade do nosso ser,
fazemos
experiências de divisão.
Aí entra
em cena as insatisfações,
a confusão
mental, devaneios,
viagens
virtuais,
as frustrações,
as
decepções,
a
ansiedade,
a insônia,
a depressão,
ou seja, a
perda de si mesmo,
Aquele ou
aquela que se deixa dividir,
permite-se
a perda de energias,
e enfraquece.
Viver a
vida com integridade,
com
satisfação e alegria, com plenitude,
supõe o
conhecimento de si mesmo,
conhecer e
sentir, a necessidade interna
de unidade
de si mesmo.
Aí
ganha-se clareza
na visão
da vida e de si mesmo.
Ganha-se
ou recupera-se o discernimento
para escolher
aquilo que meu ser necessita.
É a essência
que necessita ser atendida.
É o meu
ser existencial que necessita de atenção.
Você não
precisa de nada: nem de roupa,
de nenhum
bem material para ser.
Quanto
mais pobre,
quanto
menos dependente
e menos apegado
às coisas ou pessoas,
mais livre
se é, mais gente se sente,
mais
alegria e densidade na arte de viver.
Mas, para
ser, se sentir inteiro(a) e íntegro(a)
é necessário,
extremamente necessário,
parar,
fazer silêncio, procurar a paz,
a
tranquilidade, para unificar o seu ser.
Olhar,
prestar atenção em si mesmo.
Aí então a
serenidade virá
e te dará
olhos limpos
para recuperar
o comando da sua própria vida,
e fazer
escolhas realmente necessárias,
conscientemente.
Um leitor mui amigo
me colocou contra a parede
dizendo que eu quase sempre
revelo os problemas
e raramente
mostro as soluções.
Respondi
afirmando
que a
cultura da nossa sociedade
é planejada
pelos exploradores
para nos
tornar pessoas acomodadas,
sem
iniciativas.
Perguntei
para ele
quais as
finalidades do uso do celular?
E
perguntei também
se ele
usava o Google
para fazer
perguntas
sobre
questões importantes
para sua
vida.
Perguntei
quanto ele gastava
para
assistir um jogo de futebol.
Perguntei
se, em vez de gastar
para
assistir um jogo,
não seria
muito mais necessário para ele,
comprar um
livro para ler?
Para investir
em si mesmo?
E
perguntei
se a
filosofia, o conhecimento,
os
questionamentos, as dúvidas,
as novas invenções
e descobertas
tem
ajudado ele e evoluir.
E
perguntei
como ele
aproveita o tempo livre.
E
perguntei se ele tem amigos
com quem
conversar seriamente sobre
os ideais
da humanidade, da fraternidade,
sobre a
grandiosidade do universo,
sobre o
futuro da nossa civilização,
sobre as
qualidades do ser humano.
E
perguntei se as conversas
que
acontecem com seus amigos
não se
limitam a futebol,
política,
filmes e novelas.
Enchi a
cabeça dele de perguntas.
Se ele foi
atrás das respostas, não sei.
Só sei que
até agora
não
conversou mais comigo.
Eis-me aqui, à sua disposição.
Via e-mail eneaspb@gmail.com
Gratuitamente.
E, também, posso te emprestar livros,
indicar livros, textos, fontes de
pesquisas.
Posso te enviar material impresso.
Podemos conversar, neste nível,
em algum parque aqui de Curitiba,
enquanto caminhamos
e praticamos a arte de viver, dialogando,
convivendo com valores que nos preenchem
de respostas e significados.
Gratuitamente.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41
98854 5166
Criado e
publicado no BLOG
e no FACE
em 27/05/2026.
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