para
um encontro.
um
diálogo,
intercâmbio
de almas.
A
mensagem
já
está envelhecendo.
O
convite já foi refeito.
O
encontro
está
para acontecer
entre
a minha e a sua alma,
nas
profundezas
do
nosso universo interior.
Você já
deve ter percebido
em meus
textos,
minha
ânsia profunda,
por
encontros profundos.
Desconhecemos
as fontes íntimas
para que
aconteça o desabrochar
das nossas
incompletudes.
Quando nos
encontramos,
há uma
expectativa
a ser
atendida.
Todo
encontro,
entre eu e
você,
é para ser
transformado
em algo
extraordinário:
onde
intercambiamos nossa alma,
num nível
de profundidade.
Se não for
isso,
então que
aconteça apenas
a
inspiração para a criação
de uma canção
ou de uma poesia.
Cada um de
nós é para o outro,
um convite
a um diálogo.
Você
aceita dialogar comigo?
Quero
dialogar contigo.
Eu estou
indo, constantemente, até você.
Te ofereço
meu e-mail e o meu telefone.
Você ainda
não está vindo até aqui.
Então,
diariamente, tomo de novo,
a
iniciativa de acordar o que tens de melhor,
aí no teu
universo interior.
Estou acenando
o lenço da paz,
fazendo-te
um pedido, insistentemente.
Deixe-se
amar. Permita-se crescer, evoluir.
Dê-me a
oportunidade
para um
encontro.
Eu sei que
vai ser bom para nós dois.
Enquanto
estou indo,
só estou
indo.
Se você
não vier, não responder,
com seu
olhar, abrir o coração,
soltar as
amarras da alma,
não haverá
encontro.
Estou
pedindo,
desarmado.
Você não
está respondendo,
portanto
está armado(a).
Talvez
bloqueado(a)
por algum
preconceito,
sei lá?
Você é
orgulhoso (a)?
Do que?
Tuas
resistências,
teus
‘nãos’
são
atitude de defesa.
Não haverá
violência:
não é da
minha natureza.
Almas não
possuem armas.
Não quer
se expor?
Havendo
encontro,
haverá
exposição,
intercâmbio
de amor.
Nos
encontros, em minhas escritas,
você
percebe o quanto me exponho.
Não me
importo em expor-me,
pois não
estou apegado a nada
do que
tenho e sou.
Então, te
peço,
criemos,
nós dois,
o clima
para o encontro.
Pedir
revela
o estado
de espírito
de quem
não é orgulhoso.
O orgulho
bloqueia,
trunca e
tranca o intercâmbio
de
riquezas gratuitas.
De novo te
peço,
já meio
cansado, sentado,
faminto
como mendigo,
desejando
o diálogo
como
alimento.
Quero
contigo dialogar.
Esse
encontro, diálogo, intercâmbio,
poderá ser
benéfico para nós dois.
Tenho
certeza
de que não
seremos inimigos
nem
criaremos hostilidades
para
cultivarmos.
Abrir-se
pode deixar escapar tensões,
sair
frustrações, entrar remédios,
renovar o
ar dos pulmões, rejuvenescer.
Desejamos
conversar, no mesmo nível,
frente a
frente, sem considerar distâncias,
línguas ou
nações, gêneros ou espécies.
Desejamos
conversar, desarmados,
ninguém
julgando ninguém,
apenas
aceitando, abertos,
intercâmbios
de culturas,
pensamentos,
filosofias de vida,
teologia
de vida ...
Há tanto a
intercambiar.
Nós dois
buscando a verdade,
apenas a
verdade,
nada mais.
A partir
do sim,
do
concordar nas expressões faladas,
com ou sem
gestos faciais ou manuais,
permitir o
abraço dos nossos corações.
Diálogo
acontece a dois.
Se não
houver diálogo,
ficarei
apenas
com meu
companheiro Monólogo,
sem
respostas,
sem eco,
sem
ressonâncias.
Dialogando
preencheremos
espaços vazios,
afastaremos
preconceitos,
extinguiremos
distancias,
eliminares
as barreiras
e
desprezaremos fronteiras.
Dialogando,
aproximaremos
mais e mais
até que a
intimidade chegue
e fique
muda,
apenas
presente,
aconchegante,
compreensiva
e
acolhedora.
Se você
aparecer para comigo dialogo,
entrelaçaremos
nossos corações,
fundiremos
nossos espíritos e,
depois,
sem pátria,
dançaremos
nos
espaços siderais.
Então
nosso encontro será único,
referência,
fonte de
inesgotável saudade.
Vem, vem
dialogar comigo.
Estou te
esperando.
Nós dois
sairemos ganhando.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41
98854 5166.
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