Minha
intenção com este texto
é
a de estar preparado
para
se antecipar
a
uma possível crise
que
pode abater-se
em
qualquer ser humano
ou
casal em algum momento da vida.
É
condição fundamental da vida
a
tomada de consciência de que o esforço
é
a única condição de crescimento
ou
evolução.
A
característica da permanência
dentro
do campo da vida
é
a luta contra as propagandas
e
ofertas de entretenimentos,
consumo
ou conforto,
ou
a aceitação das exigências,
como
fator de fortalecimento
e
superação das dificuldades.
Viver
e desenvolver plenamente
a
dimensão humana ou pessoal
implica
no esforço diário
de
cada um de nós.
Alguém
que queira crescer
deverá
abdicar
muitas
vezes de sua própria vontade,
refreando
(exercendo domínio) impulsos
e
decisões precipitadas,
a
fim de priorizar
a
paz e a harmonia.
Para
que a pessoa
consiga
crescer
humana
e espiritualmente,
só
há um caminho: esforçar-se.
Estamos
no meio do mundo,
respirando
um tipo de cultura
que
tem o poder
de
nos levar e estacionar no comodismo.
A
cultura da sociedade
na
qual estamos envolvidos,
é
de conforto,
de
fuga ou escape
de
tudo que exige sacrifícios.
Esta
cultura é caracterizada
pela
‘lei do menor esforço’
e
conduz à acomodação.
É
também caracterizada
por
ser individualista e egoísta.
O
único caminho
para
o crescimento,
para
a evolução,
para
o aperfeiçoamento
das
nossas potencialidades
é
através do esforço,
das
escolhas e das decisões.
E
todas estas qualidades
carregam
consequencias,
boas,
se forem prudentes e sábias,
e,
não boas se forem aceitas passivamente,
sem
questionamentos.
A
cultura do esforço,
da
superaçao,
da
evolução
supõe
atos de sacrifício;
exige-se
derrotar atitudes egoístas;
exige-se
enterrar
as
atitudes do ‘homem velho’,
e
a lutar todo dia, toda hora,
no
sentido de fazer desabrochar
o
‘homem novo”, as capacidades criativas,
que
podem estar dormindo, acomodadas,
em
nosso interior.
Essa
aventura é difícil e exigente.
Mas
não há outro meio.
Não
existe varinha mágica
para
vencer ou para vencer-se.
Não
existe milagre
neste
empreendimento.
A
pobreza e a falência da nossa vida
pode
estar na acomodação,
na
desistência de lutar
pelos
ideais projetados
e
sonhados.
Se
não lutarmos,
se
não nos esforçarmos,
seremos
sufocados e derrotados
pela
rotina.
A
rotina
tem
o poder de acomodar,
de
tirar o sabor
e
o entusiasmo da vida.
Parece-me
sumamente importante
a
colocação de princípios
fundamentados
no esforço,
como
uma das únicas ferramentas
disponíveis
no mercado
que
pode favorecer ainda
o
crescimento, a evolução
e
o aperfeiçoamento
das
nossas potencialidades.
Desistir
de qualquer esforço
é
arquitetar a própria ruína
e
a aceitar a falência pessoal.
Não
há como superar dificuldades
sem
a aplicação de princípios básicos,
firmes,
da Lei do Esforço.
Porque
sentimos dificuldades
para
fazer os esforços?
Por
desconhecer
os
princípios benéficos
desta
ferramenta.
Por
não termos lido o ‘Manual da vida’,
a
biografia dos empreendedores,
cientistas,
exploradores, vencedores.
Outras
razões é porque não nos atualizamos,
não
nos atualizamos porque não evoluimos,
e
não evoluímos porque não nos esforçamos.
Esta
é a pura verdade.
A
atualização
é
a carona que pegamos
para
continuar indo em frente.
Não
atualizar-se,
principalmente
no campo
das
novas ciências e descobertas,
é
escolher a anemia e morrer lentamente.
Estaremos
nos atualizando
quando
nos conhecemos um pouco melhor.
E
há tanto para conhecer sobre si mesmo.
Por
exemplo, o que vai ser de você
depois
da tua morte?
Para
onde vai o teu espírito?
Ele
saberá onde ir?
Na
base de qualquer espiritualidade
está
a necessidade
do
desenvolvimento da personalidade.
Perceba
como somos
naturalmente
acomodados
porque
não opomos resistências.
Não
raciocinamos
e
não fazemos qualquer avaliação.
Veja
como é o nosso comportamento:
1) buscamos
inconscientemente o conforto,
e
nos entregamos. Aqui, fracassamos.
2)
Buscamos conscientemente
acordar
a consciência, e despertamos.
Agora
sim, buscamos a vitória.
O
inconsciente
tem
força que é preciso conhece-las,
para
aproveitar delas.
Esta
é uma lei básica
que
freia a evolução
do
ser humano:
a
lei do menor esforço.
Perceba
como procuramos naturalmente
a
acomodação.
E
aqui tem que ter guerra.
Resistências.
Oposições.
Reavaliações.
Retomada do poder.
Desconhecer
os efeitos desta acomodação
é
que é prejudicial,
ois
que, sem o despertar da consciência,
aceitamos
essa lei, sem reagir.
Parece-nos
que ainda não percebemos
que
é necessário elaborar
a
ciência do esforço,
para
conhecer e administrar
estas
forças contrárias,
que
nos acomodam,
e
que exercem uma posição de comando,
de
tirania, na vida de cada um de nós.
Forças
negativas
impedem
o nosso crescimento.
Existem
forças egocêntricas dentro de nós
que
trabalham contra nós mesmos.
Estas
forças
dificultam
a superação das dificuldades
e
dificultam o desabrochar
e
o aperfeiçoamento
das
nossas potencialidades.
São
tendências, instintos,
inclinações
fortes
que
moram dentro
do
jardim da nossa casa.
É a erva daninha.
Se
soubermos administrar estas forças,
estas
tendências, canalizando-as,
elas
se tornarão o adubo
que
fortalecerá as raízes
da
construção da casa ideal,
da
pessoa, e do casal.
Não
me digam que é fruto
da
nossa condição humana,
que
é da nossa própria natureza.
Concordo.
É sim.
Mas
essas forças, são negativas, destrutivas.
A natureza
humana
precisa
ser domada, aperfeiçoada,
direcionada
para ser embelezada,
direcionada
para as perfeições.
Temos
em nós as boas energias.
As
energias construtivas.
É
possível usar a energia dos rios
para
construção de hidrelétricas.
É
possível transformar
um
matagal em jardim.
Não
racionalizem
e
não justifiquem a falta de aplicação,
falta
de método, falta de determinação.
Não
somos melhores
porque
não queremos,
ou
porque desconhecemos nossas forças?
O
atleta sabe
que
precisa treinar exaustivamente,
se
quiser ganhar medalhas.
O
atleta sabe que quanto mais treinamento,
mais
e melhores resultados.
A
lei do menor esforço gera atrofia,
ferrugem,
endurecimento,
acomodação,
anemia,
falência,
e morte.
Quem
quer passar no vestibular,
estuda
... e como.
Quem
quer concorrer a uma vaga
em
algum concurso público,
se
impõe regras, horários,
disciplina,
e obedece coerentemente.
A
lei do maior esforço
gera
mais dinamismo,
mais
vida, mais saúde,
mais
entusiasmo, mais ação,
maiores
e melhores resultados.
São
os mesmos resultados do movimento.
Quanto
mais movimento,
mais
agilidade, mais vivacidade,
mais
vida.
E
quanto menos movimento,
mais
dificuldades
para
movimentar-se.
Os
filósofos criaram a lei:
“É
com princípios superiores
que
se governam
e
se administram reinos e instintos inferiores
e
situações ou condições inferiores”.
É
uma Lei
que
pode ser aplicada
em
qualquer campo do agir humano,
também
no casamento, no matrimônio,
nas
equipes, nos times, nas seleções,
e
na nossa própria vida individual ou de casal.
É
com a racionalidade
que
conseguimos domar e administrar
as
nossas tendências, inclinações ao egoísmo,
tendências
ao comodismo e à inércia.
A
lei da evolução
chegou
até o ser humano
dotando-o
de racionalidade,
consciência,
liberdade e espiritualidade.
Evoluímos
até nos tornarmos pessoas,
até
nos tornarmos homens e mulheres,
até
nos tornarmos conscientes,
donos
da direção
que
queremos dar para nossa vida.
Isto
supõe escolher os meios
de
aperfeiçoamento
e
aplicá-los.
Essa
pedagogia
levará
a evoluir finalmente,
de
pessoa humana,
despertando
a consciência
de
que somos filhos e herdeiros dos céus,
para
cidadãos dos céus.
A
evolução começa na terra
e
termina no céu.
Por
isso o Jesus Cristo avisou:
“... apertado
é o caminho
que
conduz à vida ...”.
A
Lei da evolução
serve
de referência e alerta:
O
conforto e o comodismo
levarão
à atrofia,
e
até mesmo à extinção
do
indivíduo da espécie
ou
da vida do casal.
O
esforço, e só o esforço,
leva
a evolução
em
direção das transformações
necessárias
ao caminho
das
conquistas dos níveis superiores.
O
esforço
é
comandado pelo pensamento,
pelo
espírito, planejamento,
estratégias
e organização,
cada
vez aumentando
o
grau de complexidade
mas
sempre visando
o
maior grau de unidade.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com - 41 98854 5166
Atualizado em 04/06/2016.
Atualizado e republicado no BLOG
e no FACE em 17/05/2026
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