terça-feira, 19 de maio de 2026

1097.- Amor. Amar é completar o que falta no outro.



 

Se somos inteligentes

percebemos que temos em nós

as qualidades que faltam nos outros.

 

E, percebemos também,

que os outros possuem qualidades

que nos fazem falta.

 

Duvida?

Então leia até o final.

 

“Todo ser é bom, isto é,

é capaz de satisfazer

as necessidades de um outro ser

e de lhe comunicar

as perfeições que lhe faltam”.

Frase atribuída ao filósofo Aristóteles.

 

Para estender um pouco mais este argumento,

consideremos os estudos e princípios

que regem a Psicologia Diferencial.

 

Consideremos por exemplo o homem,

que possui uma carga masculina

igual ou superior a 70%.

 

E, a mulher é 70% feita

com qualidades femininas.

 

O homem masculino só possui em si

30% de cargas ou qualidades femininas.

 

A mulher só possui em torno de 30%

de cargas masculinas.

 

Então, ambos precisam

intercambiar suas qualidades

para ajustar o equilíbrios

entre si e entre ambos.

 

O homem tem o seu jeito de ser masculino.

A mulher tem o seu jeito de ser feminina.

 

Não há como questionar

as diferenças entre a masculinidade

e a feminilidade.

 

São diferenças visíveis e inquestionáveis,

mas encaixam-se perfeitamente,

complementando, respondendo

às carências um do outro.

 

O homem está sempre procurando,

e esperando da mulher,

os 30% de feminilidade

que lhe faltam para viver em equilíbrio.

 

A mulher está sempre procurando,

e esperando do homem,

os 30% de masculinidade

que lhe faltam para viver em equilíbrio.  

 

E é nesse intercâmbio de atrações

que os homens e mulheres convivem,

gostosamente, em harmonia,

satisfazendo suas carências.

 

         A partir do entendimento

         destes princípios da Psicologia Diferencial

         alguns podem dizer: 

         pronto. Só faltava essa.

 

Agora, com este conhecimento,

acabou a poesia do relacionamento

entre homens e mulheres.

Acabou o mistério.

 

Ou então, 

com o conhecimento deste princípio,

o homem e a mulher

passarão a viver

um grau de consciência mais elevado,

mais dignificado,

passando a se sentir responsável

pelo equilíbrio de uma e do outro.

 

Conhecendo esse princípio,

o homem e a mulher perceberão

que será necessário

colocar porções maiores de sensibilidade

para estar atentos

e procurar corresponder

às expectativas

que um tem para com o outro.

 

E é bem aqui

que entra a questão do amor consciente:

      Agora sei 

        que o outro tem necessidade de mim,

           como complemento.  

 

E, a mulher,

decide fazer isso para o homem,

gratuitamente,

em forma, de carinho, carícias,

sedução, afetos, atitudes maternas,

atenção, sutilezas, fineza,

cargas amáveis ...

todas, qualidades femininas.  

 

E é exatamente isso que falta ao homem,

   e se manifesta nele como sede insaciável,

      contínua, permanente.

 

O homem deseja, anseia,

espera que a sua mulher feminina,

na sua maior dose possível,

seja meiga, suave, carinhosa,

amável, tolerante, compreensiva,

aconchegante, ... 

exageradamente feminina.

 

Então, aí é que entra

   a capacidade acentuada de amar,

       da mulher.

 

É da mulher a responsabilidade

do clima amável e amoroso

no convívio entre o masculino e o feminino,

pois é ela que tem essa carga

em maior porcentagem.

 

E o homem,

como pode colaborar com a mulher,

naquilo que lhe falta de masculinidade?

 

Eu, homem, contribuo gratuitamente,

para minha companheira feminina,

as cargas e qualidades

que possuo como homem:

respeito, atenção, segurança,

fortaleza, firmeza,

colaboração nas tarefas do lar,

apoio, companhia, parceria, interesses,

foco na busca de soluções,

motivações, criatividade, surpresas,

reconhecimentos, agradecimentos,

elogios, presentes, flores,

palavras carinhosas,

serenidade diante das dificuldades,

declarações de amor contínuas,

explícitas ou implícitas.

 

A mulher, esperta, muitas vezes

tem que ser bem objetiva

e dizer claramente

o que está esperando dos homens

(menos sensíveis).

 

Lembrem-se homens,

as mulheres são muito mais carentes

de afetividade do que as mulheres.

 

Lembrem-se mulheres,

os homens são tão carentes de afetividade

quanto vocês, mulheres.

 

Nessa visão psicológica

se encontram os fundamentos

da complementariedade.

 

Em muitos casos,

a incompletude permanecerá

na vida do casal por muitos anos,

até que se compreenda

essa lei que rege o universo:

a lei do gênero.

 

Em tudo existe o lado

ou a fatia masculina

e o lado ou fatia feminina.

 

Essa lei é científica.

É um dos princípios que regem

toda a estrutura do universo:  

a busca insaciável pela unidade.

 

E o que é gostoso

neste intercâmbio vital

entre o homem e a mulher

é que tudo acontece

dentro da dinâmica gratuita do amor.

 

É o amor a dinâmica que perpassa

em todo o relacionamento

das pessoas, do casal, dos amigos,

quando se considera

que somos seres incompletos

e necessitamos uns dos outros.

 

Eu, confesso, preciso de ti.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com   41 98854 5166

 

Criado e publicado no BLOG

e no FACE em 19/05/2026. 

 

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