Eis uma questão
que
provoca a inteligência reflexa.
Inteligência
reflexa é aquela que me leva a ser cético,
isto é, me
leva a questionar-me de onde vem a verdade,
ou qual é
a forma mais correta de se fazer uma pergunta
que me conduza
a uma resposta que seja coerente
com a
verdade.
Aquele que
deseja
conhecer-se
a si mesmo,
pergunta-se
“quem sou?”
Quem se
pergunta,
aos poucos
vai se conhecendo.
O ser
humano, eu, você, olhando,
observando,
perguntando-se,
chegará
até o limite do conhecimento,
e aí, na
beirada, na última fronteira,
vai se
perguntar: “quem sou?”
É a Alma
que pergunta:
Quem sou.
Sou a essência absoluta,
incompreensível,
algo sem definição completa.
Sou o invisível
dentro do visível.
Sou o absoluto
no mundo relativo.
Sou a forma visível
da Alma invisível.
Sou alguém que pergunta,
que observa, que sente,
e que vai, apertado,
dentro de um ovo, esperneando,
querendo quebrar a casca,
sair para um novo.
Sou mais do que aquilo que faço.
Sou alguém que continua me procurando
e me perguntando: “Quem sou?”
Sou o conhecimento não racional,
não localizável, dentro de mim.
Sou uma vontade livre, leve,
dentro de um corpo, em movimento.
Sou como o vento, livre,
solto, sem fronteiras.
Sou o imóvel,
dentro daquilo que se move.
Sou a sensação de vida,
unidade ampla,
de movimento.
Venho, não
sei de que direção.
Vou, não
sei para onde.
Ninguém me
encerra
dentro de
definições mentais.
Escapo,
ultrapasso. Surpreendo-me.
Não sou a
areia, não sou o sal,
não sou a
água, não sou a onda,
nem a
espuma branca.
Sou o mar, que abraça
e irmana todas as terras,
continentes e nações.
Sou a consciência eterna,
viajando, de carona,
neste corpo, de passagem,
por este mundo.
Sou uma Alma eterna
que precisa de alimentos
e nutrientes apropriados.
Do que a
Alma se alimenta?
Alimenta-se
da bondade, das belezas da arte,
das
perfeições, das dimensões infinitas.
É a Alma
que pergunta: Quem sou.
E é também
a Alma
que só se
contenta
com
respostas absolutas.
É a Alma
que pergunta:
De onde
vim? Para onde vou?
Qual o
sentido da vida?
Há vida
depois da morte?
A Alma me
convida a ir mais além,
a conhecer
o espírito,
a querer
sair daqui deste mundo
apertado e
limitado.
A Alma
quer fazer experiências de liberdade,
voar pelo
infinito, viver para sempre.
É a Alma
que vai te responder
com uma
resposta verdadeira,
última,
definitiva.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41
98854 5166
Texto atualizado e publicado no BLOG
e no FACE em 13/02/2026
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