sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

1075.- Quem sou? É a Alma que faz a pergunta: ‘quem sou’.

 

Eis uma questão

que provoca a inteligência reflexa.

 

Inteligência reflexa é aquela que me leva a ser cético,

isto é, me leva a questionar-me de onde vem a verdade,

ou qual é a forma mais correta de se fazer uma pergunta

que me conduza a uma resposta que seja coerente

com a verdade.

 

Aquele que deseja

conhecer-se a si mesmo,

pergunta-se “quem sou?”

 

Quem se pergunta,

aos poucos vai se conhecendo.

 

O ser humano, eu, você, olhando,

observando, perguntando-se,

chegará até o limite do conhecimento,

e aí, na beirada, na última fronteira,

vai se perguntar: “quem sou?”

 

É a Alma que pergunta:

Quem sou.

 

    Sou a essência absoluta,

    incompreensível,

    algo sem definição completa.

 

    Sou o invisível

    dentro do visível.

 

    Sou o absoluto

    no mundo relativo.

 

    Sou a forma visível

    da Alma invisível.

 

    Sou alguém que pergunta,

    que observa, que sente,

    e que vai, apertado,

    dentro de um ovo, esperneando,

    querendo quebrar a casca,

    sair para um novo.

 

    Sou mais do que aquilo que faço.

 

     Sou alguém que continua me procurando

      e me perguntando: “Quem sou?”

 

      Sou o conhecimento não racional,

      não localizável, dentro de mim.

 

      Sou uma vontade livre, leve,

      dentro de um corpo, em movimento.

 

      Sou como o vento, livre,

      solto, sem fronteiras.

 

      Sou o imóvel,

      dentro daquilo que se move.

 

      Sou a sensação de vida,

      unidade ampla,

      de movimento.

 

Venho, não sei de que direção.

 

Vou, não sei para onde.

 

Ninguém me encerra

dentro de definições mentais.

 

Escapo, ultrapasso. Surpreendo-me.

 

Não sou a areia, não sou o sal,

não sou a água, não sou a onda,

nem a espuma branca.

 

     Sou o mar, que abraça

     e irmana todas as terras,

     continentes e nações.

         

     Sou a consciência eterna,

     viajando, de carona,

     neste corpo, de passagem,

     por este mundo.

 

     Sou uma Alma eterna

     que precisa de alimentos

     e nutrientes apropriados.

 

Do que a Alma se alimenta?

 

Alimenta-se da bondade, das belezas da arte,

das perfeições, das dimensões infinitas.

 

É a Alma que pergunta: Quem sou.

 

E é também a Alma

que só se contenta

com respostas absolutas.

 

É a Alma que pergunta:

De onde vim?  Para onde vou?

Qual o sentido da vida?

Há vida depois da morte?

 

A Alma me convida a ir mais além,

a conhecer o espírito,

a querer sair daqui deste mundo

apertado e limitado.

 

A Alma quer fazer experiências de liberdade,

voar pelo infinito, viver para sempre. 

 

É a Alma que vai te responder

com uma resposta verdadeira,

última, definitiva.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com  41 98854 5166

 

Texto atualizado e publicado no BLOG

e no FACE em 13/02/2026

 

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