O passado se foi
e nós permanecemos
por aqui.
O passado
deixou marcas
em cada um de nós,
por isso não somos
originais.
Não,
não somos
originais.
Nem um ser humano
é totalmente original.
Todos temos certeza
dessa afirmação.
Nós somos frutos do
passado.
Somos o que foram
nossos antecessores.
Herdamos a influência
e as consequências da
história.
Fomos o que conseguimos assimilar
das
leituras e exemplos
dos pequenos e grandes personagens da história,
os homens e
as mulheres.
Parece que mais aprendemos com os erros do
que com as ideias revolucionárias de alguns escritores, poetas e profetas.
Parece que a tragédia ensina mais do que a moral e a própria filosofia da
educação.
Se nos deixamos
influenciar
pelas boas obras,
melhoramos a nós
mesmos e,
por consequência
deixaremos melhor
o mundo.
Todos nós admiramos
esta ou aquela pessoa.
É por isso que
buscamos
identificações.
Procuramos e buscamos
nos homens e mulheres
melhores,
os valores maiores.
Na altura em que nos
encontramos
uma pergunta nos provoca
a pensar:
Não deveríamos estar
vivendo
de uma forma ideal,
fraterna, justa,
solidária,
atenciosa e dedicada
aos outros,
considerando todo o
tempo
que já vivemos?
O nosso passado
já não nos ensinou as
lições
que deveríamos ter
apreendido?
Falta-nos ainda
algum ingrediente
para recuperarmos
a nossa
originalidade?
De novo,
estamos à procura
deste elemento.
Quando o encontrarmos
haverá a definitiva
alteração
no nosso estilo de
vida.
Nossa maneira de ser
será transformada
em filosofia
e amadurecida para
ciência
especial de vida.
Isto já devia ter
acontecido.
No entanto, devido ao
que somos,
ainda falta-nos algum
elemento
nesta conquista.
Tentamos primeiro ver onde erramos e depois
nos colocaremos de novo a caminho, com a meta de reconquistar a inocência
original ou o espírito de infância.
Sonhamos, desejamos e queremos
insistentemente, reconquistar, de novo, a nossa originalidade.
Antes de sermos o que
hoje somos,
fomos Adão e Eva, nús.
A gente se via sem
roupas
e não havia nada de
extraordinário nisso.
Era natural.
Depois que fizemos
alguma coisa errada,
tivemos que vestir,
cobrir
e esconder a
personalidade fraca.
A estrutura e a
personalidade fraca
fizeram a história do
jeito que foi feita.
A história dos homens
está cheia de sangue
e erros,
provocados pelas
atitudes egoístas
e orgulhosas,
desfocadas da
filiação divina.
Dá para perceber
onde erramos,
no passado?
Está dando para perceber que não somos ainda
‘deusinhos’, e que necessitamos dos ensinamentos e da sabedoria divina?
Dá tempo para aprender que a História que
vivemos só será história da salvação quando escutarmos e reatarmos a amizade
com o Deus Criador?
Falta pouco,
acreditem.
Quando estamos diante
das crianças,
as olhamos com um
alto grau de inveja.
Como desejamos de
novo,
ser simples como as
crianças.
Percebemos o quanto
esta característica
é facilmente perdida
e difícil de ser
reconquistada.
Se não conseguimos
ainda,
pelo menos tentamos
descobrir e cultivar
o Heipo
que vive em cada um
de nós.
Este é o projeto
Heipo:
reconquistar a
inocência original.
Do passado,
as boas lembranças
foram do tempo
em que éramos
crianças.
Será
que foi
quando deixamos de
ser crianças
que perdemos o rumo
do processo evolutivo
no caminho do ideal
da realização
da nossa autêntica
personalidade?
O Heipo
é este personagem
que existe em nós
e que quer,
teimosamente,
reconquistar a
simplicidade
e recuperar
a inocência perdida.
Como era gostoso ser
criança.
Será que a
simplicidade
e a inocência
original
não pode ser uma
qualidade
do adulto?
Se sim,
vamos em busca.
Se não,
ser adulto,
quase diria,
é uma deformação
da autêntica
personalidade.
Alguns adultos
do passado
que nos desculpem,
mas não foram modelos.
Outros,
adultos do passado,
perceberam
e cultivaram
alguns valores
que perpassam
gerações.
A estes queremos
pesquisar,
admirar e transcrever
seus exemplos e
testemunhos.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 25/03/2016.
eneaspb@gmail.com
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