Ainda não chegamos,
mas já imaginamos
viajar para mais
longe.
Se esta capacidade
está em nosso pensar
e imaginar,
estará logicamente
em nossa capacidade
de fazer.
Costumamos imaginar
que no futuro
estão as respostas
definitivas
para os nossos
problemas.
No futuro
está a forma ideal de
viver.
Quanto de material já
existe,
de ficção literária
e ficção científica,
nos desenhos
e filmes que
assistimos.
Não será isto uma prova
de que nossas cabeças
já começaram a pensar
e imaginar o alcance
desta possível
realidade?
Sim, já estamos a
caminho,
apesar dos nossos pés
não conseguirem,
ainda, concretizar.
Talvez não precisemos
mais dos pés, lá na frente.
Veja a utilidade
dos pés nos dias de
hoje:
quase não usamos
mais.
Usamos mais
para ficarmos em pé.
Mas não é para lá,
para o futuro,
que estamos indo?
Sim, mas não estamos
indo a pé,
mas com meios
e ferramentas
especiais,
melhores, mais
aperfeiçoados.
Hoje estendemos nossas
mãos e pés
com a criação de
ferramentas
e equipamentos
especiais.
No passado,
os grandes homens,
inventores,
desbravadores,
inovadores, profetas,
provocadores de
mudanças,
ao revelarem ideias
novas,
ao proferirem
palavras ousadas,
difíceis de aceitar
na época,
provocaram
manifestações de rejeição
e até de
agressividade, violência e morte,
mas também
manifestações
de curiosidade e de
espanto,
de inquietações.
O lado bom destes conflitos
foi o despertar de novos ideais.
Mostraram mundos
abertos.
É diferente
olhar para mundos
fechados,
sem saídas, sem perspectivas,
sem ideais.
O futuro é um mundo
aberto.
Nele, só há campos
abertos.
Ao fazerem as grandes
descobertas,
alguns cientistas
apenas anteciparam
alguma coisa que,
com o decorrer do
tempo,
seria lógico ou
evidente
o descobrimento de
aberturas,
peças, modelos,
fórmulas,
senhas e objetos ...
e os seus efeitos.
Era apenas questão de
tempo
e de algumas
qualidades
próprias de homens
que ‘viviam já, fora
do tempo’,
comprometidos
com as soluções dos
problemas
da humanidade da
época.
Antropólogos, humanistas, sociólogos,
assistentes sociais, teólogos,filósofos,
e cientistas, seriam apenas
estas categorias
profissionais, os responsáveis
pela tarefa de antecipar
a chegada do futuro?
Como descobrir
ou preparar pessoas
futuristas
que se comportem
ou ajam como
viajantes,
desbravadores do
futuro?
Quais ferramentas ou chaves
ainda não estão nos nossos
currículos?
Dos personagens
abaixo relacionados,
quais deles seriam
tão diferentes
de cada um de nós?
O que eles fizeram
que nós não podemos
fazer?
Houve algumas
barreiras
que eles não
conseguiram ultrapassar?
E estas barreiras
ou dificuldades que
eles encontraram
e venceram,
nós estamos equipados
para vencê-las
também?
Citamos algumas
pessoas iguais a nós,
apenas
com algumas qualidades
mais desenvolvidas que as nossas:
Buda (563-483aC),
Confúcio (551-479aC),
Sócrates (469-399aC),
Aristóteles (384-322aC),
Jesus
Cristo (0-33),
Francisco de Assis (26/09/1182-04/10/1226),
Leonardo da Vinci
(15/04/1452-02/05/1519),
William Shakespeare (23/04/1564-23/04/1616),
Gandhi
(02/10/1869–30/01/1948),
Pierre Teilhard de
Chardin (01/05/1881-10/04/1955),
Papa João XXIII (25/11/1881–03/06/1963),
Papa João Paulo II (18/05/1920–02/04/2005),
Antoine de Saint-Exupèry
(29/06/1900–31/07/1944),
Walter Disney (02/12/1901–15/12/1966),
Madre Tereza de
Calcutá (27/09/1910–05/09/1997)
e .... tantos outros que
poderíamos citar.
Podemos justificar
perguntando:
“Quem somos nós em comparação
com estes personagens gigantes
da
nossa história?”.
Podemos responder:
Se eles puderam e
fizeram história,
nós também podemos.
Todos estes
personagens foram comuns,
como nós.
O que eles fizeram ou
tinham de especial?
Nada mais do que
aquilo
que também nós somos e temos:
sensibilidade para com os problemas comuns
de todos nós.
Como achar soluções?
Voltar os olhos para fora
do nosso próprio
umbigo.
O egoísta
só vê o seu próprio
problema.
Quem não é egoísta
percebe o problema
de todos os outros.
O que diferencia
uma pessoa da outra
é o egoísmo ou o
altruísmo.
É o olhar para si
mesmo
e o olhar para fora
de si mesmo.
O que nos mantém
inferiorizados
é a preocupação
conosco mesmos.
O que nos mantém
ineficazes
é o foco em nosso
próprio mundinho.
Mas há um mundão ai
afora.
O que nos lança para
o mundo,
o que abre nossa
visão para fora de nós
é que nos liberta e nos faz crescer
em sonhos e
realizações maiores.
O que nós sabemos é que depende
do
esforço e empenho de cada um,
e do esforço dos
outros nossos irmãos.
Depende da tua e da
minha boa vontade,
e da abertura,
e de pesquisas,
do comprometimento
humano,
com os problemas da
humanidade,
nossos problemas,
porque não dos
problemas
do nosso próprio Pai
dos céus,
que aguarda
ansiosamente a libertação
e o pleno desabrochar
do humano,
na participação com a natureza divina.
Os grandes inventores
do passado
foram até o futuro
e de lá trouxeram as respostas
para os problemas da
época
em que viveram.
Esta é nossa missão
de homens e mulheres
competentes
e responsáveis:
Ir até o futuro
e de lá trazer as
soluções para o presente,
o quanto antes, para suavizar
os problemas mais
urgentes
da nossa civilização
atual.
Se não der, antecipemos.
Antecipar-se é agir.
Agir é movimentar-se
e construir.
Construir
é dar respostas
concretas
às perguntas e aos
problemas
que estão em abertos.
Percebemos
que ainda não existem
escolas futuristas.
A disciplina chamada
Criatividade
só agora começa a fazer
parte
do Currículo de
algumas Universidades.
Escolas e
Universidades
pretendem dar
respostas para hoje.
Mas, quem preparará
para o amanhã,
nossos filhos e
netos?
Quem não administra
em vista do futuro
não investe no ideal.
Quanta
irresponsabilidade
dos nossos
representantes
no Congresso.
O curioso é que naquela relação acima
não
consta nenhum político.
Será uma classe necessária,
lá para o futuro?
Em que nível, classe social,
ciência ou
carência
estão classificados
os problemas atuais
mais
angustiantes?
Vamos enumerar os
problemas que temos
a responsabilidade de
resolvê-los
e aí vamos
classificar as prioridades
e depois,
procuraremos descobrir
e aplicar os meios
para viajar
e penetrar no futuro
e de lá trazer as
respostas.
Mas é para hoje ...
e para amanhã.
Que outras descobertas
são necessárias para
apressarmos
a chegada do futuro?
Se estes argumentos apresentados acima
ainda
não são suficientes, amplie suas pesquisas,
abra o seu computador
e digite na
página de pesquisas do Google Brasil,
a palavra ‘futuro da humanidade’,
e você
se surpreenderá com o número de textos
que passam de 1.800.000.
Estes, são aqueles que se ocupam
em estudar o futuro a fim de familiar-se com ele,
e, se possível, construí-lo
de acordo com nossas expectativas.
Vamos,
faça alguma coisa.
Não
espere sentado a chegada do futuro.
Não pelo menos, mas pelo mais,
fique em pé,
em posição de alerta.
O
futuro
será
o fruto da árvore boa
que
você está cultivando.
Eneas
Paulo Budel Boguceski
Criado
em 01/03/2014.
Atualizado
em 25/03/2016.
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
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