quinta-feira, 1 de maio de 2014

110.- Futuro. O futuro será o fruto dos nossos atos.




Ainda não chegamos,
mas já imaginamos
viajar para mais longe.
 
Se esta capacidade
está em nosso pensar e imaginar,
estará logicamente
em nossa capacidade de fazer.
 
Costumamos imaginar
que no futuro
estão as respostas definitivas
para os nossos problemas.


No futuro
está a forma ideal de viver.
 
Quanto de material já existe,
de ficção literária
e ficção científica,
nos desenhos
e filmes que assistimos.


Não será isto uma prova
de que nossas cabeças
já começaram a pensar
e imaginar o alcance
desta possível realidade?
 
Sim, já estamos a caminho, 
apesar dos nossos pés
não conseguirem, 
ainda, concretizar.


Talvez não precisemos
mais dos pés, lá na frente.
 
Veja a utilidade
dos pés nos dias de hoje:
quase não usamos mais.
Usamos mais
para ficarmos em pé.


Mas não é para lá,
para o futuro,
que estamos indo?

 
Sim, mas não estamos indo a pé,
mas com meios
e ferramentas especiais,
melhores, mais aperfeiçoados.

 
Hoje estendemos nossas mãos e pés
com a criação de ferramentas
e equipamentos especiais.
 

No passado,
os grandes homens,
inventores, desbravadores,
inovadores, profetas,
provocadores de mudanças,
ao revelarem ideias novas,
ao proferirem palavras ousadas,
difíceis de aceitar na época,
provocaram manifestações de rejeição
e até de agressividade, violência e morte,
mas também manifestações
de curiosidade e de espanto,
de inquietações.

 
O lado bom destes conflitos
foi o despertar de novos ideais.


Mostraram mundos abertos.

 
É diferente
olhar para mundos fechados,
sem saídas, sem perspectivas,
sem ideais.

 
O futuro é um mundo aberto.

Nele, só há campos abertos.
 
Ao fazerem as grandes descobertas,
alguns cientistas
apenas anteciparam
alguma coisa que,
com o decorrer do tempo,
seria lógico ou evidente
o descobrimento de aberturas,
peças, modelos, fórmulas,
senhas e objetos ... e os seus efeitos.

 
Era apenas questão de tempo
e de algumas qualidades
próprias de homens
que ‘viviam já, fora do tempo’,
comprometidos
com as soluções dos problemas
da humanidade da época.

 
Antropólogos, humanistas, sociólogos,
assistentes sociais, teólogos,filósofos,
e cientistas, seriam apenas
estas categorias profissionais, os responsáveis
pela tarefa de antecipar
a chegada do futuro?

 
Como descobrir
ou preparar pessoas futuristas
que se comportem
ou ajam como viajantes,
desbravadores do futuro?

 
Quais ferramentas ou chaves
ainda não estão nos nossos currículos?

 
Dos personagens abaixo relacionados,
quais deles seriam tão diferentes
de cada um de nós?

 
O que eles fizeram
que nós não podemos fazer?


Houve algumas barreiras
que eles não conseguiram ultrapassar?

 
E estas barreiras
ou dificuldades que eles encontraram
e venceram,
nós estamos equipados
para vencê-las também?

 

Citamos algumas pessoas iguais a nós, 
apenas com algumas qualidades 
mais desenvolvidas que as nossas:

Buda (563-483aC), 
Confúcio (551-479aC), 
Sócrates (469-399aC), 
Aristóteles (384-322aC),
 Jesus Cristo (0-33), 
Francisco de Assis (26/09/1182-04/10/1226), 
Leonardo da Vinci (15/04/1452-02/05/1519), 
William Shakespeare (23/04/1564-23/04/1616), 
Gandhi (02/10/1869–30/01/1948),
Pierre Teilhard de Chardin (01/05/1881-10/04/1955), 
Papa João XXIII (25/11/1881–03/06/1963),  
Papa João Paulo II (18/05/1920–02/04/2005), 
Antoine de Saint-Exupèry (29/06/1900–31/07/1944), 
Walter Disney (02/12/1901–15/12/1966), 
Madre Tereza de Calcutá (27/09/1910–05/09/1997) 
e .... tantos outros que poderíamos citar.

Podemos justificar perguntando: 
“Quem somos nós em comparação 
com estes personagens gigantes 
da nossa história?”.

Podemos responder:
Se eles puderam e fizeram história,
nós também podemos.
 
Todos estes personagens foram comuns, 
como nós.

O que eles fizeram ou tinham de especial?

Nada mais do que aquilo 
que também nós somos e temos: 
sensibilidade para com os problemas comuns 
de todos nós.

Como achar soluções?
Voltar os olhos para fora
do nosso próprio umbigo.
 
O egoísta
só vê o seu próprio problema.

Quem não é egoísta
percebe o problema
de todos os outros.

O que diferencia
uma pessoa da outra
é o egoísmo ou o altruísmo.
 
É o olhar para si mesmo
e o olhar para fora de si mesmo.

O que nos mantém inferiorizados
é a preocupação conosco mesmos.

O que nos mantém ineficazes
é o foco em nosso próprio mundinho.

Mas há um mundão ai afora.

O que nos lança para o mundo,
o que abre nossa visão para fora de nós
é que nos liberta e nos faz crescer
em sonhos e realizações maiores.

O que nós sabemos é que depende 
do esforço e empenho de cada um,
e do esforço dos outros nossos irmãos.

Depende da tua e da minha boa vontade,
e da  abertura, e de pesquisas,
do comprometimento humano,
com os problemas da humanidade,
nossos problemas,
porque não dos problemas
do nosso próprio Pai dos céus,
que aguarda  ansiosamente a libertação
e o pleno desabrochar do  humano, 
na  participação com a natureza divina.

Os grandes inventores do passado
foram até o futuro
e de lá trouxeram as respostas
para os problemas da época
em que viveram.

Esta é nossa missão
de homens e mulheres competentes
e responsáveis:
Ir até o futuro
e de lá trazer as soluções para o presente,
o quanto antes, para suavizar
os problemas mais urgentes
da nossa civilização atual.

Se não der, antecipemos.

Antecipar-se é agir.

Agir é movimentar-se
e construir.
 
Construir
é dar respostas concretas
às perguntas e aos problemas
que estão em abertos.

Percebemos
que ainda não existem
escolas futuristas.

A disciplina chamada Criatividade
só agora começa a fazer parte
do Currículo de algumas Universidades.

Escolas e Universidades
pretendem dar respostas para hoje.

Mas, quem preparará
para o amanhã,
nossos filhos e netos?

Quem não administra
em vista do futuro
não investe no ideal.
 
Quanta irresponsabilidade
dos nossos representantes
no Congresso.

O curioso é que naquela relação acima 
não consta nenhum político. 

Será uma classe necessária, 
lá para o futuro?
 
Em que nível, classe social, 
ciência ou carência 
estão classificados 
os problemas atuais 
mais angustiantes?   

Vamos enumerar os problemas que temos
a responsabilidade de resolvê-los
e aí vamos classificar as prioridades
e depois, procuraremos descobrir
e aplicar os meios
para viajar
e penetrar no futuro
e de lá trazer as respostas.


Mas é para hoje ... e para amanhã.

Que outras descobertas 
são necessárias para apressarmos 
a chegada do futuro?


Se estes argumentos apresentados acima 
ainda não são suficientes, amplie suas pesquisas, 
abra o seu computador 
e digite na página de pesquisas do Google Brasil, 
a palavra ‘futuro da humanidade’, 
e você se surpreenderá com o número de textos 
que passam de 1.800.000.

Estes, são aqueles que se ocupam 
em estudar o futuro a fim de familiar-se com ele, 
e, se possível, construí-lo 
de acordo com nossas expectativas. 

Vamos, faça alguma coisa.
Não espere sentado a chegada do futuro. 


Não pelo menos, mas pelo mais, 
fique em pé, em posição de alerta.

O futuro
será o fruto da árvore boa
que você está cultivando. 


Eneas Paulo Budel Boguceski

Criado em 01/03/2014. 
Atualizado em 25/03/2016. 
eneaspb@gmail.com    41 98854 5166



 


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