domingo, 19 de outubro de 2014

158.- Consciência. A Complexidade do 'Eu Sou'. A era da Consciência.


     Continuação do texto 156. 

Estamos saindo da era da primazia da mente, do pensamento e entrando na nova era, a era da consciência.

 

No início do mundo Deus deu total liberdade aos humanos (Adão e Eva), apenas pedindo-lhe que não comessem os frutos da árvore do conhecimento.

 

Não deu outra: Adão e Eva comeram do fruto do conhecimento. Os ‘dois’ (Adão e Eva simbolizando o início da humanidade) parece que possuíam o atributo da consciência, pois poderiam muito bem distinguir e avaliar. Se o Deus Pai Criador lhes disse: tudo vos é permitido menos comer o fruto da árvore do conhecimento, supomos que tinham a capacidade de escolher. 


     Dá a entender que a consciência deles não estava suficientemente pronta nem amadurecida.  

 

A História vivida até hoje, pelos humanos, usando a ferramenta do conhecimento, trouxe-nos páginas escritas com sangue, mas também tivemos a oportunidade para ir evoluindo até chegarmos ao desabrochar da consciência.

 

Nos Evangelhos, escritos da mensagem e da vida do Jesus Cristo, lemos: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da Terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos”. Mateus 11,25. 


     Parece que a inteligência não tem muito valor diante das descobertas das coisas definitivas, das coisas lá da frente, lá do céu. 

 

A evolução tem por princípio fazer crescer aqueles que estão com mais condições de se adaptarem às novas exigências; sobrevivem os que descobrem os novos princípios, as novas ferramentas. Extinguem-se aqueles que resistem, ou não se adaptam, ou não aceitam ou até mesmo rejeitam a novidade.

 

“Quando a natureza escraviza a vida a um determinado sistema de perfeição, falece a possibilidade de progresso no sentido da consciência e da liberdade”. (Pierre Teilhard de Chardin, no livro: Evolução e Antropologia no espaço e no tempo, pagina 84)

 

Até a atual fase da humanidade, tivemos a oportunidade para vivenciarmos os dons da inteligência, porém, não tivemos a suficiente luz para perceber que deveríamos acoplar a consciência aos nossos pensamentos ou à nossa racionalidade. 

 

Até que enfim despertamos mais este potencial humano. A Hora é agora.

 

Parece que a Moral e a Ética, a prática da justiça e do amor são ou seriam os complementos de aperfeiçoamento, de evolução. A consciência está mais perto destas potências.

 

Mas perceba bem como as coisas aconteceram: mesmo sabendo pelo raciocínio que mentir, lograr, corromper ou praticar qualquer ato de injustiça ou omitir-se das boas obras não era certo, permitíamos tais atitudes ou comportamentos. Raciocinando, com a mente, avaliamos vantagens e desvantagens e, o eu egoísta se deixou e se deixa convencer mais facilmente pela mente do que pela consciência.

 

Perceba como a mente ou os pensamentos toleravam tais atitudes.

 

Caso a consciência fosse mais amadurecida, tais atitudes não seriam executadas, pois estariam em desacordo com nossa natureza de filhos do Deus Bondoso e Misericordioso.

 

Percebemos no caminhar e desenrolar da História que a formação da mente foi privilegiada.

 

Muito mais do que a formação da inteligência, as Instituições formadoras deveriam ter dado mais atenção à formação e desenvolvimento da consciência.

 

Se tal atitude tivesse sido tomada, a história seria diferente e a evolução já estaria bem adiantada.

 

Fomos imaturos.

Fomos irracionais.

Agimos divididos.

Não estávamos plenos, maduros.

Não tínhamos a consciência desperta que somos filhos do Deus Criador do Céu e da Terra, das coisas visíveis e invisíveis ... Não nos comportamos como filhos, e por isso não nos comportávamos como irmãos. 

 

Pois bem, agora que percebemos onde erramos, na era da consciência amadurecida, tais incoerências não deverão mais estar disponíveis no mercado.

 

A era da Consciência demonstrará a unidade dentro da qual estamos absorvidos.

A dimensão filial prevalecerá.

A dimensão fraterna se imporá por si.

 

Não mais os julgamentos, os preconceitos, as resistências, os apegos, a ganância, o egoísmo.

 

Agora sim, é a vez da compreensão, da tolerância, da aceitação, do auxílio mútuo, do louvor, da gratidão.

 

Mais uma vez sugiro a aquisição, a leitura, assimilação, a divulgação e a vivência do conteúdo do livro do autor Eckhart Tolle, “Um novo mundo: O Despertar de uma nova Consciência”, Editora Sextante.  


Vamos lá, atualize-se.

Deixe as outras pesquisas de lado.

Foque suas pesquisas naquilo que hoje é mais importante: a primazia da Consciência.

A Consciência no comando.  

Leia outros textos sobre a Consciência.

Com + ciência. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 13/05/2016. 

eneaspb@gmail.com
 

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