sábado, 15 de novembro de 2014

160.- Rotina. Efeitos colaterais da rotina.




*Se você já leu algum tema

sobre ‘estar desperto’,

ou estar com a ‘consciência’ ativa

então você entenderá

o contexto deste texto.

 

A rotina

produz efeitos nocivos

em nossa personalidade:

mostra tudo igual, repetitivo.

 

É comparado ao estar 'dormindo',

não vendo e não sabendo

o que está realmente

acontecendo no mundo.

 

Estar dormindo

é como estar fora da objetividade,

sonolento, alienado, descomprometido,

como se fosse um turista,

sem vínculo com este mundo.

 

A pessoa

que não consegue livrar-se da rotina

está agindo de uma maneira automática,

fria, irracional, inconsciente.

 

É como estar fora

da órbita da vida.

 

A rotina

deixa a racionalidade sozinha,

sem a companhia

do envolvimento emotivo,

vivo, sensível.

 

O efeito da rotina

é levar a pessoa

a agir

como se fosse uma máquina

ligada no piloto automático.

 

A rotina

tem poderes ocultos:

tem o poder de anestesiar.


         A literatura

também tem o poder

de alienar.


         A palavra lida,

as imagens,

as avalanches de comunicação

atrofiam a capacidade de raciocinar.

 

Tudo que fica na superfície

mostra apenas uma pequena parte.

 

A própria palavra lida,

escutada e transmitida

pode estar morta

se não houver o espírito nela,

que a vivifica.


          A letra, se não mata,

pode invalidar o conteúdo.


          Nós humanos,

estamos sujeitos à superficialidade.


          Essa atitude

tem a tendência

a afastar-nos do aprofundamento,

o nível em que percebemos

o verdadeiro sentido da realidade.


          A permanência

só na superfície visível

funciona como anestésico

que provoca um efeito colateral

prejudicando a nossa dignidade

e permitimos com isso,

a manutenção de escravos

aos convites e atrações da superfície.

 

Não aceitemos

viver amarrados pela rotina,

apegados em referenciais pequenos,

desligados do que está acontecendo

à nossa volta.

 

Às vezes até vemos,

mas fazemos de conta

que estamos mesmo dormindo,

permanecendo indiferentes.

 

Quando nos apegamos

a valores pequenos,

acabamos nos afastando

e perdendo

nossos projetos originais.

 

Dificuldades e obstáculos

aparecerão

em todas as aventuras

e jornadas

de quem quer conquistar

pedras preciosas.

 

Pedras preciosas

e minas de ouro

estão nas profundezas da terra

e no interior da nossa personalidade.

 

Faltando uma filosofia de vida

fundamentada em valores

que permanecem

de geração em geração,

a arte de viver

estará comprometida

pela rotina e pela apatia.

 

Manter-se brilhante e atraente

vai depender

de você não deixar

a poeira da rotina

ofuscar seu brilho

e identificar-se

com o verdadeiro artista

que você sabe quem foi e é.

 

Os artistas

recarregam as baterias gastas;

iluminam as vias das pessoas perdidas

na noite sem estrelas;

derrotam a rotina

com as mensagens

que recomendam

abandonar

o barquinho

do comodismo.

 

Acordar,

afinal,

é saber que estava dormindo.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 15/05/2016.

 

Publicado no blog Heipo World em 20/11/2014 

e atualizado em 15/05/2016

 

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