quinta-feira, 18 de junho de 2015

218.- Novo. Perdendo oportunidades diante do novo.





       Quanta novidade anda desfilando por aí, fazendo sua função inovadora, avisando a chegada de novos tempos, antecipando o futuro, trazendo novas oportunidades de aprendizado, encurtando distancias, favorecendo aproximações.  








       Quanta gente sentada, esparramada no sofá do conforto da vida.








Quantas pessoas percebem tudo isso e assim mesmo mantém-se apegadas ao padrão conquistado no passado, sujeitando-se a crises pela chegada do futuro, que vem, a principio, desacomodar.








Percebemos atitudes de resistência mental diante do novo, em muitas pessoas.  








Depois escutamos criticas.





Depois, bem depois, após muito sofrimento, aceitam a nova tecnologia, incorporando-as, com muito esforço, ao seu dia a dia.








Não temos força diante da inovação.








As mudanças acontecem sem nos pedir licença, felizmente.








Sabemos apenas que a nossa geração, geração de quem tem mais de cinquenta anos,


não consegue acompanhar a assimilação de tantas mudanças em tão pouco tempo.








Como humanos, experimentamos duas dificuldades:  temos dificuldades em aceitar o novo que nos traz melhorias; temos também dificuldade em desapegar-nos do modo rotineiro como vivemos.








Lá atrás, no texto 160,


já falamos sobre a rotina


e seus efeitos em nossa personalidade.








A rotina


não é temida


porque passa despercebida.








Não a consideramos perigosa


porque ela é tão natural e espontânea


que achamos que ela faz parte


dos animais domésticos.








É natural,


doméstica sim,


mas muito perigosa.








É uma impostora.








É a mais perigosa inimiga


dentro do vasto campo


do mundo humano.








Se não martelarmos


com mais frequência


na cabeça da rotina,


poderemos correr o risco


de não percebermos


as belezas da viagem


as atrações em exposição


na beira das estradas,


a novidade que abre mais portas,


a novidade que proporciona


melhores condições de vida.








A rotina tem o poder


de assassinar a sensibilidade,


destruir o que de mais humano


nos caracteriza


dentro da esfera emotiva e afetiva.








Tudo o que acontece


de maneira costumeira,


se gasta,


cansa,


perde o brilho


e se torna comum.








Tudo o que é comum,


repetitivo,


sem emoção,


perde a característica


da novidade.








O que fazer


para escapar


desta fatalidade natural


da vida?








Rotina


é sinônimo de repetição.






      Repetir sempre as mesmas atitudes,


mesmos pensamentos,


mesmas ações, chateia, desgasta,


enfraquece motivações,


obscurece os ideais,


anestesia a força de vontade.






     Se a repetição for vazia,


sem sentido,


sem finalidade de construção,


sem visão evolutiva


sem o envolvimento


com o crescimento,


levará à depressão.








Fugir da depressão,


só sentindo-se útil.








Como não deixar


que os efeitos ruins da rotina


desgaste ou enfraqueça


a jovialidade


de cada novo momento?








Cada segundo,


cada minuto,


cada hora,


cada dia


é algo novo


à nossa disposição.








Como é que podemos


nos deixar escravizar


pela repetição


das coisas


que aconteceram


nos momentos


e nos dias


que já se foram?








Como é que podemos


nos deixar aprisionar


pelas ações repetidas


que não agregaram


nenhum valor,


não melhoraram


em nada


minha personalidade


e minha filosofia de vida?








Qual é a sensação que tenho,


ao deitar-me,


perceber que tudo o que aconteceu hoje,


também aconteceu ontem,


antes de ontem,


no mês passado


e no ano que já se foi?








Será que não tenho forças


para mudar esta rotina


despersonalizante?








A rotina


causa estragos na nossa vida


quando não adotamos


uma filosofia de vida


baseada na evolução,


no crescimento constante.








A rotina


é o imposto que pagamos


quando não exercemos


o governo


das nossas escolhas e ações,


quando entregamos


a direção do nosso veículo


para os outros.








A rotina só não é temida


porque passa despercebida.






Se não estamos conscientes,


não damos conta da sua presença.






Ela é a morte


caminhando ao nosso lado.








É a apatia, viva,


disfarçada de morta.








A monotonia cobre tudo


com o pó que se levanta


das nossas atitudes repetitivas,


inconscientes.








Dizem os mestres


que o despertar da consciência,


que lê os desvalores,


comparando,


com os valores e motivações,


sugere mudanças.








O que fazer


para que a monotonia da vida


não ofusque nossos olhos


para o brilho


que as estrelas possuem?








O que fazer


para olhar


e encantar-se


com o voo dos pássaros?








O que fazer


para que a nossa força de vontade acorde


e desperte a consciência


diante dos valores da vida?








A questão é:


acordar,


despertar a consciência.








Já publiquei vários textos sobre a consciência.


Vá até lá e pesquise no Blog Heipo’s World.








Estamos tentando trazer


mais luzes e reforços


sobre a rotina


e seus efeitos


despersonalizantes.








A rotina empobrece


a curtição da vida.






É por isso que temos que conhecê-la


para saber como enfrenta-la


e superar os obstáculos


que ela coloca na estrada


por onde caminhamos.








Quem vive na dimensão da rotina


vive na superfície da vida.








Esta é uma das verdades


sobre a qual você pode


e deve avaliar a sua vida.








E como saber


se você está vivendo só na superfície?








– A mesma moeda responde:


se experimento a vida


como uma contínua repetição vazia,


automática,


sem tempero e sem entusiasmo,


comprovo a tese.








Existe outra chave


para revelar


que estou vivendo na superfície? – Sim.








Verifique se você é egoísta.








O egoísmo


reduz o mundo ao tamanho


dos meus próprios interesses.








O egoísmo


fecha o meu mundo


exatamente lá


onde alcançam as fronteiras


dos meus interesses.








Escapamos das malhas da rotina


e do egoísmo


quando entramos nas profundezas,


nas dimensões vertical e de profundidade,


quando presto atenção


ao mundo


de quem vive ao meu lado,


quase como um estranho,


e, fazendo perguntas,


vou cavocando


descobrindo minas


de ouro.  








É aqui que estão as perguntas


e também as respostas


pelo sentido da vida.








É na dimensão de profundidade


que encontramos as razões


para continuar vivendo,


e investindo na melhoria


do estilo de vida,


até chegar


à arte.








Encontramos motivações


para superar obstáculos.








Encontramos as provas


da existência do espírito,


da alma, da eternidade.








A sabedoria


está em escolher


a porta da saída da rotina ruim,


vazia ...


e abrir uma nova porta,


escolhendo as atitudes


que levem à criação


da rotina gostosa,


construtiva, afetiva,


genuinamente humana,


abrindo-se


para o campo


da extraordinária


dimensão espiritual,


divina,


potencialmente escondida


em toda pessoa humana.








Não fomos feitos
para a passividade.








Não estou querendo revelar


teus defeitos.








Minhas intenção é nobre:


quero ser seu amigo,


ajudar-te


a envolver-te com a novidade


que está aí, na tua porta, na tua casa,


na tua vida, todos os dias.








A rotina desaparece da nossa vida


quando decidimos cultivar o Heipo


que dorme em nossa personalidade.








Só há uma maneira


de vencer a rotina ruim ...


é construir rotinas novas,


boas,


educativas,


evolutivas.








É trocar hábitos ruins


por hábitos bons, gratificantes.








Repetir ações


que produzam satisfação,


alegria


e entusiasmo.








Envolva-se em ações


de solidariedade.








Envolva-se em ações


em que você se sinta útil,


necessário(a) para os outros,


e entrarás num outro mundo,


outro reino,


na autêntica política


da fraternidade.











Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 19/10/2016







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