Sofria.
Quando sofria,
sofri quase só,
quase sozinho.
“Alguém” me
ajudava
e eu aguentava,
suportava e superava.
Nos momentos de
dores e angústias,
sozinho, quase
sozinho me sofria.
Nos momentos
de dores e
sofrimentos,
momentos mais
raros, curtos,
com intensidade quase
insuportável,
condensados, mostravam
meus limites e
minha,
quase somente minha ,
frágil carga
humana,
porém profunda.
Alegria
experimentada
em toda extensão
do meu corpo,
mente e espírito.
Dores e
sofrimentos:
dor de dente,
dor de cabeça,
dor nas costas.
Dores do corpo
onde a alma também
sofre.
Angústias,
ansiedades e medos:
caixa vazia
enchendo-se de
fantasmas virtuais.
Sofrimentos
antecipados,
sem razão de ser.
Visão curta, espremida,
desequilibrada natureza
humana.
A vida
não se vive com
‘filosofias de vida’.
A vida
se vive a partir
de ‘teologias da vida’.
Se se vive
com filosofias de
vida,
buscaremos e
aceitaremos
somente a alegria
como companheira.
Se se vive
com ‘teologia da
vida’
aceitaremos um
companheiro de caminhada
mais amplo, mais
largo,
complementando
experiências humanas,
ensinando
significados
às dores e
sofrimentos
de todos os
humanos.
A alegria nos
mantém
em nosso próprio
mundo.
O sofrimento pode
abranger
a abraçar todo o
mundo.
Um homem,
um
Homem-Deus
mostrou isso.
Não, livros não.
Teorias não.
Palavras não.
Abraçar a dor,
abraçar os sofrimentos.
Abrir os braços,
entregar-se.
Não resistir.
Calar.
E sofrer com
intensidade,
mais que humana,
quase divina.
Sofria.
Não sofro mais.
Achei um sócio
poderoso.
Sofrimento, sofrimento,
quem te entende,
que queres ensinar
com um método tão difícil
de aceitar?
Sofrimento, sofrimento,
sois o mais completo professor.
Ensinas através de muita dor.
Apreendo, sentindo o amargor.
Sofrimento, sofrimento,
dificil te aceitar,
dificil te entender.
Depois de muito andado,
já calejado e preparado,
agradeço-te o resultado,
não esperado, mas agora,
reconhecido, te abraço.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 03/06/2016
Atualizado em 12/04/2026
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