Nascemos para aprender.
Aprendemos para evoluir.
Evoluímos
em direção
às perfeições.
Nascemos
e por uns poucos anos,
dependentes, estacionamos
nos braços e aconchego da nossa mãe.
Dela tudo recebemos:
Vida, alimento, carinho, atenção.
Só isso bastava para crescer.
Como crianças,
estágio só de receber
e dar razões para ser amadas,
falamos pouco e demos muitas alegrias
aos nossos pais, padrinhos, parentes e avós.
Assim passou a primeira fase.
Para crescer mais, convém aprender mais.
Segunda fase:
Crescendo e aprendendo.
Há muito a crescer e mais a aprender.
Nascemos como gente, indivíduo,
número, nome.
Crescemos em estatura
e em conhecimento.
Em estatura,
experimentamos limites.
Em conhecimento, não.
E temos ainda de evoluir,
do conhecimento para a sabedoria.
Ainda temos que nos tornar pessoas,
depois, pessoas conscientes
e responsáveis.
Depois, maduros e sábios,
coerentes e verdadeiros,
depois,
irmãos e filhos do Deus Eterno,
depois, depois da morte,
anjos ou seres extraterrestres.
Para termos uma ideia
das fases de
crescimento,
considerando todo
conhecimento
já disponibilizado,
muitas pessoas
apenas alcançam
a primeira fase,
nem chegam a
participar
dos valores que
comportam
a segunda fase.
Na primeira fase
age-se muito mais na
defesa
e no ataque,
nos apegos e
justificativas,
no egoísmo e no orgulho,
na necessidade de se
impor,
levar vantagens
e querer sair sempre
ganhando.
Esta é uma fase
fechada,
que cresce ou pensa
que cresce só para
dentro,
como o repolho.
A segunda fase
é aquela em que
se há de adquirir
o maior cabedal
possível
de conhecimentos.
Em muitas áreas
apenas começamos,
apenas demos os
primeiros passos:
Aprendemos a ler,
e isso basta;
Aprendemos a andar de
bicicleta,
dirigir carros,
aeronaves,
e isto basta;
Aprendemos uma
ciência,
uma profissão,
e isto basta;
Apreendemos a ser
ferramenta,
só isso, e nada mais.
Vejam no que nos
transformaram:
ferramentas.
Se produzimos,
temos salários e
compensações,
pão e circo.
A verdade
que deveria ter sido
ensinada,
pela vida e pelas
escolas é esta:
APRENDER A SER.
Quão pouco tempo
aprendendo,
só para ser
funcional.
E achamos que isto é
tudo.
Nada mais é
necessário?
Só isso?
Não aprendemos ainda
a conviver como
irmãos,
partilhar,
crescer para fora,
florescer,
dar folhas,
frutos e flores.
Não
aprendemos ainda,
bem direitinho,
a viver como casal,
no casamento,
a unificar,
transformar nossa
vida,
numa única vida.
Apenas um cursinho
de um final de
semana.
Estamos casados
há mais de 34 anos
e ainda temos muito a
melhorar.
Sabemos disso.
Por isso, procuramos
ler,
dialogar e planejar
sobre o que temos que
superar.
Por isso, procuramos
um grupo
e nos encontramos semanalmente
para partilhar,
ajudar e ser ajudado
na arte de progredir,
evoluir.
Não aprendemos ainda
Como ser filhos do
Deus do céu.
Aulas de catequese
de apenas um ou dois
anos.
E não houve
continuidade.
Como ser bom filho
sem aprender como?
Como ser eterno,
como ser herdeiro,
dos bens celestiais,
sem conhecimento?
Que tipo de escolas
você frequentou?
- Escola
profissionalizante?
- Você é só profissional.
- Escola
personalizante?
- Você é só uma
pessoa, evoluindo.
- Escola
eternizante?
– Você será eterno.
Como passar com êxito
e livremente
para a terceira fase?
E olha que ainda
existe a terceira fase,
aquela depois da
morte,
pois que a vida
continua,
continua,
portanto,
a
necessidade
de conhecer
o que
está fora desta orbita,
desta vida,
deste
planeta.
Somos espírito.
O espírito,
que esta em nós,
já é perfeito.
O Espírito há de
permanecer.
Então, algo de nós,
continua,
após a morte.
E o que sabemos
sobre o depois?
Desconhecer
o conteúdo da
religião,
desconhecer o
conteúdo da fé,
é optar pela
orfandade;
é aceitar
a finalização da
carreira
de aprendiz.
Há muito a aprender,
se queres continuar.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 06/06/2016.
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