sexta-feira, 16 de outubro de 2015

253.- Vivendo e aprendendo.




Nascemos para aprender.
 
          Aprendemos para evoluir.

 

Evoluímos

em direção

às perfeições.

 

Nascemos

e por uns poucos anos,

dependentes, estacionamos

nos braços e aconchego da nossa mãe.

 

Dela tudo recebemos:

Vida, alimento, carinho, atenção.

 

Só isso bastava para crescer.

 

Como crianças,

estágio só de receber

e dar razões para ser amadas,

falamos pouco e demos muitas alegrias

aos nossos pais, padrinhos, parentes e avós.

 

Assim passou a primeira fase.

 

Para crescer mais, convém aprender mais.

 

Segunda fase: Crescendo e aprendendo.

 

Há muito a crescer e mais a aprender.

 

Nascemos como gente, indivíduo,

número, nome.

 

Crescemos em estatura

e em conhecimento.

 

Em estatura,
experimentamos limites.

 

Em conhecimento, não.

 

E temos ainda de evoluir,

do conhecimento para a sabedoria.

 

Ainda temos que nos tornar pessoas,

depois, pessoas conscientes
 
e responsáveis.

 

Depois, maduros e sábios,

coerentes e verdadeiros,

depois,

irmãos e filhos do Deus Eterno,

depois, depois da morte,

anjos ou seres extraterrestres.

 

Para termos uma ideia

das fases de crescimento,

considerando todo conhecimento

já disponibilizado,

muitas pessoas

apenas alcançam

a primeira fase,

nem chegam a participar

dos valores que comportam

a segunda fase.

 

 

Na primeira fase

age-se muito mais na defesa

e no ataque,

nos apegos e justificativas,

no egoísmo e no orgulho,

na necessidade de se impor,

levar vantagens

e querer sair sempre ganhando.

 

 

Esta é uma fase fechada,

que cresce ou pensa

que cresce só para dentro,

como o repolho.

 

 

A segunda fase

é aquela em que se há de adquirir

o maior cabedal possível

de conhecimentos.

 

Em muitas áreas

apenas começamos,

apenas demos os primeiros passos:

 

Aprendemos a ler,

e isso basta;

 

Aprendemos a andar de bicicleta,

dirigir carros, aeronaves,

e isto basta;

 

Aprendemos uma ciência,

uma profissão,

e isto basta;

 

Apreendemos a ser ferramenta,

só isso, e nada mais.

Vejam no que nos transformaram:

ferramentas.

 

Se produzimos,

temos salários e compensações,

pão e circo.

 

A verdade

que deveria ter sido ensinada,

pela vida e pelas escolas é esta:

APRENDER A SER.

 

Quão pouco tempo aprendendo,

só para ser funcional.

 

E achamos que isto é tudo.

 

Nada mais é necessário?

 

Só isso?

 

Não aprendemos ainda

a conviver como irmãos,

partilhar,

crescer para fora,

florescer,

dar folhas,

frutos e flores.

 

 

Não aprendemos ainda,

bem direitinho,

a viver como casal,

no casamento,

a unificar,

transformar nossa vida,

numa única vida.

Apenas um cursinho

de um final de semana.

 

 

Estamos casados

há mais de 34 anos

e ainda temos muito a melhorar.

 

 

Sabemos disso.

Por isso, procuramos ler,

dialogar e planejar

sobre o que temos que superar.

 

Por isso, procuramos um grupo

e nos encontramos semanalmente

para partilhar,

ajudar e ser ajudado

na arte de progredir, evoluir.

 

Não aprendemos ainda

Como ser filhos do Deus do céu.

Aulas de catequese

de apenas um ou dois anos.

E não houve continuidade.

 

Como ser bom filho

sem aprender como?

 

Como ser eterno,

como ser herdeiro,

dos bens celestiais,

sem conhecimento?

 

Que tipo de escolas

você frequentou?

 

-   Escola profissionalizante?

- Você é só profissional.

 

-  Escola personalizante?

- Você é só uma pessoa, evoluindo.

 

-   Escola eternizante?

– Você será eterno.

 

 

Como passar com êxito

e livremente

para a terceira fase?

 

E olha que ainda existe a terceira fase,

aquela depois da morte,

pois que a vida continua,

continua,
 
portanto,
 
a necessidade

de conhecer
 
o que está fora desta orbita,

desta vida,
 
deste planeta.

 

 

Somos espírito.

 

 

O espírito,

que esta em nós,

já é perfeito.

 

 

O Espírito há de permanecer.

 

Então, algo de nós,

continua,

após a morte.

 

E o que sabemos

sobre o depois?

 

Desconhecer

o conteúdo da religião,

desconhecer o conteúdo da fé,

é optar pela orfandade;

é aceitar

a finalização da carreira

de aprendiz.

 

 

Há muito a aprender,

se queres continuar.
 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 06/06/2016.

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