sexta-feira, 10 de agosto de 2018

484.- Intuição. Primeiro tempo da aventura da intuição.





Quando descobrimos
o que é a intuição
podemos planejar
uma série de ações
que poderão melhorar
a compreensão
sobre nós mesmos
e escolher caminhos
que poderão facilitar
a convivência
entre nós,
seres humanos.


Para que possamos deslanchar
novos projetos,
mais humanos, mais perfeitos,
em direção à nossa filiação divina,
 convém primeiro,
conhecer mais profundamente
o que é a intuição.


A intuição é
um tipo de conhecimento
superior à lógica,
uma forma especial
de conhecimento.


A razão
é a faculdade
 que nos leva cada vez mais
em direção a novas conquistas.


O que era desconhecido
torna-se cada vez mais conhecido.


Mas encontramos limites,
no uso da razão.


Então descobrimos,
que precisamos,
também da intuição,
que é uma forma diferente,
superior,
de buscar
mais conhecimento.


A intuição
quer conhecer
o que é incognoscível.


Incognoscível
é aquilo que é de outra natureza,
não material, não observável
e não experimentável.


O que é incognoscível
é de natureza não explicável.

É aquilo que a ciência
não consegue apreender,
por falta de ferramentas
adequadas.


A intuição
é algo que está fora
da esfera racional.


É algo, ainda,
não científico.


Mas é algo superior
à nossa atual forma
de buscar conhecimento.


É algo superior,
não é algo inferior.


Se dermos às costas
aos mistérios,
ao desconhecido,
àquilo que não é visível,
então permaneceremos
nas dimensões alcançadas
até agora.


Continuaremos
nas dimensões,
da existência inferior.


E o superior desconhecido,
ficará lá,
esperando,
 quem se aventurar
a pesquisar
o Hemisfério Direito 
do cérebro.


A intuição
é como um fantasma.


Não se sabe de onde vem,
de onde veio,
nem como veio.


A intuição
aparece,
fazendo-se presente,
de alguma forma,
em nossa inteligência,
aberta,
relaxada,
sintonizada,
com possibilidades,
impossíveis.


E de repente o difícil,
o impossível,
se fez possível,
se fez presente.


A pessoa ficará louca,
desequilibrada,
no dia em que descobrir
que não há mais nada
a conhecer.


Aberturas,
mistérios,
interrogações,
perguntas ...
as válvulas de escape,
devem existir
para que o ser humano
permaneça aberto,
curioso, buscador.  


Se fechar-se,
totalmente,
coitado dele.
Explodirá.


Por isso,
todo ser humano tem dúvidas,
para não esgotar as interrogações,
as perguntas,
as incertezas,
inseguranças necessárias. 


Deus é o salvador dos ateístas.
O hemisfério esquerdo dos ateístas, 
convencem-nos,
de que o Deus Criador não existe,
mas como existe o hemisfério direito,
 permanece existindo a possibilidade,
diante de tantas evidências,
na perfeição da criação,
e, na perfeição
do corpo dos insetos,
dos peixes,
dos animais
e das pessoas.


A razão é do corpo.
A intuição é da alma.


Se o corpo dói,
a razão sugere 
a procura do médico
ou dos remédios.


Se a alma tem sede,
a intuição sugere
a procura pela fonte da água.


A intuição
será a faculdade humana
mais importante,
como ferramenta,
para imaginar,
e aventurar-se
na direção
do futuro.


Se é para o futuro
que estamos indo,
convém sabermos usar
essa nova ferramenta,
futurista.


Então, vamos atrás.
Como ativar a intuição?



É através
da porta da meditação
que a inspiração entra.


A meditação
tem de passar
pelo segundo estágio do intelecto,
e ultrapassá-lo
para ativar
na consciência,
o terceiro estágio,
o estágio da inspiração.


A inspiração
produz um tipo de conhecimento
de forma direta,
dispensando os sentidos
da natureza humana.


Inspiração
é algo atemporal,
de natureza espiritual,
surpreendente, admirável.


Não amadurece lentamente.


É um tipo de apreensão total,
de momento,
instantâneo,
pronto.


As escolas
não estão prontas.
Nem preparadas,
nem interessadas
nessa linha de educação.
Não dá lucro
e ainda por cima,
vai destronar os poderosos
dos tronos conquistados
pela educação errada.


Os professores
não sabem aprender
e não saber ensinar.


Ensinam coisas do passado
e não entusiasmam
para as possibilidades,
as aberturas
que o futuro
Oferece.


E a sociedade,
os governantes,
não vão se interessar
por essa arte.


É o autodidata
que vai
desenvolver-se,
aperfeiçoar-se
e preparar-se
para entrar
no novo mundo,
sozinho(a).


E você?
Está surpreso(a)?
Ou decepcionado(a)?


Não espere nada dos outros.


Vá em frente.


Perceba,
escute,
abra-se
às suas próprias intuições.


A sua rebeldia
contra dogmas, religiões,
tradições, normas e regras,
talvez seja uma voz espremida,
sufocada, silenciada,
das intuições do teu ser.


O espírito não aceita
nenhum tipo de materialidade,
nenhuma crença,
nenhuma pressão,
falada ou escrita,
em termos de
“devemos”,
“temos que”,
“é preciso”,
“está escrito”,
“alguém falou”
...

A intuição é pessoal, íntima,
interna, não vem de fora.


Nasce de si mesmo(a).
É de você...


... Mas é também do universo.


É fator de unidade
com a verdade universal.


Não sabemos como,
mas sentimos.


A intuição
é a verdadeira inteligência,
isenta da mente e do ego.


A intuição
é a reveladora
e a liberadora
dos poderes
que carregamos
dentro de nós. 



Não chegamos lá,
com varinha mágica.
Existem pré-requisitos:
conhecer e domar
os instintos,
conhecer
o funcionamento do intelecto,
e as forças do inconsciente.


Toda vez que me encontrei
com pessoas ligadas às artes,
perguntava como surgia
a inspiração.


E eles respondiam:
ponha-se a trabalhar
naquilo que você escolheu
como campo da sua arte.


Era muito vago,
mas, demorava mais tempo,
porque deixava a crítica
interferir naquilo que havia criado.


Refletindo,
meditando,
observando,
percebi
que a função de criticar
pertence ao Hemisfério Esquerdo
do Cérebro e,
a criatividade,
a inspiração 
para envolver-se com a arte
está na Hemisfério Direito do cérebro.


Hoje, entro facilmente,
direto na atmosfera,
nas fontes da inspiração,
escolhendo as funções artísticas, 
localizadas
no Hemisfério direito 
do cérebro.


Seleciono 
músicas instrumentais,
relaxo,
silencio o ambiente,
olho para um álbum
de fotos de paisagens,
previamente selecionadas,
procuro lembrar-me
das pessoas queridas,
bondosas,
assisto programas leves,
feitos para crianças.


Não assisto mais
telejornais,
que falam de violência,
exibem fotos e cenas chocantes;
não assisto mais,
notícias de corrupção,
jogos, esportes violentos;
evito conflitos,
discussões,
e separo,
o que é de um hemisfério,
escolhendo o lado bom.


Percebeu
como é importante conhecer
os ramais da mente?


As funções do intelecto
proporcionam
a aquisição
do conhecimento
de tudo,
de todas as dimensões
da realidade,
e, o discernimento, 
leva-nos
conduzem-nos
para as atitudes inteligentes,
de seleção, de escolha,
que produzem
a clareza de visão,
e a paz para o coração.


Gostaria de montar um grupo,
e mais tarde, uma escola,
para semear, cultivar,
partilhar e colher,
intuições.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 10/08/2018
Atualizado em 18/01/2024.

Nenhum comentário:

Postar um comentário