Com a mente dizemos:
‘Te amo’.
Mas é o coração
que entende do amor.
Pesquisas
recentes
dizem
que temos
só
um cérebro,
mas
duas mentes
dois
jeitos de pensar,
diferentes,
opostos,
dentro
de uma mesma cabeça.
Os
cientistas da neurociência
fizeram
experiências
no
cérebro
e
na mente
de
humanos,
e
perceberam
que
o cérebro do lado esquerdo,
chamado
de Hemisfério Esquerdo
ocupa-se
com operações
e
pensamentos ligados à lógica,
é
científico, calculista,
afim
de engenharia,
matemática
e
ciências exatas.
Ocupa-se
e envolve-se
com
o mundo do trabalho,
o
mundo conhecido,
das
certezas e seguranças,
do
trabalho e das carreiras.
É
o campo da razão pura,
do
conhecimento,
da
argumentação,
e
da força,
das
leis
e
das crenças.
O
Hemisfério Esquerdo,
com
todas as características
do
ser masculino,
envolve-se
com
o planejamento,
com
a eficiência,
seriedade,
posse,
poder,
política
e
sucesso.
O
outro lado do cérebro,
o
Hemisfério Direito,
ocupa-se
com as operações
ligadas
ao saber sobre o amor,
sobre
a verdade,
a
arte,
a
beleza,
a
bondade,
a
intuição,
à
imaginação,
ao
romantismo
a
consciência,
a
inteligência,
aos
sentimentos,
contemplação,
meditação,
criatividade,
poesia,
música,
dança,
mistérios,
espiritualidade,
diálogo,
intercâmbios,
viagens.
Quem
cultiva esse Hemisfério Direito,
é
imprevisível, místico(a), inventor(a),
aventureiro(a),
encantador(a)
e
amante.
Ocupa-se
e envolve-se
com
o mundo desconhecido,
com
aventuras,
riscos,
fracassos,
perdas,
inseguranças,
pobreza,
solidão,
incompreensões,
porém,
um
ser desapegado
e
livre
de
tudo
e
de todos.
É
o hemisfério
com
características
femininas:
graça,
leveza,
charme,
ternura
e
o carinho,
manifestam
este
jeitão legal de ser.
Para
esse Hemisfério Direito,
ainda
não foram criadas escolas.
Deixem
as mulheres governarem
e
haverá.
O
grande desafio
do
ser humano
é
ativar a luz da consciência
para
unificar estes dois hemisférios,
de
tal maneira que haja harmonia
e
paz em nosso ser, e no mundo.
O
lado direito do cérebro
é
o que dá acesso
à
sabedoria,
que
procura unificar
os
dois hemisférios,
numa
só alma.
A
maior parte da humanidade
ainda
vive a partir das forças
inconscientes
dos instintos.
Não
amadureceu
suficientemente
para
perceber,
que
o intelecto
pode
alcançar
níveis
de sabedoria existencial,
baseando-se
nos padrões
do
Hemisfério Direito.
Já estamos saturados.
Fomos levados,
educados,
induzidos a seguir,
preferencialmente,
os caminhos da razão.
A mente condicionada,
fecha-nos
na teimosia
das seguranças.
Abrir-se ao mistério,
para a aventura,
diante do
desconhecido,
abre espaços,
onde tudo se torna
possível.
O padrão de educação
direcionado
para a política,
para o poder,
para a posse,
para a ambição
de ter mais
do que os outros,
não realizou o ser
humano.
Essa visão de mundo
prejudicou-nos,
a tal ponto
que olhamos para os
outros,
como concorrentes,
competidores,
inimigos.
As religiões,
que ocupam-se do
mistério,
da divindade,
do coração,
da compaixão,
do perdão,
dos sentimentos,
como objetos
principais
da sua pedagogia,
procuram despertar
o ser humano
para a grande verdade
de que somos iguais,
somos todos irmãos,
tivemos um mesmo
começo,
vivemos num só
planeta,
teremos todos o mesmo
fim.
Mais importante
do que ter
conhecimentos,
diplomas, títulos de honras e méritos,
é possuir sentimentos
nobres,
genuinamente humanos,
sensíveis, afetivos,
fraternais.
Vivemos
a doença da surdez.
Somos surdos
aos sussurros do
coração.
Não demos ouvidos
às mães, às mulheres,
verdadeiras
educadoras
do Hemisfério Direito
do nosso cérebro.
Os homens,
escravos do
Hemisfério Esquerdo,
exploradores
e destruidores do
mundo,
esconderam,
corromperam
a pedagogia do
coração,
com as chaves do
sucesso.
Inventaram os jogos,
competições,
estatísticas,
o Prêmio Nobel,
as estatuetas do Oscar,
a Revista Caras,
a Ilha da Fantasia.
Deixamo-nos
contaminar,
e iludir
pelas razões do ego,
pelos convites
do luxo,
do conforto
e da honra.
As coisas ali de fora,
não preenchem o
vazio,
aqui de dentro.
Aqui dentro,
no coração,
existe uma energia
misteriosa,
um eco de um grito
dado,
lá atrás,
no início da criação,
que ressoa até hoje:
“Você é filho do eterno.
Alimente-se
de eternidade,
fique atento(a)
aos anseios,
aos clamores
do seu coração”.
O teu coração
bate continuamente,
sedento, aspirando
atenção,
atendimento às suas
aspirações
longínquas, com
afetos bem próximos.
Em meio a tantas
tensões
que o mundo cria,
nos finais de semana
esquecemos da vida
profissional,
deixamos tudo e
entregamo-nos
ao lazer, à diversão,
à dança,
e cultivamos as
razões do coração.
É possível suavizar a
subida,
atendendo, no dia a
dia,
os convites do
coração.
Estamos ainda sob os
efeitos
das forças
inconscientes do ego.
Escapamos,
da tirania dos
instintos,
focando,
nas energias do
coração,
o lugar sagrado
da plenitude do ser,
que está em harmonia
com o universo todo.
A mente orgulhosa,
separa,
depila,
depena,
esgota,
explica
todo e qualquer
conteúdo
por mais grande que
seja.
O coração acolhe,
conhece-se,
aceita humildemente,
sua pequenez,
e aventura-se,
a tomar parte
na grandeza da
criação,
unindo-se
aos outros elementos
do mundo,
sabendo que as
carências
são percebidas e
supridas
pelo Universo
Provedor.
O coração
pode ser mais
irracional,
mas sente, e
aproveita melhor,
a aventura da vida.
Ao
final da leitura deste texto
você
pode ter ligado
o
hemisfério esquerdo
e
ativado a crítica,
que
te sugere
que
o texto
fugiu
da realidade,
do bom senso,
da
lógica,
e
da segurança.
Como
você está acostumado(a)
a
ouvir
a
sua mente,
inconsciente,
é
natural
aceitar
esta visão racional,
fria
e real,
do
que perceber,
algum
sutil sinal,
do
coração,
convidando-te
a
seguir em frente,
conscientemente.
Como é difícil
soltar as amarras,
perder a razão,
escutar o coração,
deixar-se levar,
pelas emoções.
Não é o que pensamos,
mas o que sentimos,
que dá significado
à vida.
Por isso, gostamos de
assistir
aos shows da natureza,
dos artistas e
cantores,
deixar-se encantar
pelo canto
das sereias.
Para aprofundar
algum assunto
deste texto,
recomendo a leitura
do livro:
‘Intuição, O Saber
Além da Lógica’,
do escritor Osho,
Editora Cultrix.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 04/08/2018

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