Ainda
não nos tornamos
aquilo
que podemos ser,
porque
insistimos em ser,
apenas
humanos.
Somos
seres sociais,
por
isso, só em conjunto,
como
irmãos,
fraternos,
podemos
aperfeiçoar
o
processo de amadurecimento
rumo
ao ser divino.
Já
está disponível no mercado,
um
padrão de comportamento,
ideal
e comum a todos.
Barato,
bom e disponível
ao
consumo ilimitado.
Amantes,
amáveis
amantes,
eis
o que devemos ser.
Nos
distinguimos dos animais
ou
das pessoas subdesenvolvidas,
pela
capacidade de amar.
O
que é amar?
É
conectar-se,
prestando
atenção silenciosa,
aprendendo,
auscultando,
o
que a outra pessoa está pensando,
o
que ela tem em mente,
o
que está precisando,
o
que está sentindo,
e
esperando de cada um,
conectando-se
com ele(a),
sem
palavras.
Entender
o que ela pretende,
intuir
que intenções persegue,
o
que está escondido
por
traz da sua fala
e
das suas ações.
O
amor
é
uma força unitiva,
aproxima,
irmana,
dignifica
e
sublima
todos
os reinos.
O
amor
é
uma energia universal,
transparente,
transcendente,
elevante,
dignificante,
completante,
unificante,
realizadora
do que cada um é,
na
sua essência,
origem
e finalidade.
É
uma força divina
que
perpassa tudo e todos,
com
uma única finalidade,
na
direção da unidade.
Quanto
mais unidade,
com
tudo e com todos,
mais
fortes
e
amorosos seremos.
“Ao sermos amor,
estamos unidos a todo
o mundo.
Então emana de nós
uma força
reconciliadora e
unificadora.
Nessa força
experimentamos algo
superior,
divino, como uma
qualidade
de nosso modo
de ser humano,
promovido”.
Anselm Grun
Quando se ama,
as palavras
não são necessárias.
Imagens falam.
Atitudes comprovam.
Olhares silenciosos,
confirmam.
A proximidade,
o calor faz a gente sentir,
que a verdade,
a coerência,
esquenta.
A temperatura,
o suor das mão,
o nó na garganta,
não deixam as palavras
estragarem o tenso,
momento.
O amor não precisa
de nenhum tipo de linguagem.
É de entendimento universal,
traduzido pelos olhos,
pela pele, pelo perfume,
pela presença
proximidade
distancia,
ou pela ausência.
O amor
também aproxima,
os parecidos e os diferentes.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 10/05/2019

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