sexta-feira, 10 de maio de 2019

635.- Amor. De mansinho o amor vai seduzindo.



Ainda não nos tornamos
aquilo que podemos ser,
porque insistimos em ser,
apenas humanos.

Somos seres sociais,
por isso, só em conjunto,
como irmãos,
fraternos,
podemos aperfeiçoar
o processo de amadurecimento
rumo ao ser divino.

Já está disponível no mercado,
um padrão de comportamento,
ideal e comum a todos.

Barato, bom e disponível
ao consumo ilimitado.

Amantes,
amáveis amantes,
eis o que devemos ser.   

Nos distinguimos dos animais
ou das pessoas subdesenvolvidas,
pela capacidade de amar.

O que é amar?

É conectar-se,
prestando atenção silenciosa,
aprendendo, auscultando,
o que a outra pessoa está pensando,
o que ela tem em mente,
o que está precisando,
o que está sentindo,
e esperando de cada um,
conectando-se com ele(a),
sem palavras.

Entender o que ela pretende,
intuir que intenções persegue,
o que está escondido
por traz da sua fala
e das suas ações.

O amor
é uma força unitiva,
aproxima,
irmana,
dignifica
e sublima
todos os reinos.

O amor
é uma energia universal,
transparente,
transcendente,
elevante,
dignificante,
completante,
unificante,
realizadora do que cada um é,
na sua essência,
origem e finalidade.

É uma força divina
que perpassa tudo e todos,
com uma única finalidade,
na direção da unidade.

Quanto mais unidade,
com tudo e com todos,
mais fortes
e amorosos seremos.  

Ao sermos amor,
estamos unidos a todo o mundo.
Então emana de nós uma força
reconciliadora e unificadora.
Nessa força
experimentamos algo superior,
divino, como uma qualidade
de nosso modo
de ser humano,
promovido”.
Anselm Grun


Quando se ama,
as palavras

não são necessárias.

Imagens falam.

Atitudes comprovam.

Olhares silenciosos,
confirmam.

A proximidade,
o calor faz a gente sentir,
que a verdade,
a coerência,
esquenta.

A temperatura,
o suor das mão,
o nó na garganta,
não deixam as palavras
estragarem o tenso,
momento.

O amor não precisa
de nenhum tipo de linguagem.
É de entendimento universal,
traduzido pelos olhos,
pela pele, pelo perfume,
pela presença
proximidade
distancia,
ou pela ausência.

O amor
também aproxima,
os parecidos e os diferentes.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 10/05/2019

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