domingo, 12 de maio de 2019

636.- Mãe. Natureza materna.





Perguntei a uma mãezinha
qual é o nome da filhinha:
com um largo sorriso,
a mãezinha respondeu,
Mel, Mel é o nome dela.

Perguntei ao Criador,
do céu e da Terra,
mãe e pai de todas as criaturas,
insetos, peixes e animais,
e dos humanos,
imagens e semelhança
do Pai e da Mãe,
como vê todas as suas criaturas,
como vê todos os seus filhinhos,
Ele respondeu como um Bom Pastor:
‘vejo todos e todas, como ovelhinhas’.

O diminutivo
é característica afetiva,
carga e visão valorativa,
apreço, consideração,
amor em carga
e justa medida.

As mães,
nem sempre chamam seus filhos
pelo nome;
Chama-os
de fofura,
fofinho,
doçura,
queridinho,
meu céu.  

Nada se parece,
na Terra, como Deus,
como deusa,
como a fêmea
que dá vida a seu filhotinho,
como a mãe mulher,
que dá a vida
e a luz ao filhinho.

Nascemos no ambiente
carregado de ternura,
ouvindo palavras afetivas,
recebendo olhares
e atenções
carregadas de carinho,
e crescemos, por isso,
em condições de normalidade
e equilíbrio.

A mãe,
que cria,
não sabe viver sem amar,
e nós, no colo,
apreendemos,
a fazer do amor,
o ar que respiramos,
o leite que bebemos,
o deleite que experimentamos.

Depois, no colo da vida,
o que aprendemos no colo do amor,
traduzimos, em ações,
gestos de gratidão,
a tudo o que de bom recebemos.

E agora,
nas estradas
espalhamos,
o que lá na infância,
recebemos.

O curioso é que,
não lembramos de nenhuma palavra
dita pelos lábios das nossas mães.

O que nos marcou,
foram seus abraços,
seus braços,
o doce par de olhos,
o dom da sua vida.

Obrigado mamãezinha.
Parabéns, mãezinhas.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/05/2019

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