Perguntei a uma
mãezinha
qual é o nome da
filhinha:
com um largo sorriso,
a mãezinha respondeu,
Mel, Mel é o nome
dela.
Perguntei ao Criador,
do céu e da Terra,
mãe e pai de todas as
criaturas,
insetos, peixes e
animais,
e dos humanos,
imagens e semelhança
do Pai e da Mãe,
como vê todas as suas
criaturas,
como vê todos os seus
filhinhos,
Ele respondeu como um
Bom Pastor:
‘vejo todos e todas, como ovelhinhas’.
O diminutivo
é característica
afetiva,
carga e visão valorativa,
apreço, consideração,
amor em carga
e justa medida.
As mães,
nem sempre chamam seus
filhos
pelo nome;
Chama-os
de fofura,
fofinho,
doçura,
queridinho,
meu céu.
Nada se parece,
na Terra, como Deus,
como deusa,
como a fêmea
que dá vida a seu
filhotinho,
como a mãe mulher,
que dá a vida
e a luz ao filhinho.
Nascemos no ambiente
carregado de ternura,
ouvindo palavras
afetivas,
recebendo olhares
e atenções
carregadas de carinho,
e crescemos, por
isso,
em condições de normalidade
e equilíbrio.
A mãe,
que cria,
não sabe viver sem amar,
e nós, no colo,
apreendemos,
a fazer do amor,
o ar que respiramos,
o leite que bebemos,
o deleite que experimentamos.
Depois, no colo da
vida,
o que aprendemos no
colo do amor,
traduzimos, em ações,
gestos de gratidão,
a tudo o que de bom
recebemos.
E agora,
nas estradas
espalhamos,
o que lá na infância,
recebemos.
O curioso é que,
não lembramos de nenhuma
palavra
dita pelos lábios das
nossas mães.
O que nos marcou,
foram seus abraços,
seus braços,
o doce par de olhos,
o dom da sua vida.
Obrigado mamãezinha.
Parabéns, mãezinhas.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/05/2019

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