Quando faz frio,
gostaríamos
de estar
no
calor.
Quando
estamos com calor,
gostaríamos
de estar
num
clima mais suave.
Quando
o tempo
está
brusco ou chuvoso,
desejamos
o sol.
Quando
estou num lugar,
fico
imaginando e desejando
estar
num outro.
Quando
estou sozinho,
gostaria
de estar
com
um grupo de amigos.
Quando
estou enturmado,
sinto
vontade de estar sozinho.
Nunca
estou totalmente satisfeito.
Perceba
como é bem assim
que
transcorre a nossa vida.
Se
estamos insatisfeitos,
significa
que não estamos
conformados,
com
o ambiente,
com
a vida.
Se
estamos inconformados,
estamos
divididos.
Sim.
É
desequilíbrio.
O
equilíbrio
é
estar conformado(a),
aceitando,
acolhendo,
compreendendo.
“Tudo
que não é aceito,
não
é transformado.
Tudo
que não é assumido,
não
é divinizado”.
Jean-Yves
Lelloup*
Desiquilíbrio
é
não aceitar.
Não
aceitar,
provoca
revolta
críticas,
julgamentos,
palavras,
gestos, atitudes,
agressividade, enfim,
desequilíbrios.
Os
sábios orientais
ensinam
a sentir-se
totalmente
entregue e envolvido
com
a situação do ambiente,
da
natureza,
e
da natureza humana.
A
compreensão
da
natureza humana
nos
torna tolerantes,
pois
quando criticamos
os
defeitos dos outros,
estamos
criticando a nós mesmos,
pois
somos todos,
da
mesma natureza humana.
Os
sábios orientais
ensinam
a sentir-se
totalmente
envolvidos
com
o ambiente
e
com a situação.
Recuperar
a saúde, ou o equilíbrio,
supõe desapegar-se de todo desejo,
ambição
ou pensamentos
que
geram divisão.
Estar
onde estamos,
com
a mente,
onde
o corpo está,
eis
o equilíbrio.
Estar
num lugar
e
querer estar em outro,
é
ilusão.
É
não estar situado,
e,
perdendo o foco.
É
perda de si mesmo,
desperdício
de energias.
É
viver a partir do ego.
É
sufocar a essência
do
ser humano.
É
não estar satisfeito
consigo
mesmo.
O
ser humano
pode
sentir a paz
estando
em sintonia,
unificado
com a natureza,
com
as pessoas, diferentes,
e,
com o universo todo.
Perceba
que a saúde,
o
equilíbrio,
está
em sentir-se um,
com
tudo e com todos.
Adaptar-se
é
a solução.
Estar
com a mente,
onde
o corpo está,
nos
mantém em contato
com
a realidade
e
com o Real.
Adaptado
ao ambiente,
valorizo
o que há de bom e belo
em
cada coisa, em cada pessoa.
Valorizo
e sinto
a
beleza,
a
gratuidade
de
cada momento.
Perceba
que nestas atitudes,
de
abertura,
aceitação
e
acolhimento,
nasce
o otimismo,
a
alegria e a paz.
E
a sensação
de
estar vivendo,
é
mais intensa,
vivida,
degustada,
pois
que estamos totalmente ali,
com
todo o ser, unificado.
Aqui,
onde
estou vivendo,
é
o momento
em
que estou recebendo
inúmeras
mensagens,
e
o que está acontecendo
está
me ensinando algo,
de bom.
* Jean-Yves Leloup 24/01/1950. É psicólogo, filósofo, teólogo, antropólogo, escritor, terapeuta e sacerdote ortodoxo francês. Defensor da união entre ciência e espiritualidade. Nasceu em Angers, França. Autor dos livros: Introdução aos verdadeiros filósofos; Uma Arte de Cuidar, A Sabedoria que Cura; Cuidar do Ser, entre outros.
Eneas Paulo
Budel Bogucheski
Atualizado
em 28/12/2020

Nenhum comentário:
Postar um comentário