Quando se
vê beleza,
é a alma
que vê.
É bela a
alma da criança.
É bela a
alma da pessoa simples.
É bela a
alma que vê as belezas.
Como é que sei que algo é belo?
-
É a minha consciência que atesta isso.
Então,
posso identificar alma
com
consciência?
Ou são
dois nomes
para uma
só faculdade do homem?
A alma,
nessa visão,
é quase
como dizer
que ela
olha para si mesma,
como se
estivesse olhando
para um
espelho.
Seja como
ver ou como for,
concluímos
que existe beleza na almas.
Um tipo de
beleza
diferente
da beleza do corpo.
A beleza
do corpo os olhos vêm.
A beleza
das almas,
só a alma
percebe,
independente
da beleza do corpo,
das
vestes, da idade.
E
... caminhando por essa trilha,
por
esse fio de seda, sutil e encantador,
vemos
o olhar da alma,
como
um tipo ideal de olhar.
Olhar que se
deixa atrair e seduzir
pela
beleza, pela arte e pela perfeição
que já
estão presentes
em muitas
pessoas
e em
muitas realidades.
Olhar
gracioso,
sensível à
pureza
e à
simplicidade,
onde
existe a unidade
de todas
as virtudes.
A alma
bela ou a beleza da alma
sensibiliza-se
pelas manifestações
onde
transparecem o brilho do olhar,
o leve
sorriso dos lábios,
as
maneiras leves e elegantes de andar,
as amáveis
palavras que alguém pronuncia.
Quando a
pessoa
quase não
fala,
não
critica, não julga,
não avalia,
não compara,
é a alma,
calada, expressando-se.
A alma, em
ti,
tudo
aceita, tudo compreende,
a todos
perdoa, a todos ama,
em
silenciosa presença,
quase
invisível.
Mas age
sempre com um claro desejo
de
contagiar quem está por perto
ou é
objeto da sua atenção.
No íntimo
da alma bela
reside a
bondade, o colo que acolhe,
o
aconchego que abriga e protege.
A alma é bela
quando olha
com os olhos do Pai.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado e
pub no BLOG
e no FACE
em 15/11/2024

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