sexta-feira, 15 de novembro de 2024

939.- A beleza da alma.

 


Quando se vê beleza,

é a alma que vê.

 

É bela a alma da criança.

 

É bela a alma da pessoa simples.

 

É bela a alma que vê as belezas.

 

Como é que sei que algo é belo?

- É a minha consciência que atesta isso.

 

Então, posso identificar alma

com consciência?

Ou são dois nomes

para uma só faculdade do homem?

 

A alma, nessa visão,

é quase como dizer

que ela olha para si mesma,

como se estivesse olhando

para um espelho.

 

Seja como ver ou como for,

concluímos que existe beleza na almas.

 

Um tipo de beleza

diferente da beleza do corpo.

 

A beleza do corpo os olhos vêm.

 

A beleza das almas,

só a alma percebe,

independente da beleza do corpo,

das vestes, da idade.

 

E ... caminhando por essa trilha,

por esse fio de seda, sutil e encantador,

vemos o olhar da alma,

como um tipo ideal de olhar.

 

Olhar que se deixa atrair e seduzir

pela beleza, pela arte e pela perfeição

que já estão presentes

em muitas pessoas

e em muitas realidades.

 

Olhar gracioso,

sensível à pureza

e à simplicidade,

onde existe a unidade

de todas as virtudes. 

 

A alma bela ou a beleza da alma

sensibiliza-se pelas manifestações

onde transparecem o brilho do olhar,

o leve sorriso dos lábios,

as maneiras leves e elegantes de andar,

as amáveis palavras que alguém pronuncia.

 

Quando a pessoa

quase não fala,

não critica, não julga,

não avalia, não compara,

é a alma, calada, expressando-se.

 

A alma, em ti,

tudo aceita, tudo compreende,

a todos perdoa, a todos ama,

em silenciosa presença,

quase invisível.

 

Mas age sempre com um claro desejo

de contagiar quem está por perto

ou é objeto da sua atenção.

 

No íntimo da alma bela

reside a bondade, o colo que acolhe,

o aconchego que abriga e protege.


A alma é bela

quando olha

com os olhos do Pai.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e pub no BLOG

e no FACE em 15/11/2024

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