Quando olhamos para uma paisagem,
as cores, luzes e sombras,
o perto e o distante,
emoções e sentimentos
invadem e preenchem nosso íntimo.
É um contexto, uma mistura
mística
das coisas da Terra e muita arte
no céu.
Entre as linhas, abrem-se
espaços,
e nas entrelinhas deciframos
mensagens
sentidas em nosso íntimo.
Nas entrelinhas existe um
escritor
e em nossa alma, um
tradutor.
Onde
está o último horizonte,
o
último porto, a última realidade?
Existe
uma outra realidade,
além
desta, na qual vivemos?
Se
tem, essa vida que vivemos,
não
é a definitiva.
Se
nossas perguntas
não
tiverem respostas
aqui
na Terra, será a divindade
a
respondê-las?
Não
encontramos realização total,
nem
felicidade completa aqui na Terra,
por
mais ricos que sejamos.
Nessa
viagem experimentamos
momentos
de alegria, festas,
danças,
vitórias, sucessos,
mas
sabemos, que mais na frente,
experimentaremos
também a ansiedade,
insegurança,
angústias, doenças, velhice,
falência
múltipla dos órgãos, e a morte.
Diante
de tudo isso, brota a pergunta:
o
que encontraremos lá na frente?
Qual
é, definitivamente,
a
última realidade?
É
humana, terrena? Existência?
É
divina, celestial? Essência?
Se
for humana, o objeto de estudos é a existência.
Então,
que tipo de estudos
devemos
buscar?
-
Antropologia, Filosofia, Economia,
Administração,
Física, Química?
Se
for divina, celestial,
o
objeto de estudos será a essência.
Qual
é então, o tipo de estudos,
quais
ensinamentos
devemos
procurar?
-
Teologia, Filosofia?
A
alma é uma semente divina
que
quer brotar, crescer, desenvolver-se,
tornar-se
árvore que cresça, e suba até o céu.
Se
existe uma última realidade,
que
não é esta na qual vivemos,
então,
a sabedoria está em montar
toda
uma estratégia de vida,
tendo
por referência a última realidade.
Necessitamos
de conhecimento
sobre
a essência do ser humano.
Somos
um ser com essência,
numa
existência.
A
essência é aquela parte
que
está dentro de nós,
de
forma invisível,
que
dá vida à nossa vida externa.
A
existência
acontece
no mundo visível,
onde
estamos, material, concreto,
com
constante necessidades
de
aperfeiçoamento,
permanente
processo de evolução,
auxiliada
pelas ciências.
Como
essência,
somos
originalmente puros,
perfeitos,
no espírito que nos habita.
A
essência
está
encarnada, na natureza humana,
porém,
carregamos junto, uma existência,
a
maneira incompleta, misturada,
mesclada
com luzes e sombras,
alegrias
e tristezas.
A
essência,
escondida,
invisível, infinita,
tem
saudades do céu, pois teve lá, sua origem.
A
existência materializada,
nos
segura na Terra.
A
essência, espiritual,
invisível,
tem elo, ligação,
sente
falta, tem sede do Pai afetivo.
É
a essência
que
deveria ter a primazia,
o
comando da nossa vida, por ser perfeita,
imaterial,
unificada, por ser, já, eterna.
A
essência
já
é familiar
com
o mundo invisível,
cultiva
esperanças,
acredita
na eternidade,
já
conhece o Deus Eterno, provedor.
A
existência
tem
apegos,
às
coisas visíveis,
inclinações,
que, como imã,
atraem
para a terra.
Na
existência,
frágil,
sentimos preguiça,
cansaço,
temores,
tendências
à acomodação,
resistências,
dúvidas,
fraquezas
e desequilíbrios.
Felizmente,
o que nos mantém
firmes,
acreditando na vida,
ajudando-nos
na superação
das
dúvidas e dos problemas,
é
a nossa essência eterna.
Um
Espírito Santo nos habita
na
zona mais profunda
da
nossa personalidade.
Esse
é o nome da nossa Essência.
A
realidade final, definitiva,
possui
características
de
permanência,
de
eternidade.
Aquele
que desejo ser,
no
mundo existencial,
já
sou, na minha essência.
E
a essência,
é
a alma, que é e se revela
em
nossa existência.
Essa
é a realidade definitiva.
O que permanece e resiste,
durante ou depois dos temporais,
se não for a alma, o que
será?
O que permanece quando o tempo
acaba,
quando tudo vai embora,
e só fica o infinito,
a morada da alma?
É por estas razões
que nos colocamos a procura da
alma,
para conhecê-la, encontrá-la, sondar
a sua origem
e esperar dela as respostas definitivas.
Se é o céu o nosso destino,
a alma é a companhia certa.
Convém a nós, conviver com ela,
apaixonar-nos por ela, e permitir
que ela nos reconduza à nossa essência.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
e pub no Blog
e
no FACE em 30/11/2024
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