Meus amigos.
Estamos aqui para pensar.
Enquanto não começarmos a pensar,
não chegamos ainda a este mundo.
Não sabemos pensar.
Não aprendemos a pensar.
Não nos ensinaram a pensar.
Nas escolas fomos para brincar.
Nas universidades
encheram nossas cabeças de conteúdos,
história, geografia, literatura ...
Mas não nos ensinaram a pensar.
E hoje, adultos, somos o que somos,
produto da sociedade.
Produtos alienantes.
Produtos medíocres.
Encheram nossas cabeças de coisas.
Sim, coisas inúteis.
Não nos ensinaram a pensar,
raciocinar, perguntar, procurar.
Não nos ensinaram os verbos,
que supõem ação.
Verbos sugerem esforços, busca, procura.
Enquanto não aprendermos
a pensar por conta própria,
não chegamos a este mundo,
ou melhor, já chegamos,
mas não colocamos em ação
nossa capacidade
para pensar.
Pensar supõe fazer perguntas
e ir atrás das respostas.
Se você ainda não fez a si mesmo(a)
as três principais perguntas
que todo ser letrado deve fazer-se,
você ainda não chegou
ao estágio de maturidade
ou de sabedoria ou de desenvolvimento
que você já deveria ter alcançado.
Se você ainda não se perguntou
De onde vim?
Para onde vou?
O que estou fazendo aqui?
Você foi domesticado. Não foi educado.
Você foi deseducado para decorar,
para saber, para acumular conhecimento,
para usar muito mais a memória
do que sua capacidade de pensar.
É por isso que nos tornamos dependentes.
É por isso que somos acomodados.
É por isso que não questionamos
e não perguntamos os porquês.
Aqueles poucos que aprenderam a pensar,
são criativos, dinâmicos, persistentes,
incomodados, insatisfeitos,
mas não revoltados.
Não se conformam
com a mediocridade,
com a preguiça,
com o comodismo.
Enquanto não aprendermos a pensar,
estamos sendo comandados
por aqueles que pensam.
Por aqui percebemos que todo nosso tempo
nas escolas e universidades
não nos educaram e sim, domesticaram.
Não nos tornaram autônomos e inventores.
Não nos ensinaram a pensar.
E se não pensamos, não aprendemos quem somos.
Não aprendemos porque estamos aqui.
E por isso, não sabemos o que fazer das nossas
vidas.
É hora de voltar-se para o mundo do pensar
e sair deste mundo fechado, escravizado,
domesticado.
Duvida?
Pense.
Pense e perceba
como estamos constantemente
sendo absorvidos por tecnologias
que desviam nossos pensamentos
para aquilo que os domesticadores fornecem
para alimentar as necessidades fictícias
criadas por eles.
Todo esse mundão de informações
já vem pronta para consumo,
para evitar que você pense.
Pensar exige esforço,
desacomoda, incomoda,
te tira do sossego, te desperta, te acorda,
te traz alternativas, te leva a buscar soluções.
Pensar é algo seu, pessoal.
Pensar para acordar.
Pensar para acertar.
Pensar para escolher.
Pensar para decidir.
Pensar para ser.
Pense bem. Você tem a capacidade de pensar.
Pense um pouco, perceba esse potencial,
e alegre-se. Descubra o pensador que és.
Mas, vá além do pensar.
Do pensar decorre meditar, conversar,
dialogar, observar, contemplar, admirar.
Pensar te leva a conhecer-se
para compreender os outros e o mundo.
Ao exercer a capacidade de pensar
despertará a capacidade
para interpretar o mundo,
a cultura, os meios de comunicação.
Ao pensar você dispensará o comodismo
que te despersonalizava.
Ao pensar você faz parceria
com o professor que te liberta de toda tirania.
Ao pensar você criará referências
e exercerá o poder do discernimento,
que lhe trará luzes para perceber a verdade.
O pensar nos torna autônomos, independentes,
alertas, atentos, concentrando energias.
Não pensar revela imaturidade,
estacionamento na via da evolução.
Você pode estar na Avenida da Evolução,
sentado, acomodado, consumindo
tudo o que está passando na sua frente,
sem perceber que a sua atividade de pensar,
não pensa mais.
Pense por si mesmo(a).
Não consuma o que os outros pensaram.
Quando não se pensa,
culpa-se o destino e os políticos.
Quando pensamos,
administramos nossa própria vida
e construímos nosso futuro fraterno.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Criado e publicado no BLOG e no FACE em 10/01/2025.

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