Fui formado considerando a alma como o coração,
o ideal, o centro, a força e o entusiasmo
que produz vitalidade ao nosso viver,
por isso busquei mais conhecimentos,
pesquisei, meditei e estou finalizando
um livro sobre a alma.
Não sei qual é seu interesse,
motivação ou conhecimentos
que possui sobre a alma,
mas, para mim, afirmo,
é ela que traz sentido,
sabor e vitalidade ao viver.
A alma é o dinamismo,
a vida, ainda confusa,
rebelde, desobediente,
jovem adolescente,
força bruta a ser domada,
educada e aperfeiçoada.
Como gostaria
que minhas palavras revelassem o interior,
a alma das coisas, e ficasse exposta,
e vivificasse a sua alma e ficasse ainda,
um recanto inexplorado, uma interrogação,
para um futuro diálogo, complementar.
Se soltar, desapegar, abandonar-me,
aonde chegarei com minha alma,
finíssima arte, transparente,
viajando pelo céu infinito?
Depois de tudo, só a alma permaneceu
porque com o infinito se envolveu.
O corpo é pesado.
A alma é leve, tem asas e voa.
A leveza da alma
suaviza o peso do corpo.
De cima veio um vento, um sopro.
O hálito divino deu-nos vida,
asas e alma espiritual.
O coração amoleceu, chorou e sorriu,
olhou para cima e acreditou.
O que conheço de mim está no meu corpo;
o que desconheço está na minha alma.
A alma carrega em si as marcas do infinito,
e vai, sem conforto ou confortavelmente,
viajando, com a missão de suavizar os passos,
de quem quer que seja,
escalando os mais altos picos
da natureza humana,
de volta ao mundo divino.
A alma é a energia que vivifica a vida.
Motiva e dá brilho ao viver.
É a fonte onde saciamos nosso ser,
sedento de plenitude.
A alma é o elemento eterno
que existe em cada um de nós.
A alma é a resposta da verdade sobre nosso ser.
É o leme do nosso barquinho.
A alma é como o telefone móvel
que nos permite entrar em contato
com a divindade, onde estivermos.
A alma está neste meu mundo
para lembrar-me que não sou deste mundo
e que ela se sente responsável
para levar-me ao Céu.
A alma viva,
deseja entrar em contato
com aquilo que a desperta,
que a faz vibrar, estremecer
e revelar-se a si mesma.
A alma para manter-se viva
precisa respirar
lá onde ela se sente viva,
em harmonia com todo o universo.
A rotina, as repetições automáticas
atrofiam a nossa alma.
É para dar chances da vida,
à nossa alma,
que gostamos de passear,
ir ao encontro da natureza,
com as pessoas queridas,
conhecer novos lugares
ir atrás do que é novo
e ativar a novidade da alma.
Da alma desejamos conhecer mais ainda,
a sua natureza, que nos encanta,
se esconde, provocante,
atraindo por entre as neblinas,
por trás das cortinas e janelas entreabertas.
Minha alma
já deve ter perambulado por este mundão infinito,
conhecido e explorado universos esquisitos,
promissores e belos.
O desejo da alma é eternizar-te.
O sofrer da alma é não te conquistar.
Somos todos uma só alma e um só espírito.
Quando percebermos essa verdade essencial,
o mundo dentro de nós e o universo fora de nós,
entrará em sintonia com a paz e com o amor.
Queria que fosse minha alma
a comunicar-se com a sua alma.
Queria que fosse meu coração
a bater dentro do seu coração.
Tudo falta quando falta a alma.
De tanto sem ela viver,
da alma nem sabemos mais o que dizer.
Já sem alma, para a alma
não damos mais nenhuma importância.
Quanto custa perder a alma?
Custa tudo: a vida fica vazia, sem rumo,
sem destino, sem sabor.
Se eu conseguir olhar
para a alma da minha alma,
conseguirei ver um pouquinho
dos mundos invisíveis
que ficaram refletidos na face dela.
Tenho saudades
de quando minha alma de criança era inteira.
Sentimos como se estivéssemos sem alma.
Ardem nossos olhos. Aperta-nos o coração.
A consciência não dói mais.
Não enxergamos e nem cremos mais
no que há dentro das coisas,
e nem ali, mais adiante, além das fronteiras.
As poluições não deixam ver claro
os valores componentes da alma,
a unidade, a paz, a leveza da vida.
E a alma é necessária
para perceber que a alma faz falta.
Ah, como eu gostaria
que o vento da alma fosse visível e colorido,
atraísse, contagiasse e animasse todos os vivos.
Lá no espaço infinito o tempo não existe,
a alma não faz aniversário,
o espírito não envelhece.
Mas, se viajarmos para lá,
experimentaremos em doses suportáveis,
sensações de grandeza e de humildade.
Aquela parte de mim que não conheço bem,
é a alma que anima,
me leva a gostar da bondade,
me atrai, para a beleza, para o que é arte,
e me encaminha a tudo respeitar,
como coisa importante, consagrada.
É o interior que percebe o exterior.
No seu íntimo, na sua alma,
você é íntegro(a), unificado(a), poderoso(a).
Quando mais fundo for,
mais alma se respira.
Quanto mais raso,
maior perda de energia.
É no silêncio, quietinho,
que se recarrega a bateria.
Não suportamos viver
só com a metade da alma.
A outra metade ficou lá,
com o Pai da alma, o Criador.
Essa falta é vivida como saudade,
aumenta a fome pela unidade.
Aqui, somos apenas a metade, incompletos.
Desejamos profundamente
inteireza, integridade, plenitude.
Olhe para cima, para a vastidão,
abra teus braços e abrace a imensidão.
Receba as boas energias
que circulam entre os buscadores,
e numa atitude de confiança e gratidão,
experimente a satisfação
de alimentar a sua alma.
Como queria olhar,
desde já, para o infinito,
e ver lá, minha alma,
construída, já finalizada,
espelhando a fisionomia da perfeição.
Se o vento quiser, ou outro meio tiver,
pode me levar.
Minha alma quer flutuar.
Não tem peso, tamanho nem idade.
Que o vento me leve
para onde os mistérios atraem.
Deixo-me ir plainando, por mais tempo,
todo tempo até aterrissar, na eternidade.
Estamos em reforma,
naquela fase de aperfeiçoamento,
retoques na alma, afinações na sensibilidade.
Eneas Paulo Budel Bogucheski.
eneaspb@gmail.com
Atualizado
e pub no blog e no face em 31/01/2025.

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