Era 14 horas do dia
31 de Fevereiro de 2025.
Ouviu-se uma voz.
Todos ouviram.
Onde estivessem.
Apenas a voz.
Não se via a imagem de quem falava.
Nem se sabia de onde a voz vinha.
A voz dizia:
"A partir de
hoje não haverá mais dinheiro."
Não haverá mais
leis escritas
a serem
obedecidas,
envolvendo
o deus dinheiro.
Apenas uma
lei, que estará inscrita
na
consciência e no coração de cada pessoa:
a lei da
Verdade e da Justiça.
Não haverá
mais magistrados e políticos.
Não haverá
mais Congresso,
nem Câmara
de Deputados.
Não haverá
mais Supremos Tribunais.
Estão todos
demitidos por desvio de função.
A
autoridade perdeu-se
no meio-ambiente
do dinheiro.
E se a
autoridade
não
defender mais a liberdade,
a verdade e
a justiça,
não há
razão de ser
para que
continue existindo.
A verdade,
a liberdade e a justiça,
pão nosso de
cada dia,
não cai
mais das mesas, nem migalhas.
Portanto, não
há mais razão
de qualquer
autoridade existir”.
Desde pequeno, na escola de casa,
aprendi que autoridade é serviço.
Não precisamos de autoridade
para ensinar a mentir e roubar.
Para se viver a
partir da Verdade e da Justiça,
basta a todos nós
uma única regra:
pensar antes de
agir,
e agir se for
para que a verdade e a justiça aconteçam,
e sejam
referencias para nosso ser e agir nesta Terra.
A verdade é
simples de aprender.
A justiça é a
mestra, cada aluno, aprendiz.
Sem dinheiro,
não haverá
ganância insaciável.
Sem dinheiro não
haverá corrupção.
Sem dinheiro
todos seremos iguais.
A mentira não
será mais necessária.
Ela será a
primeira a ser descartada,
neste mundo sem
dinheiro.
Não haverá
competição.
Sobrará muito
para todos
e a justiça viverá
entre nós, irmãos.
Sem dinheiro o
mal será extinto deste mundo,
nada de mal terá
razões para acontecer.
Não precisará
mais de presídios,
cadeias, polícias
ou seguranças.
Ninguém mais será
violento.
Ninguém mais será
pobre.
Não haverá mais
desempregados.
Todos servindo,
de alguma forma, contribuindo.
Para ajudar,
colaborar,
não precisa de
diploma,
nem de toga, terno
e gravata.
É mais simples
servir de avental.
As escolas e
universidades
não precisarão
mais existir.
Papai e mamãe
vivendo,
ensinarão a
servir.
Se tenho de
aprender uma profissão,
meu compadre
ensina,
meus tios, meus
vizinhos já sabem,
e assim, todos
seremos simultaneamente,
professores e
aprendizes.
Aprender para
servir.
Servir para que a
dignidade sobreviva.
Cada pessoa é um talento,
um tipo de
dinheiro,
um recurso
imaterial
que se valoriza
cada vez mais,
para servir
melhor.
Ser-mais-útil-para-os-outros,
essa é a única ambição,
partilhar-se,
doar-se gratuitamente.
Cada pessoa, cada
ser humano,
se transforma no
dinheiro
ambicionado por
todos.
Cada um investe
no valor do outro,
para que o outro
se sinta
com a autoestima
cada vez mais
elevada.
Cada pessoa é um
talento, uma moeda.
Cada um é um
investimento
a serviço da
Verdade e da Justiça.
E se assim todos
pensarem,
todos se
transformarão em ricaços,
sobrando, em
tudo.
Ninguém sentirá
falta de mais nada.
Cada um será um
valor
e será valorizado
como algo superior,
muito mais
superior do que o dinheiro.
Dinheiro, minha
gente, não é ruim.
Não estou
criticando quem tem dinheiro.
Estamos
refletindo sobre o que as pessoas fazem
e no que se
transformam quando o dinheiro
se torna mais
importante que as pessoas.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Criado e publicado no FACE em 01/07/2023
Publicado no Blog em 27/10/2023.
Atualizado em 21/03/2025.
Publicado de novo no FACE e no Blog em 22/03/2025.

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