Uma viagem diferente.
Deitei-me e comecei a pensar numa viagem.
Fechei os olhos, procurando desligar-me
de todas as faculdades mentais.
Eu desejava dormir, mas não conseguia.
O sono estava ali, mas resistia.
Acordado, com os olhos fechados,
me vi descendo as escadas
e indo para a garagem.
O meu eu superior,
observava tudo em silêncio.
Deitado, com os olhos fechados
apareceu-me uma tela mental azulada.
Um azul da cor do mar.
Ali, no azul,
a viagem aconteceu.
De repente, do nada,
me senti sem forma,
sem peso, sem estatura,
sem contornos, sem fisionomia,
sem mente, sem pensamentos.
Só o meu ser, invisível.
Só com a consciência ativa.
Eu sabia que era eu que estava ali.
Sem pensamentos,
sem ambições,
sem desejos
e apegos.
Apenas estava ali, sem nada,
mas com uma sensação
de unidade e harmonia com todas as coisas.
Parecia-me que tudo fazia parte de mim,
mas sem perder minha identidade.
E eu não estava dormindo,
mas permanecia
com os olhos fechados.
E viajava.
E de repente, já não estava mais
neste planeta Terra.
As estrelas passavam perto de mim
a alta velocidade.
Aí me vi num lugar
onde não havia nada, nem cidades,
nem estradas, nem florestas, nem mar.
Não havia nada e eu não precisava de nada.
Não tinha sede nem fome.
Não senti calor nem frio.
Não havia barulho nem desconforto.
Havia apenas eu com o meu ser.
Sentia-me como um SER inteiro,
completo, pleno, sem carências,
sem nenhuma necessidade.
Eu me sentia uma presença
diante da minha presença.
Eu sentia que o que eu percebia
era minha consciência.
Minha consciência
me posicionava ali
naquele momento.
Não havia a sensação de estar no tempo.
Não me recordava de nada lá do passado,
nem senti qualquer ansiedade pelo futuro.
Só o presente, pleno, completo,
satisfazendo ou alimentando
a minha presença consciente.
Não me sentia esparramado,
dividido, mas concentrado,
condensado, inteiro,
naquele modo de ser.
Ainda consciente,
um desejo surgiu em meus pensamentos,
que este momento não acabasse jamais.
Pronto. Acordei.
Eu não queria acordar.
O desejo estragou
a continuidade da minha viagem.
Analisando este meio
sonho, meio realidade:
Isto tudo aconteceu dentro do meu ser,
do meu universo interior,
num momento de calma,
serenidade e silêncio.
Viajei pelo universo infinito, gratuitamente,
porque tenho em mim essa capacidade.
Esquecemos
que o que de mais importante necessitamos
é de nós mesmos. Conhecer quem SOMOS
e que poderes temos.
Fugimos de nós mesmos ou nos perdemos
quando ficamos presos no passado
ou quando nos angustiamos com o futuro.
O maior poder que uma pessoa pode ter
é estar presente no AGORA,
neste momento presente.
A presença consciente neste momento,
é o momento em que a vida acontece.
Só estamos vivos e presentes neste momento.
O passado já foi. O futuro ainda não veio.
Só no presente vivemos.
No presente prestamos atenção
às coisas e às pessoas
que estão ao nosso lado.
A degustação da vida
com todos os seus componentes e nutrientes
estão disponíveis neste momento.
Pare. Observe-se.
Afaste todos os teus pensamentos
e olhe com todas as faculdades
da sua sensibilidade
para as pessoas, para os animais,
para as nuvens, para os rios e mares.
Com atenção concentrada apenas num foco,
onde a luz está, onde o valor está disponível.
Isso se chama contemplação, meditação,
Exercício de presença.
Não queiramos ser ricos, ter posses, bens.
Não precisamos de nada para sermos ricos.
Já temos em nós todos os bens,
todas as ferramentas necessárias.
Basta sabermos gastar ou investir estas heranças
humanas e divinas que estão em nosso SER.
Indico o livro
O PODER DO AGORA
Do escritor ECKHART TOLLE.
Editora Sextante.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com –
41 98854 5166
Criado e
publicado no BLOG
e no FACE
em 19/01/2026.
Leia
outros textos no meu blog
https://heiposworld.blogspot.com/
e no
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