terça-feira, 20 de janeiro de 2026

1071.- Características da Cultura da nossa época.


 

B) Vida virtual, superficialidade, inconsciência,

insensibilidade ou apatia diante da realidade.

 

Sintomas.

 

Prevalece o mundo mental, os pensamentos,

a imaginação e as ilusões.

 

Ausência de atuação

do discernimento e da consciência.

 

Comando e motivações do ego em frente

à auto avaliação e diante do comportamento

junto às outras pessoas.  

 

Quando os pensamentos se impõem,

o ego se infiltra, e se a consciência

não está no comando,

a incoerência, a mentira, a dissimulação,

a hipocrisia, substituem a coragem de ser

e revelar verdadeiramente quem nós somos.

 

E isso leva à superficialidade,

afastamento do eu profundo, verdadeiro.

 

E a superficialidade leva à tagarelice,

falar sem pensar, falar sem conteúdo,

sem pesar as consequências.

 

Fato.

 

Noventa por cento da humanidade

não usa a consciência.

 

Noventa por cento

do que você ouve ou escuta

não educa e não alimenta

a sua consciência.

 

Noventa por cento

não usa ou não sabe

o que é a consciência.

 

Não sabe por que não aprendeu,

não ensinaram, não formou,

não educou sua consciência.

 

Educar a consciência

supõe receber, conhecer

e escolher valores

que orientam e servem de farol

para toda a vida,

por exemplo, o bom, a verdade,

o direito, a justiça e o amor.  

 

Isso se conquista pela educação

recebida com disciplina,

com esforço e orientações

de pessoas responsáveis.

 

Quem sabe é sábio,

e o sábio é generalista,

pessoa experimentada

nos diversos campos da vida.

 

Seriam nossos pais

e os bons professores.  

 

Seriam aqueles

que escolhemos escutar.

 

Escutamos os comunicadores.

 

Os comunicadores deveriam falar

visando o discernimento

e a ativação da consciência

de quem está escutando.

 

Não é de informações

que as pessoas necessitam.

 

É formação, critérios e valores

para que alcancem a autonomia

e maturidade de escolhas

diante de tudo o que se apresenta

em nossa vida e em nossas relações sociais.

 

O educado

teria que ter respeito e humildade,

tolerância e compreensão,

abertura para diálogo,

e sentir-se livre

para expressar

sua originalidade.

 

Se o educado

não tiver consciência de si

e dos seus valores

como sentirá o que é ser

uma pessoa realizada, completa,

plena de si, dona de si?

 

Educar é tirar de dentro

o que o educando tem de bom.

 

Na vida, nos relacionamentos,

o educando vai manifestar,

a educação que recebeu.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com – 41 98854 5166

 

Criado e publicado no BLOG

e no FACE em 20/01/2026.

 

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