Envelhecendo como o vinho,
mas sem se
tornar vinagre.
Neste ano completo 76 anos de vida.
Um dos
princípios da sabedoria
diz assim:
“Conheça teus
inimigos
para
escolher as armas certas
para
enfrentá-los e derrotá-los”.
Ali pela metade
da vida,
com a
mente a pleno vapor,
olhei para
todos os lados,
vi pessoas
de todas as idades,
crianças,
jovens, adultos e idosos.
Me vi igual a eles, menos nos idosos.
Já tinha
vivido todas as experiências,
mas ainda
não me experimentava velho.
Mas, me
via caminhando naquela direção.
Pensando
positivamente,
bem antes
da chegada da velhice,
ainda bem energizado,
com muita
curiosidade,
e entusiasmado,
comprei
vários livros
sobre a
arte de envelhecer ...
com
sabedoria.
Confesso que
não me conformo
e nem me
enquadro,
com o que
muita gente diz,
que
estamos ficando velhos.
Se,
erroneamente,
considerarmos
a velhice
como uma
inimiga,
não
aprendemos nada da vida,
não nos
tornamos sábios.
Não fomos
promovidos
para
artistas da vida.
Todos
desejam chegar à velhice,
mas só os
que chegam preparados,
conseguem
curtir o que a idade
acumulou
de boas experiências.
Mas, se
estamos neste planeta para evoluir,
o
envelhecimento, a nós imposto,
deveremos considerá-lo
como involução?
Não, mas
como campo de observação,
de
pesquisa, de diálogo, e, de conclusões.
O que
acelera ou antecipa
a chegada
da velhice?
- É
ignorar que somos seres espirituais,
filhos, imagens
e semelhança
com nosso
Criador,
Uno,
Perfeito.
- É viver
a vida de uma maneira egoísta,
fechada em
si mesmo,
sem
considerar os outros,
o próximo,
como irmãos e irmãs,
companheiros
de caminhada.
- É não
saber interpretar esta vida
como um
campo de experiências
que nos
permitem perceber as linhas
e valores
que proporcionam nossa evolução.
E o que
nos mantém com o espírito jovem,
criativo,
esperançoso, na velhice?
O
envelhecimento,
olhado com
os óculos da evolução,
é uma
visão de conquista da sabedoria,
da
interpretação serena da vida,
de foco e conquistas
de verdades absolutas,
para que a
esperança seja cultivada
para abrir
as portas da evolução espiritual.
Envelhecendo,
esgotando-se
os campos
do conhecimento
neste
mundo materializado,
começamos
a prestar mais atenção
à sede do
nosso espírito,
sede de
imortalidade.
O que nos
mantém com o espírito vivo,
é não ver
a morte como um fim,
mas como
uma etapa
a ser enfrentada
e vencida.
No jogo da
vida,
envelhecer
é passar de fase.
Não
aceitar a velhice
sugere ter
de refazer o caminho.
Você tem
de passar de fase.
Se, para o
teu corpo não há mais nada a fazer,
há outros
desafios para o espírito.
Eu estou
vivenciando
um
processo de envelhecimento
lento,
gradativo, degenerativo
da minha
parte biológica e material.
Num
determinado ponto e tempo
nada mais
existirá
da minha
presença material.
Até o pó
desaparecerá.
Permanecerá,
por um tempo,
as
lembranças de quem fui,
na memória
dos meus parentes
e amigos
mais próximos.
No
entanto, não obstante e,
milagrosamente
ou não,
(quero que
seja fruto de uma decisão
e
do meu empenho e esforço pessoal),
estou
paradoxalmente e simultaneamente,
vivenciando
um outro processo
de
evolução lenta, gradativa,
sem
limites, até o infinito
de um
crescimento e aquisição
de
potenciais infinitos
que jamais
deixarão de existir,
através
das minhas capacidades
cognitivas
e espirituais.
Envelheço
e rejuvenesço simultaneamente
naquilo
que sou neste mundo.
Algo fica
e algo vai,
vai,
vai para
sempre.
Algo
desaparece,
porque é
material.
Algo que
hoje é imaterial,
minhas
potencialidades
cognitivas
e espirituais,
talvez evoluam
infinitamente.
Não será a
esperança
o maior
fator de rejuvenescimento?
E sem ela,
não
estamos apressando
o envelhecimento?
Leituras
sugeridas.
- A força
da decadência.
Ignácio
Larrañaga.
Editora
Vozes.
- Corpo sem
idade. Mente sem fronteiras.
Alternativas
quânticas para o envelhecimento.
Deepak
Chopra.
Editora
Rocco.
- A dádiva
do tempo. Envelhecer com dignidade.
Joan
Chittister.
Editora
Vozes.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado e publicado no Blog e no FACE em 10 03 2026
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