Vivemos respirando e transpirando
dentro de um
contexto cultural
onde
muitos valores deixaram de ser referência
e, por
isso, vivemos envolvidos
por uma
pastosidade mental
que não facilita
a aquisição
de uma
clareza mental.
Para que haja
clareza mental,
discernimento,
escolhas prudentes e sábias
em nosso
pensar e falar,
alguns
ingredientes são necessários.
O
pensamento correto,
chamado
pensamento científico,
pede que o
ser humano, queira conhecer,
queira
adquirir conhecimento,
queira
conhecer as causas e a finalidade,
queira
saber de onde veio, para onde vai
e o que
está fazendo aqui.
Todo e
qualquer tipo de conhecimento
só se acalma
quando busca
o objetivo
da verdade.
Enquanto
não estamos satisfeitos
com o
nosso mundo cultural
significa
que estamos
no caminho
da busca.
O
conhecimento mais simples
é o
conhecimento da fé,
onde há muitas
dúvidas
e
insegurança.
O segundo
meio mais amadurecido,
e mais difícil,
e mais exigente,
é o
conhecimento filosófico.
É um
método que nasce
ao se fazer
perguntas.
As
perguntas (curiosas a princípio)
se tornam
hábitos, mais tarde,
e servem
de motor de arranque
para
procurar as respostas.
Respostas
que
correspondam à verdade
que reside
em nosso espírito,
sempre
sedento.
O correto
pensar supõe
organizar
o pensamento.
Isso pede
a ação
de peneirar,
separar,
escolher,
decidir o que falar,
o que
pesquisar.
O terceiro
nível do conhecimento,
já é o
nível científico, próprio das ciências,
que,
partindo da dúvida (fé)
eleva-se
para as perguntas (filosofia)
para adquirir
precisão no ato de pensar (ciência).
Este
terceiro nível
é onde
acontece o conhecimento lógico,
exato,
usando as ferramentas da matemática,
geometria
e física.
Com estes
métodos de conhecimento,
o conhecimento
se torna prático
e se comprovam,
com as invenções
ou
descobertas.
Só neste
estágio, se encontra a certeza,
a resposta
final, absolutamente verdadeira.
A ciência
se torna a fé batizada,
crismada e
santificada.
A ciência
traduz as leis
com que o Criador
fez o universo.
Entre as
ciências,
está a
Teologia,
o estudo
sobre Deus.
Veja o
caminho:
A dúvida (da
fé),
aprofundada
(pela filosofia)
é
comprovada (pela ciência).
As teorias
formuladas pela Filosofia,
se
verdadeiras, se traduzem em leis científicas,
inquestionáveis,
comprovadas.
Os físicos
traduzem
em fórmulas matemáticas
as provas,
as certezas.
Se o nosso
pensar não for objetivo,
direcionado
para a busca da verdade,
vira tudo
papo furado, viagem na maionese.
E por isso
que quase nunca saímos satisfeitos
após
conversas com nossos amigos,
porque
ficamos só na periferia,
no bate
papo sobre os assuntos
que a “Torre
de Babel”
está
comentando no momento.
Pensar
corretamente
supõe ler e
pesquisar conteúdos
que satisfaçam
às nossas perguntas,
aos nossos
anseios mais profundos.
Supõe
escutar
os
sussurros da alma.
Supõe
antenar-se
na
sintonia fina do espírito.
O primeiro
passo
na busca
da verdade
está no
ceticismo.
O que é uma
pessoa cética?
Não é ser
como o ateu,
que de
cara diz:
“Não
acredito em nada
que não
possa ver ou tocar”.
Não
acredito em Deus
e a nada
que se refira a Ele”.
Esse já
desistiu.
Nem chegou
a perceber
que tem a
capacidade de pensar.
Sem
perceber que o seu pensar
faz dele
um ser especial,
capaz de desenvolver
e
organizar o seu pensamento.
O Cético,
por outro lado,
tem
dúvidas.
E, a
partir das dúvidas,
coloca sua
capacidade de pensar em ação.
E adquire
o hábito de perguntar-se.
E,
inteligentemente,
busca as
respostas.
E, quem
procura acha,
vai
encontrando migalhas de verdades
por onde
caminha e,
assim, vai
aumentando cada vez mais
a sua sede
pela verdade absoluta.
O Cético
olha para
cima,
para o Céu
e faz
perguntas ao Céu.
O Ateu,
com os
olhos baixos,
olhando para
a Terra,
nem
pergunta,
de onde ela
veio.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Criado e
pub no Blog e no FACE em 21/04/2026.
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