Há um instinto
básico no ser humano:
quer agir com
autonomia.
Há uma tendência
do ser humano
em direção ao
poder;
queremos o poder,
mas não gostamos
de estar sujeitos
ao poder.
Há uma resistência
inconsciente
diante da
humildade:
não gostamos de
ser humilhados
nem que se
comportem com indiferença
diante de nós.
Queremos ser
notados.
Queremos que
prestem atenção a nós.
Queremos e
desejamos
mais elogios do
que censuras.
Só quem atingiu
um determinado grau
de aperfeiçoamento espiritual
dispensa confetes.
Há resistências
do ser humano
quando é
necessário
submeter-se à
obediência.
A criatura não
reconhece o seu Criador.
É mais ou menos
como o filho
que se revolta
contra o seu pai.
Como o filho
que quer
emancipar-se do pai.
O Criador
e os pais têm o que dar.
A atitude dos filhos
é receber.
Pela lógica,
as boas intenções
e a sabedoria
estão do lado do
Criador e dos pais,
e a resistência e
as revoltas
ou atitudes para
procurar a independência,
estão nos filhos.
Quem é que está
errado?
O ser humano
é orgulhoso de si
mesmo.
Quer ser autossuficiente.
A vaidade
egocêntrica
é um desequilíbrio.
A cobiça
é outra peça
desajustada.
Estas razões acima
agem no
inconsciente
como barreiras,
como tralhas de
resistências,
apetrechos
desnecessários
quando nos
defrontamos
com a realidade
divina,
do Deus Criador.
Muitas pessoas
não aceitam
venerar
o Jesus Cristo
condenado à morte,
crucificado como
malfeitor,
entre ladrões:
é vergonhoso
ter um líder
fracassado.
Muitas pessoas
não aceitam a autoridade
que a humildade
exerce no mundo do poder.
Ser fermento,
sal da terra e luz do mundo
são ações
que os cristãos
testemunham escondidos,
submersos na massa.
Maior é aquele que serve,
não aquele que é servido.
O maior prefere ser invisível,
ajudar, sem ser visto,
sustentando
e governando o universo
de forma automática,
que quase não nos damos conta.
Nem nos perguntamos
como é que o Universo é uno,
tão bem organizado,
com dias e noites,
estações e rotações,
obedecendo
às ordens divinas
há milhões de anos?
Conhecer a ciência da Cosmologia,
o Macrocosmo,
é necessário, para lermos
e reconhecermos,
na grandiosidade das obras,
o Relojoeiro, o Engenheiro.
Os sábios e entendidos
dizem que tudo isso é fruto do ocaso.
Talvez Ocaso seja o nome
que o Deus prefere usar
para não ser reconhecido.
Alguns cientistas,
decifrando alguns códigos
cravados na matéria,
chegaram a descobertas extraordinárias,
trazendo a fama para si,
aceitando Premio Nobel
sem ao menos,
nos discursos,
reconhecer
Quem está por traz de tudo.
E agora,
trazendo o problema
para o teu mundo pessoal,
como você tem se colocado
diante desta questão?
Quais são as tuas próprias atitudes
com relação ao teu Criador,
teu Pai Celestial?
Você sabe
que Ele tem um caminhão de promessas
para você?
Você conhece
algum projeto Dele?
Ou do Filho Dele?
Quais são os motivos
que te levam
a não se interessar por Ele?
Opomos
resistências ao Deus,
nosso Criador e
Pai,
na maior parte das
vezes,
inconscientemente.
Outras vezes,
rebeldes, como adolescentes
teimamos em viver
como órfãos.
Não queremos
um intruso dentro
de nós.
Queremos viver a
nossa própria vida,
do nosso próprio
jeito.
E aí não vemos
direito
por onde caminhar.
Preferimos as
trevas.
Alguém diz:
‘Eu sou a Luz’ ,
e nós,
não ouvindo
direito,
não vendo
corretamente,
deixamos de ir
pelas estradas certas.
Por não ouvir:
‘Eu sou o Caminho’,
perdemo-nos
entre tantas
alternativas.
Por não escutar:
‘Eu sou a Verdade’,
estamos nós, desorientados,
não sabendo onde
nos apoiar.
Por não escutar:
‘Eu sou a Vida’,
estamos já,
mortos.
Se deixamos para
lá,
a fonte da vida,
estamos sim,
mortinhos da
silva.
Deus mora dentro
de nós,
mas não deixamos
Ele manifestar-se.
É Ele
que faz despertar
a fome de Paz
que queremos.
É Ele
que se manifesta
quando nos
sentimos divididos.
É Ele
que sutilmente
faz-nos sentir
que estamos
incompletos.
Você faz de conta
que não escutou:
“Eu vim para os
meus,
mas os meus não me
receberam”.
Eu vim para os
meus,
mas os meus não me
reconheceram.
Eu vim para que
tenham vida,
e vida em
plenitude.
Eu sou a luz do
mundo.
Quem me segue não
anda nas trevas.
O ser humano é um
infinito
que só pode ser
preenchido
por outro infinito.
Por isso,
nada nesta vida
nos preenche,
nada contenta-nos.
Se não sabemos ainda
como deixar o Deus
Pai viver em nós,
existem razões.
Uma delas, é sua
recusa,
agora, não mais
inconsciente.
Se falta-nos a luz
para enxergar
melhor,
e mais longe,
você pode fazer
algo.
Quem quiser salvar a sua vida,
vai perde-la.
Quem a perder (para Mim Caminho,
Verdade e Vida),
vai encontrá-la em MIM.
Disse o Jesus Cristo.
Acredito que deixei muitas pistas
para a reflexão
sobre as razões
pelas quais opomos resistências
ao nosso Deus e Pai e ao seu filho
Jesus Cristo.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 04/06/2016.
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