Qual
é o mais natural? A saúde ou a doença?
Natural é a saúde.
O
equilíbrio está no bem-estar, na paz, com bom humor, alegria, satisfação.
Sentimento de plenitude.
Doença
é desequilíbrio.
Doença
é desordem. É estar contaminado, infestado, carregado de elementos nocivos à
saúde.
O mundo está cheio de dois tipos de pessoas: pessoas sadias e
pessoas doentes. Doenças causadas por bactérias e vírus, e, doenças causadas
por estresses, preocupações, maus pensamentos, maus sentimentos e falta de
sentido para a vida.
Qual cura é mais importante? A do corpo ou a da alma, ou do
espírito?
Nos tempos do Jesus Cristo, uns dois mil anos atrás, o próprio
Jesus Cristo fazia curas, pelo toque das mãos, com saliva misturado com barro,
e, desafiando ou provocando o poder da fé existente nos fragilizados doentes,
leprosos, coxos e cegos. Cegos tanto da visão quanto da capacidade de entender
os mistérios do cidadão Jesus Cristo.
E o Jesus Cristo curava simultaneamente as doenças do corpo e
da alma.
Se
você está interessado em aprofundar seu conhecimento sobre este assunto, leia
na Bíblia os milagres realizados pelo Jesus Cristo. Quase sempre envolvia a
cura das duas dimensões: a humana, a doença no corpo, e a divina, o perdão dos
pecados.
Naquela época via-se a doença como castigo do Deus.
Dentro da Igreja existem pessoas santas e pecadoras. Pessoas
santas são aquelas que já alcançaram um nível de compreensão, de tolerância,
praticam a justiça, o amor e o perdão com facilidade... estes são os curados,
os sãos, que por sua vez atuam como curadores.
Ao
mesmo tempo, dentro da igreja estão caminhando ou em macas ou hospitalizados,
ou em tratamento, os doentes, a caminho da cura e da salvação.
A
igreja não possui outro método de cura a não ser a graça divina e o auxílio dos
cristãos, identificados como médicos e enfermeiros.
Os
cristãos são uma equipe de profissionais em condições de ajudar através das
ferramentas próprias: ajuda, acolhimento, auxílio mútuo, compaixão, perdão,
enfim, a prática do amor em todos os tempos e modos.
Por
outro lado, os doentes reagem ou subtraem-se, recusam os
remédios e caem nas desordens, desequilíbrios e desobediências. Recusam os
remédios especiais de cura. Recusam-se a aceitar o processo, o tratamento de
cura.
Não sei se é um mistério ou destino, a rejeição ao processo de
cura, não querer olhar para a luz no final do túnel.
O ser humano é um ser capacitado com todos os acessórios
capazes de nos transformar em seres maravilhosos, e, ao mesmo tempo, existem
aqueles que se deixam atrair pelas leis desumanas do egoísmo e da injustiça.
Hoje nós vemos e nós próprios sofremos e recorremos à oração,
promessas, novenas, missas, intenções, pedidos de orações aos nossos parentes e
amigos, com a esperança de curar-nos das nossas doenças físicas, preocupações
mentais, estresses, fobias, neuroses, desânimos, desesperanças, descrenças ...
e aí vai uma ladainha sem fim de todo tipo de sofrimento.
Não vemos com bons olhos a eficácia do sofrimento.
Não entendemos a pedagogia do sofrimento.
Queremos a cura. E a cura vem através de sofrimentos.
No fundo, o que queremos é a paz, a serenidade, sem
preocupações, sem estresse, sem envolvimento com qualquer tipo de incômodo.
Queremos conforto e bem-estar.
Não
gostamos de inconveniências. Esta é a nossa natureza egoísta que quer se impor.
E vem a doença nos visitar ou visitar nossos parentes e
amigos. Quando é com eles até sabemos administrar.
Quando a doença, a velhice ou a senilidade vem visita-nos
podemos assumir uma das três atitudes:
1 – Aceitação. Aceito e vou
procurar os meios para me curar. Sou igual a tantos outros. Não sou um
super-homem ou supermulher. Sou humano (a), sujeito às fragilidades da nossa
condição, ainda em evolução.
Tem recurso? Tem. Então
vamos usá-los. E vamos em busca da cura e das soluções.
2 – Revolta. Não aceito. Me
transformo numa pessoa lamurienta e pessimista, porque me acho amaldiçoada por
Deus. Inconsciente e erradamente fecho-me cada vez mais num poço no qual não vejo
nenhuma saída e nem quero sair. Apego-me ao campo de dor. O tempo passa e
acostumo-me com tal situação e adquiro um comportamento de “vítima” onde os
outros olham para mim e dizem ou pensam “coitadinho”. Esta é a forma errada como
me sinto alguém na minha necessária autoestima. Prestem atenção em mim porque
estou ou sou doente.
Aqui, deve-se procurar duplo
remédio. O remédio prescrito pelo médico e o remédio prescrito pelo psicólogo
ou psiquiatra.
3 – Sublimação. A doença me
chama a atenção e me conduz para o cantinho do pensamento. Leva-me para a introspecção.
Olho-me e olho para os outros. Comparo-me. Faz-me ver que eu estava vivendo no
nível superficial da existência. Via nas ruas e assistia, através da TV outros
sofrendo e não me comovia. De repente eu, na mesma situação dos milhares,
milhões de sofredores.
Ops!
Acordei. É comigo o problema agora. Leio o contexto e procuro ler a mensagem
que estou vivendo. Vou tentar resolver este teste em que estou envolvido, com
naturalidade.
A
doença, o desgaste, a velhice veio visitar-me em minha própria casa, em meu
próprio corpo.
E
não é só comigo que este fenômeno acontece. É com todos nós.
Então,
vou conversar com cada uma das pessoas que estão envolvidas nesta situação e vou
aprender as lições que me cabem assimilar e vivenciar.
Inteligentes
que somos, meia cura está realizada quando descobrimos o que causou a doença e
o que deve ser feito para restabelecer a saúde.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 13/11/2016
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