segunda-feira, 21 de novembro de 2016

366.- Política. Estamos presos na gaiola e não sabemos. Só há duas saídas.


Tudo continua bem, no mundo dos egoístas.

Tudo continua bem, no mundo dos explorados e alienados.

A visão de mundo que domina o ocidente hoje é decorrente da mentalidade ou da metafísica ou da filosofia do materialismo científico.

Em resumo: tudo funciona ou deve funcionar como máquina e, portanto, até nós, pessoas humanas estamos sujeitadas e envolvidas nas previsões e controles.

Tudo ou quase tudo é feito, pensado, planejado e executado para que as pessoas se enquadrem dentro desta visão de mundo. Assim, as pessoas se tornam consumistas, manipuláveis e finalmente, escravas.

Tudo mesmo: saúde, consumo, diversão, educação, produção ou trabalho, religião, política e jurídico. Cada um de nós estamos subordinados e devemos obedecer às leis destes sistemas. E todos, todos estão relacionados com dinheiro: economia.

A sociedade humana, a célula mãe, a família e toda sua estrutura básica está sofrendo as consequências.

A vida está em cheque. Mais um lance e o mate derruba o rei.

Na saúde, pagamos plano de saúde ou ficamos na fila do SUS. Sofrimento aumentado em vez de, reduzido.

No consumo ou manutenção da vida, os supermercados vendem comida para nós e os postos vendem combustíveis para nossos veículos.

Nossas casas, apartamentos, levamos a vida inteira para pagá-los, quando nos inscrevemos no programa “Nossa Casa, Nossa Dívida”.

Para preencher nosso tempo livre: circo, diversão, jogos ... que consomem nosso dinheiro que sobra.

Nosso estudo ou o estudo dos nossos filhos são caros e de péssima qualidade. Cobram para ensinar-nos a sermos ferramentas descartáveis.

O campo do trabalho será cada vez mais reduzido. Cada vez mais máquinas, equipamentos, computadores tomarão o lugar das pessoas. E, existirão cada vez mais pessoas. E cada vez mais desemprego.

Dinheiro, economia, investimentos, riqueza.

Cada vez mais os ricos ficarão mais ricos.

Aqueles que estiverem na classe média, alguns poucos subirão para a classe rica e a maioria ficará na classe pobre.

O que está em jogo é o lucro, não o emprego das pessoas, não a base da sociedade que é o indivíduo recebendo seu justo salário para dar condições de vida melhores aos seus familiares.

Os ricos tiram o dinheiro de circulação.

Ao invés de aplicarem em empresas, fecham empresas e aplicam seus milhões em Bolsas e nos Bancos.

O dinheiro que poderia estar circulando, é tirado de circulação.

E a riqueza dele aumenta, e a pobreza dos pobres, também aumenta.

E o rico não abre mão da sua riqueza. Não aceita partilhar.

Nem os membros da ONU estão envolvidos na solução destes problemas.

O salário dos aposentados não sobra. Só dá para comida e remédios. Não sobra para qualquer coisa que possa melhorar o nosso padrão de vida.

Dentro da estrutura social, não é mais o centro da cidade que está vivo. O centro está com as veias entupidas. Enfarto à vista.

Mais vivos hoje, são os bairros, onde as pequenas empresas, empresas domésticas funcionam. Recebem e pagam.

 E o dinheiro circula nos bairros. 

A Religião hoje está sendo coloca em avaliação.

Vive dentro do sistema e deixou-se envolver pela filosofia de vida do mundo.

Sacerdotes perderam-se entre outras atividades e esqueceram o objetivo-fim da sua profissão.

Sentem-se pressionados a completarem seus intermináveis estudos. Tem que fazer pós graduação, mestrado, doutorado, pós doutorado. Nunca terminam seus estudos. Nunca estão preparados.

Nunca desempenham sua Pastoral como o Mestre ensinou.

Nunca sobra tempo para a ovelha desgarrada. Hoje, o padre, o pastor, só vive dentro da sua paróquia, da sua sala. Não circula mais nos campos, nas ruas do bairro. Só lida com o rebanho, não mais com a ovelha isolada.

No campo da política a organização e o planejamento não são mais o bem comum.

O comportamento dos políticos revela suas incompetências, falta de preparo, falta de educação religiosa, moral e cívica.

Falta de honrar seu compromisso com a Pátria e com aquele que nele votou.

A classe política é a que menos trabalha e a que mais altos salários ‘ganha’.

Não contribuem e aposentam-se antes da hora com salários exorbitantes.

É a categoria funcional com a maior carga horária improdutiva do Brasil.

Passam meses e anos brigando entre si, pois não são unidos, mas partidos.

Produzem pouco e sugam o que podem.

É a classe que mais ganha mordomias e a que produzem os maiores escândalos de corrupção.

Nesta classe mora a ganância e a ambição sem limites.

Aumentamos os impostos e as mordomias.

É a incoerência institucionalizada, sem vergonha na cara.

No sistema jurídico a justiça está desmoralizada e quase falida. Os maiores salários da nação. O que não é salário é direito adquirido e imexível.

O desequilíbrio entre direitos e deveres iguais gera injustiça. E injustiça gera violência. E violência tira a paz dos cidadãos, inclusive dos governantes e magistrados.

A dignidade da pessoa humana é menosprezada.

A arte e a verdade deixaram de receber atenções e investimentos.

A visão de mundo materialista coloca em vias de falência e extinção, a humanidade toda.

A visão de mundo atual é materialista. Por ser materialista é parcial.

Não valoriza o interior, o que não se vê.

Não valoriza valores morais, éticos, religião, espiritualidade, vida sobrenatural.

E aí estão as consequências: desequilíbrios em todas as áreas, em todas as estruturas e em quase todas as pessoas que não tiveram oportunidade para descobrir as portas de saída. 

Resta-nos apenas duas saídas: Construir duas portas de saída para as crises.

Uma porta pode ser construída com a Criatividade que cada ser humano tem como potência. Basta acioná-la. A racionalidade, a consciência e o livre arbítrio são as bases para colocar em ação a criatividade. E todos nós temos estas qualidades, ainda intocadas pelos detentores do poder.

A outra porta é a unidade. Construir estruturas de unidade. A partir deste princípio, unir pessoas com objetivos comuns, classificáveis como objetivos fraternos. Ficar mais perto, mais próximos. Unir talentos. Ajudar-se mais.

Temos apenas duas saídas.

E então, o que vais fazer? Continuar sozinho ou unir-se, aproximar-se e fortalecer as estruturas destas duas portas de saída?



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 21/11/2016
eneaspb@gmail.com

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