sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

367.- Eu. Quem sou eu? – Sou um desconhecido, até de mim mesmo.




       Começo pedindo desculpas pelo estilo grosseiro deste texto. Até pensei em suavizar os termos, porém, na minha opinião, nenhum texto, artigo, homilia, mensagem ou recado tem força hoje, de convencer as pessoas a decidir efetuar mudanças em seu modo de pensar e viver.



       Quando estamos em constante contato com palavras faladas ou escritas ou qualquer tipo de comunicação, vamos nos sentindo anestesiados e não nos deixamos mais comover nem nos permitimos deixar fluir explosões de sentimentos.



       Desde sempre palavras são escritas e lançadas ao vento, como sementes. Apenas algumas brotam e se transformam em árvores.



       Desde os tempos dos profetas, mensagens sérias e profundas eram comunicadas: poucos ouviam e mudavam de vida.



       Hoje também entramos em contato com textos no estilo profético, e também hoje, poucas pessoas estão abertas, aceitando as mensagens que nos são endereçadas. Outros porém, opõem resistências, colocando em atividade o personagem critico, residente ainda dentro dos padrões conquistados, no status quo no qual estão acostumados, característica dos tempos atuais.



       Se você, leitor ou leitora, for corajoso(a) e coerente com você mesmo, vai ler este texto e perceber quanto você não se conhece.


Nem todo aquele que me diz:

Senhor, Senhor’,

entrará no Reino dos céus,

mas sim aquele

que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.

Aquele, pois,

que ouve estas minhas palavras

e as põe em prática

é semelhante

a um homem prudente,

que edificou sua casa sobre a rocha.

Caiu a chuva, vieram as enchentes,

sopraram os ventos

e investiram contra aquela casa;

ela, porém, não caiu,

porque estava edificada na rocha.

Mas aquele que ouve as minhas palavras

e não as põe em prática

é semelhante a um homem insensato,

que construiu sua casa na areia.

Caiu a chuva, vieram as enchentes,

sopraram os ventos

e investiram contra aquela casa;

ela caiu e grande foi a sua ruína.

Mateus 7,21-27.



       Para entrar no Reino dos Céus, no reino da paz, da transparência e da coerência, no reino do amor, terás que ler e admitir que você está longe de merecer o nome de cristão ou cristã.



       Para entrar e pertencer ao Reino do Deus Pai terás de amar o Deus Pai acima de todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo(a).



       Só que as tuas atitudes demonstram que você não se ama nem a si mesmo(a), quanto mais o seu próximo que você vê e menos ainda o Deus que você não vê.



       Terás que admitir que és de fato uma pessoa desconhecida de si mesma, ignorante da sua finalidade, usuária de muitas máscaras.



       Sua aparência, a imagem que você cultua de si, te fecha em si mesmo(a) fazendo-se referência a tudo e a todos.



Você cultua um deus humano, cheio de defeitos e se acha o(a) tal.



Pura ilusão.

Tu és desobediente.

Construiu a tua casa sobre a areia.

Tua casa está desmoronada.



Você não se ama a si mesmo

porque não se conhece.

Você não se conhecendo,

não conhece o teu próximo.



Você ainda não conhece

e nem leva a sério o teu Deus,

o teu Criador

porque você vive

como se Ele não existisse.



A prova

está em sua desobediência

em praticar a lei do amor.



Sua vida é difícil

porque você assim quer.



Você ainda não escolheu

o melhor caminho,

prova de que é egoísta, fechado(a).



       A sua teimosia em ouvir e colocar em prática as atitudes amorosas, de boa pessoa, bom cristão, entram por suas orelhas e não produzem os efeitos que a palavra divina quer provocar: a sua conversão, mudanças, aperfeiçoamento na arte do relacionamento agradável.



Você não é agradável.

(Pense a partir desta realidade).



Você é um peso

para quem vive ao seu lado.

(Pode até não ser,

mas avalie-se

como se fosse difícil

alguém viver com você).





Veja como você não vive

no Reino dos céus.



       Experimente como você se sente: você vive no reino do inferno. Sua vida é um inferno, por isso você inferniza a vida dos outros.



Sua vida é um inferno

por ignorância.



Ignorância de si mesmo.



Ignorância

da dignidade

de quem convive com você.



Ignorância

do teu Deus e Criador

que te ama

e quer que você seja feliz

e que você faça a felicidade

de quem convive próximo a você.





A sua indiferença

diante da dignidade do teu cônjuge,

dos teus pais, dos teus filhos,

dos teus vizinhos, amigos de grupo,

de equipe,

demonstra que você só vive

dentro de você.



      

Você não presta atenção

nas qualidades dos outros.



Você não percebe o esforço e a vontade

que os outros tem em te ajudar.



Você acha

que não precisa de ajuda.



Prefere viver

neste triste ambiente íntimo

que você escolhe ou aceita viver.



Você é teimoso(a).

Sofre porque quer sofrer.



Se você decidir melhorar,

você viverá mais feliz.



A condição é:

preocupar-se

em fazer os outros

mais felizes.



       Pergunte à pessoa com quem você convive: “Como posso me comportar para ver você feliz? Como podemos nos ajudar?”



       Ou então, compre e leia os livros do escritor Eckhart Tolle que ensina como despertar e ativar a consciência. Ensina como libertar-se do ego que esconde a nossa verdadeira personalidade, aquela, a boa.



Voce é triste e vive frustrado(a)

porque ainda não se conhece.



É isto mesmo.

Você não se conhece.



Você só usa máscaras.



Não tens sido autentico(a).



Só a pessoa que se conhece é autêntica.



Autêntica é a pessoa humilde.



A pessoa humilde

conhece e reconhece suas fraquezas,

suas imperfeições.



Só serás feliz

se a tua razão de ser

for fazer feliz o outro,

teu companheiro,

teu complemento.



Como é que você vai evoluir,

crescer,

se não ajuda a outra parte,

a tua outra parte

a ser melhor?



O outro,

teu companheiro de viagem,

é a parte que te completa.



Aperfeiçoe

a sua capacidade

de ajudar.



Aperfeiçoe

a sua capacidade

de aceitar ajuda.





Eneas Paulo Budel Bogucheski



Atualizado em 05/12/2016










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