Começo pedindo desculpas pelo estilo
grosseiro deste texto. Até pensei em suavizar os termos, porém, na minha
opinião, nenhum texto, artigo, homilia, mensagem ou recado tem força hoje, de
convencer as pessoas a decidir efetuar mudanças em seu modo de pensar e viver.
Quando estamos em constante contato com
palavras faladas ou escritas ou qualquer tipo de comunicação, vamos nos
sentindo anestesiados e não nos deixamos mais comover nem nos permitimos deixar
fluir explosões de sentimentos.
Desde sempre palavras são escritas e
lançadas ao vento, como sementes. Apenas algumas brotam e se transformam em
árvores.
Desde os tempos dos profetas, mensagens
sérias e profundas eram comunicadas: poucos ouviam e mudavam de vida.
Hoje também entramos em contato com textos no estilo profético, e também hoje, poucas pessoas estão abertas, aceitando as
mensagens que nos são endereçadas. Outros porém, opõem resistências, colocando
em atividade o personagem critico, residente ainda dentro dos padrões
conquistados, no status quo no qual estão acostumados, característica dos
tempos atuais.
Se você, leitor ou leitora, for
corajoso(a) e coerente com você mesmo, vai ler este texto e perceber quanto
você não se conhece.
Nem todo aquele que me diz:
‘Senhor, Senhor’,
entrará no Reino dos céus,
mas sim aquele
que faz a vontade de meu Pai que está nos
céus.
Aquele, pois,
que ouve estas minhas palavras
e as põe em prática
é semelhante
a um homem prudente,
que edificou sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as enchentes,
sopraram os ventos
e investiram contra aquela casa;
ela, porém, não caiu,
porque estava edificada na rocha.
Mas aquele que ouve as minhas palavras
e não as põe em prática
é semelhante a um homem insensato,
que construiu sua casa na areia.
Caiu a chuva, vieram as enchentes,
sopraram os ventos
e investiram contra aquela casa;
ela caiu e grande foi a sua ruína.
Mateus 7,21-27.
Para entrar no Reino dos Céus, no reino
da paz, da transparência e da coerência, no reino do amor, terás que ler e
admitir que você está longe de merecer o nome de cristão ou cristã.
Para entrar e pertencer ao Reino do Deus
Pai terás de amar o Deus Pai acima de todas as coisas e amar o próximo como a
si mesmo(a).
Só que as tuas atitudes demonstram que
você não se ama nem a si mesmo(a), quanto mais o seu próximo que você vê e
menos ainda o Deus que você não vê.
Terás que admitir que és de fato uma
pessoa desconhecida de si mesma, ignorante da sua finalidade, usuária de muitas
máscaras.
Sua aparência, a imagem que você cultua
de si, te fecha em si mesmo(a) fazendo-se referência a tudo e a todos.
Você cultua um deus humano, cheio de
defeitos e se acha o(a) tal.
Pura ilusão.
Tu és desobediente.
Construiu a tua casa sobre a areia.
Tua casa está desmoronada.
Você não se ama a si
mesmo
porque não se
conhece.
Você não se
conhecendo,
não conhece o teu
próximo.
Você ainda não conhece
e nem leva a sério o teu Deus,
o teu Criador
porque você vive
como se Ele não existisse.
A prova
está em sua desobediência
em praticar a lei do amor.
Sua vida é difícil
porque você assim quer.
Você ainda não escolheu
o melhor caminho,
prova de que é egoísta, fechado(a).
A sua teimosia em ouvir e colocar em
prática as atitudes amorosas, de boa pessoa, bom cristão, entram por suas
orelhas e não produzem os efeitos que a palavra divina quer provocar: a sua
conversão, mudanças, aperfeiçoamento na arte do relacionamento agradável.
Você não é agradável.
(Pense a partir desta
realidade).
Você é um peso
para quem vive ao seu
lado.
(Pode até não ser,
mas avalie-se
como se fosse difícil
alguém viver com você).
Veja como você não
vive
no Reino dos céus.
Experimente como você se sente: você vive
no reino do inferno. Sua vida é um inferno, por isso você inferniza a vida dos
outros.
Sua vida é um inferno
por ignorância.
Ignorância de si
mesmo.
Ignorância
da dignidade
de quem convive com
você.
Ignorância
do teu Deus e Criador
que te ama
e quer que você seja
feliz
e que você faça a
felicidade
de quem convive
próximo a você.
A sua indiferença
diante da dignidade
do teu cônjuge,
dos teus pais, dos
teus filhos,
dos teus vizinhos,
amigos de grupo,
de equipe,
demonstra que você só
vive
dentro de você.
Você não presta
atenção
nas qualidades dos
outros.
Você não percebe o
esforço e a vontade
que os outros tem em
te ajudar.
Você acha
que não precisa de
ajuda.
Prefere viver
neste triste ambiente
íntimo
que você escolhe ou
aceita viver.
Você é teimoso(a).
Sofre porque quer
sofrer.
Se você decidir
melhorar,
você viverá mais
feliz.
A condição é:
preocupar-se
em fazer os outros
mais felizes.
Pergunte à pessoa com quem você convive: “Como
posso me comportar para ver você feliz? Como podemos nos ajudar?”
Ou então, compre e leia os livros do
escritor Eckhart Tolle que ensina como despertar e ativar a consciência. Ensina
como libertar-se do ego que esconde a nossa verdadeira personalidade, aquela, a
boa.
Voce é triste e vive frustrado(a)
porque ainda não se conhece.
É isto mesmo.
Você não se conhece.
Você só usa máscaras.
Não tens sido autentico(a).
Só a pessoa que se conhece é autêntica.
Autêntica é a pessoa humilde.
A pessoa humilde
conhece e reconhece suas fraquezas,
suas imperfeições.
Só serás feliz
se a tua razão de ser
for fazer feliz o outro,
teu companheiro,
teu complemento.
Como é que você vai evoluir,
crescer,
se não ajuda a outra parte,
a tua outra parte
a ser melhor?
O outro,
teu companheiro de viagem,
é a parte que te completa.
Aperfeiçoe
a sua capacidade
de ajudar.
Aperfeiçoe
a sua capacidade
de aceitar ajuda.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 05/12/2016
Leia outros textos:
Nenhum comentário:
Postar um comentário