desconhecida
é despertada
quando aceitamos
nossa fraqueza conhecida.
“Há uma urgente necessidade
de reflexão e desenvolvimento
de novas riquezas, de ordem emocional,
psicológica e espiritual”.
Maurizio Mancioli.
- O que é que mais buscamos?
A unidade, a serenidade,
a paz pessoal e entre nós.
- Do que é que queremos distância?
Das preocupações,
da ansiedade, do estresse,
de qualquer tipo de violência.
Cedo ou tarde
teremos de
enfrentar
um período de
depressão,
que é o
resultado
das falhas na
educação que recebemos
e que nos levou a sermos o que somos hoje:
insatisfeitos,
instáveis,
incompletos e
desequilibrados,
ainda despreparados
para enfrentar a
vida
e convivermos bem
com nossa natureza
humana e divina.
“Em tempos escuros,
o olho começa a ver.
Quando o mundo externo
se escure para nós,
voltamos os nossos olhares
para dentro.
E ali, por vezes,
avistamos o segredo
da existência”.
Theodore Roethke.
“Em tempos de crise,
escuridão,
insatisfação interior,
temos a chance
de perceber a vida
com muito mais clareza,
e sentir o que realmente
importa”.
Anselm Grun
Eu
sou
uma
pessoa deprimida.
Aceito
essa realidade
e
convivo com minha depressão.
Assustador?
Não,
não é assustador.
Todos
nós somos deprimidos,
descontentes,
incompletos,
ansiosos,
medrosos, insatisfeitos
com
nossa frágil natureza.
Alguns
mais outros menos.
Nestes últimos meses
tenho focado meus interesses
em estudar, compreender,
e vivenciar a questão
e o
problema da depressão.
Tudo começa
com o conhecimento
ou desconhecimento
sobre si mesmo.
Quem somos nós?
Nós temos duas
origens:
uma humana e a outra
divina.
A sabedoria
está em conhecer
profundamente
e conviver com essas
duas naturezas.
Conciliar essas duas
forças.
Como humanos, somos
limitados,
fechados, impotentes,
cheios de falhas e
limitações,
desânimo, sujeitos às
doenças,
e à morte.
Como humanos,
fazemos a experiência
do esgotamento,
do abatimento, das
tristezas, das doenças,
da depressão, do
quase desespero.
Como divinos,
somos imagem
e semelhança com
nosso Criador,
nosso Deus e nosso
Pai, e,
por causa dessa
semelhança,
somos ávidos por
sempre mais.
Essa natureza divina
em nós
é que nos mantém abertos,
insatisfeitos e
revoltados com limitações.
Desejamos a perfeição,
sonhamos com o
infinito
e desejamos vida
eterna.
Como divinos,
fazemos a experiência
do entusiasmo, da
alegria,
da esperança
viva.
Temos um valor.
Não gostamos de ser
desprezados,
diminuídos ou
descartados.
Existe dignidade
infinita
em nossa
personalidade.
Somos templos da
divindade.
Dentro de cada um de
nós
existe uma fonte de
amor.
Deus é amor.
E o amor
é nosso alimento principal.
Quando deixamos de
amar
ou quando não nos sentimos
amados,
entramos em estado
depressivo
porque deixamos de
dar importância
a nós mesmos e aos
outros.
A depressão
começou a entrar
na nossa história
quando os filósofos
começaram
a dar mais valor à
mente
do que ao coração.
E o vazio
começou a encher-se
de pensamentos.
E só as palavras
não preenchem
nosso vazio de amor.
A família,
é sustentada,
se alimenta e
sobrevive
com atitudes
amorosas.
A religião da palavra
não se sustentará
sem as atitudes de
serviço,
de testemunho,
de doações de tempo
e do ser
amoroso-profético.
A vida humana é um
pacote
cheio de elementos
vitais
para a manutenção
e para o crescimento
das pessoas.
E dentro deste pacote
estão as dificuldades,
sofrimentos e
fracassos,
as vitórias, os
sucessos e os prêmios.
Se sabemos
e gostamos de
conviver
com as alegrias,
será necessário e
coerente
sabermos conviver com
os elementos que nos
fortalecem.
Seremos incoerentes e
burros
se não aceitarmos
a serena convivência
com as fraquezas,
com as doenças,
com as depressões,
pois fazem parte
integral a vida
e não há como fugir
delas.
Entenda-se consigo
mesmo(a).
Pare de brigar
com suas limitações
humanas.
Carregue-as com
humildade,
como irmãs gêmeas.
As limitações
que causam a
depressão
são lições de vida:
elas querem dizer-nos
ou ensinar-nos alguma
coisa.
A primeira coisa a
pensar
é que ela, a
depressão,
ou o estado
depressivo,
te procurou
para que você a
aceitasse
como uma realidade
que está aí presente,
para cada vivente.
E se você não aceitar
a existência dela,
você não será
humilde,
sempre se achará
alguém superior,
que não merece
sofrer.
Preserve a sua
sacralidade.
Dentro de ti há um
espaço protegido
da escuridão e da
depressão.
Deus mora
em seu íntimo mais
íntimo.
Cure-se
cultivando a sua
espiritualidade.
nossa força espiritual desconhecida,
reconhecendo nossa fraqueza conhecida.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 19/12/2017
Publicado no blog Heipo World
e no FACE em 19/12/2017.
Atualizado em 30/01/2024.

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