terça-feira, 19 de dezembro de 2017

445.- Força espiritual. Despertando nossa força espiritual desconhecida ...



A nossa força espiritual 

desconhecida 

é despertada

quando aceitamos 

nossa fraqueza conhecida.


“Há uma urgente necessidade

de reflexão e desenvolvimento

de novas riquezas, de ordem emocional,

psicológica e espiritual”.

Maurizio Mancioli.

 

- O que é que mais buscamos?

A unidade, a serenidade,

a paz pessoal e entre nós.

 

- Do que é que queremos distância?

Das preocupações,

da ansiedade, do estresse,

de qualquer tipo de violência.

 

Cedo ou tarde

teremos de enfrentar

um período de depressão,

que é o resultado

das falhas na educação que recebemos

e que nos levou a sermos o que somos hoje:    

insatisfeitos, instáveis,

incompletos e desequilibrados,

ainda despreparados

para enfrentar a vida

e convivermos bem

com nossa natureza

humana e divina.  

 

“Em tempos escuros,

o olho começa a ver.

Quando o mundo externo

se escure para nós,

voltamos os nossos olhares

para dentro.

E ali, por vezes,

avistamos o segredo

da existência”.

Theodore Roethke.

 

“Em tempos de crise,

escuridão,

insatisfação interior,

temos a chance

de perceber a vida

com muito mais clareza,

e sentir o que realmente importa”.

Anselm Grun

 

Eu sou

uma pessoa deprimida.

 

Aceito essa realidade

e convivo com minha depressão.

 

Assustador?

 

Não, não é assustador.

 

Todos nós somos deprimidos,

descontentes, incompletos,

ansiosos, medrosos, insatisfeitos

com nossa frágil natureza.

 

Alguns mais outros menos.

 

Nestes últimos meses 

tenho focado meus interesses 

em estudar, compreender, 

e vivenciar a questão 

e o problema da depressão.

 

Tudo começa

com o conhecimento

ou desconhecimento 

sobre si mesmo.

 

Quem somos nós?

 

Nós temos duas origens:

uma humana e a outra divina.

 

A sabedoria

está em conhecer profundamente

e conviver com essas duas naturezas.

Conciliar essas duas forças.

 

Como humanos, somos limitados,

fechados, impotentes,

cheios de falhas e limitações,

desânimo, sujeitos às doenças,

e à morte.

 

Como humanos,

fazemos a experiência do esgotamento,

do abatimento, das tristezas, das doenças,

da depressão, do quase desespero.

 

Como divinos,

somos imagem

e semelhança com nosso Criador,

nosso Deus e nosso Pai, e,

por causa dessa semelhança,

somos ávidos por sempre mais.

 

Essa natureza divina em nós

é que nos mantém abertos,

insatisfeitos e revoltados com limitações.

 

Desejamos a perfeição,

sonhamos com o infinito

e desejamos vida eterna.

 

Como divinos,

fazemos a experiência

do entusiasmo, da alegria,

da esperança viva. 

 

Temos um valor.

Não gostamos de ser desprezados,

diminuídos ou descartados.

 

Existe dignidade infinita

em nossa personalidade.

 

Somos templos da divindade.

 

Dentro de cada um de nós

existe uma fonte de amor.

Deus é amor.

 

E o amor

é nosso alimento principal.

 

Quando deixamos de amar

ou quando não nos sentimos amados,

entramos em estado depressivo

porque deixamos de dar importância

a nós mesmos e aos outros.

 

A depressão

começou a entrar

na nossa história

quando os filósofos começaram

a dar mais valor à mente

do que ao coração.

 

E o vazio

começou a encher-se

de pensamentos.

 

E só as palavras

não preenchem

nosso vazio de amor.

 

A família,

é sustentada,

se alimenta e sobrevive

com atitudes amorosas.

 

A religião da palavra

não se sustentará

sem as atitudes de serviço,

de testemunho,

de doações de tempo

e do ser amoroso-profético.

 

A vida humana é um pacote

cheio de elementos vitais

para a manutenção

e para o crescimento das pessoas.

E dentro deste pacote

estão as dificuldades,

sofrimentos e fracassos,

as vitórias, os sucessos e os prêmios.

 

Se sabemos

e gostamos de conviver

com as alegrias,

será necessário e coerente

sabermos conviver com

os elementos que nos fortalecem.

 

Seremos incoerentes e burros

se não aceitarmos

a serena convivência

com as fraquezas,

com as doenças,

com as depressões,

pois fazem parte integral a vida

e não há como fugir delas.

 

Entenda-se consigo mesmo(a).

 

Pare de brigar

com suas limitações humanas.

Carregue-as com humildade,

como irmãs gêmeas.

 

As limitações

que causam a depressão

são lições de vida:

elas querem dizer-nos

ou ensinar-nos alguma coisa.

A primeira coisa a pensar

é que ela, a depressão,

ou o estado depressivo,

te procurou

para que você a aceitasse

como uma realidade

que está aí presente,

para cada vivente.

 

E se você não aceitar

a existência dela,

você não será humilde,

sempre se achará alguém superior,

que não merece sofrer.

 

Preserve a sua sacralidade.

Dentro de ti há um espaço protegido

da escuridão e da depressão.

 

Deus mora

em seu íntimo mais íntimo.

 

Cure-se

cultivando a sua espiritualidade.

 

Despertamos

nossa força espiritual desconhecida,

reconhecendo nossa fraqueza conhecida.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 19/12/2017

eneaspb@gmail.com

Publicado no blog Heipo World

e no FACE em 19/12/2017.

Atualizado em 30/01/2024.

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