sábado, 17 de fevereiro de 2018

460.- Ego. Conhecer-se a si mesmo. Ego chucro, ego domado. Consciência no comando. (Segunda Parte)



Continuação. 
Segunda Parte

Uma das mais básicas estruturas mentais
que possibilita a existência do ego
é a identificação.


Tentamos nos identificar nas coisas,
porém, nunca conseguimos
fazer isso inteiramente
e acabamos 
nos perdendo nelas.
Essa é a sina do ego.
(Eckhart Tolle,
Livro: Um Novo Mundo,
O Despertar de uma Nova Consciência,
Editora Sextante,
 p.36)


O ego
não é pessoal.
Ele não é quem você é.
Esse sentimento de orgulho,
de ‘precisar aparecer’,
o engrandecimento aparente
do eu
por meio de ‘mais do que’
e sua diminuição
por meio de ‘menos do que’
não está certo nem errado:
isso é o ego.
(p.42)


O ego
tende a equiparar ter (posse)
com ser:
eu tenho,
portanto, sou.
(p. 45)


O ego
se identifica com o possuir.
Permanece sempre um
sentimento profundo de insatisfação,
de estar incompleto,
de ‘não é o bastante’,
‘não tenho o suficiente’.


Com isso
o que o ego de fato quer dizer é:
‘não sou o bastante ainda’.
(p. 46)


Nada fortalece mais o ego
do que ‘estar certo’.


O ego
adora apontar a falha dos outros
para que possa mostrar
que está certo.
(p. 63)


“Estarmos certos”
nos coloca numa posição
de superioridade moral
imaginada em relação à pessoa
ou situação que está sendo julgada.


É esse sentimento
de superioridade
que o ego adora
e por meio do qual
se destaca.
(p 64)


O ego
leva tudo para o lado pessoal,
 mas não é pessoal.


Todo ego
confunde opiniões,
e pontos de vista,
com fatos.


Além disso,
nenhum ego consegue estabelecer
a diferença entre um acontecimento
e a sua reação a ele.


O ego
é sempre um mestre
da percepção seletiva
e da interpretação distorcida.
(p. 65)


O ego
ao querer demonstrar que ‘está certo’,
está querendo dizer
que é superior.
(p. 69)


Os defeitos ou desequilíbrios
que vemos nos outros
e à qual reagimos
também existe em nós.


Mas não é mais do que
uma forma do ego,
e como tal,
é impessoal.


Não tem nada a ver
com quem a pessoa é
ou com quem nós somos.


Somente se a confundirmos
com nossa identidade
ela pode representar uma ameaça
à nossa percepção do eu.
 (p. 70).


Reconheça o ego
por aquilo que ele é:
um distúrbio coletivo,
a insanidade da mente humana.
(p 71).


 Ninguém está errado:
é apenas o ego em alguém,
manifestando-se.


Seja qual for a forma que assuma,
a motivação inconsciente,
por trás do ego
é fortalecer a imagem
de quem nós pensamos que somos,
o eu fantasma
que passa a existir
quando o pensamento
(uma enorme benção,
assim como uma grande maldição)
começa a dominar
e a obscurecer a simples,
e ainda profunda,
alegria da conectividade
com o nosso Criador,
nossa origem,
nosso Deus e Pai.
(p. 74)


Independentemente do comportamento
que o ego manifeste,
a força motivadora oculta
é sempre a mesma:
a incessante necessidade de aparecer,
ser especial,
estar no controle,
ter poder,
ganhar atenção.
(p. 74).


O ego
sempre quer alguma coisa,
das pessoas,
ou das situações.


Há sempre um plano oculto,
um sentimento
de ‘ainda não é o bastante’,
de insuficiência,
de falta,
que precisa ser atendido.


Em geral,
o ego vive frustrado
com seus objetivos.


Entre o “eu quero” e
“o que acontece”
torna-se uma fonte constante
de aborrecimento e angústia.
(p. 74).


A emoção
que governa todas as atividades do ego,
é o medo.


O medo
de não ser ninguém,
o medo
da não-existência,
o medo
da morte,
o medo
de perder bens,
medo do fracasso,
medo de ser roubado,
diminuído, humilhado,
desprezado, desconsiderado.


Todas as ações do ego
têm por finalidade
eliminar este temor.


No entanto,
o máximo que o ego consegue
é encobri-lo temporariamente,
seja com um relacionamento íntimo,
a aquisição de um novo bem
ou tendo um bom desempenho
numa ou outra coisa.


Por que o medo?
Porque o ego surge
pela identificação com a forma e,
na verdade,
ele sabe que,
 nenhuma forma é permanente,
que todas elas são transitórias.


Assim, há sempre
um sentimento de insegurança
ao seu redor,
mesmo que externamente
ele pareça confiante.
(p. 75).


Existem muitas formas sutis
de ego
que, mesmo sendo tênues,
podemos observar com facilidade
nas pessoas
e em nós mesmos.


Lembrem-se:
no momento que tomamos consciência
do nosso ego,
essa consciência emergente
é quem somos além do ego,
o “eu” profundo.


O reconhecimento do falso ego
já é o surgimento do real.
(p. 76)


Uma relação autêntica
é aquela que não é dominada pelo ego,
que está sempre voltada para
a construção da sua imagem
e para a busca do eu.


Num relacionamento
genuinamente autêntico,
há um fluxo de atenção plena e receptiva
que é dirigido à outra pessoa,
e nele não cabe nenhum outro querer.


Essa atenção plena
é a presença,
o pré-requisito
para todo relacionamento autêntico.


O ego
age sempre da seguinte forma:
ou quer alguma coisa ou,
se acredita que não existe nada
para obter do outro,
assume um estado de profunda indiferença
e não se preocupa com ele.


Assim,
os três estados predominantes
dos relacionamentos egóicos são:
o querer,
o querer insatisfeito (= raiva, ressentimento,
acusação, queixa)
e a indiferença.
Pg. 78.



Continua no próximo texto.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 17/02/2018

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