Ah, como faz bem
o ar puro!
Como é gostoso
tomar um gole,
de água fresca.
Como é bom tomar banho,
na água limpa.
Como é gratificante,
encontrar-se com alguém,
de alma pura.
Levar uma vida
sem profundidade
é simplesmente fechar
os olhos
diante do mistério da
vida.
Levar uma vida em
profundidade
é encarar o próprio
mistério.
É só descendo rumo às
profundezas
da nossa própria vida
que nos deparamos
com a realidade
espiritual.
Eder Vasconcelos.
É na profundidade da terra
que encontramos o ouro.
É na profundidade
da pessoa
que se encontra
o seu maior tesouro,
a alma,
onde há um espaço
acessível para o Deus Criador.
Parece insensato
falar de superficialidade
e profundidade,
no ser humano,
uma vez que somos
uma só coisa,
uma pessoa.
Mais insensato ainda
é viver a vida,
descomprometidamente,
simplesmente indo e vindo,
dormindo,
comendo e bebendo,
sem usar as faculdades
da curiosidade,
do conhecer
de onde viemos,
o que estamos fazendo aqui,
para onde vamos.
Sabemos
que quase todas as coisas,
todos os elementos,
contém uma parte
interna
e outra externa,
uma parte de fora,
outra, de dentro.
E temos a tendência
ou o defeito,
de avaliar ou julgar,
na maioria das vezes,
somente a partir daquilo que vemos,
a parte externa.
Mas,
todos sabemos,
que dentro de nós está o coração,
que não aparece,
que trabalha constantemente,
mantendo os movimentos,
e a vida, que aparece.
Dentro de nós está o cérebro,
onde se processam os pensamentos,
origem das emoções e motivações.
Mas, se abrirmos a cabeça,
cortarmos o cérebro em pedaços,
não encontraremos
nenhum pensamento materializado.
Nem encontraremos a memória
onde estejam guardadas
nossas lembranças.
A experiência com a vida que vivemos,
insiste em manter-nos na superfície,
na periferia, onde não fazemos
nenhum tipo de esforço,
abandonamos o leme,
a direção da vida.
Para perceber
a dimensão da profundidade
sentimos que é necessário parar,
descer do automático, desligar-se,
procurar lugares silenciosos,
fazer silencio internamente.
Preciso viver
na dimensão de profundidade
para ser mais eu,
para não me perder,
para não viver vazio,
sem carga, sem norte e sem sul.
A profundidade
sustenta, dá
sentido para a vida.
Se estamos na superfície,
estamos vivendo
do supérfluo.
Viver
no nível de profundidade
é que responde,
às aspirações, ideais,
perguntas não respondidas,
desejos ainda não realizados,
mistérios não decifrados.
Viver
no nível de profundidade
é alimentar-se
e expressar
a essência
do que somos
e de quem somos.
Na superfície
vive-se o eu falso, o ego.
Na profundidade
transparece o eu verdadeiro,
comportamento,
exteriorizando,
a imagem e semelhança
com o Deus Pai
bondoso, misericordioso,
atencioso, carinhoso,
compreensivo, serviçal.
É da profundidade
que surge a pergunta,
“De onde vim”?
É da natureza humana,
racional, perguntar-se,
e ir atrás das respostas.
Dizem os psicólogos
que a razão pergunta,
e só o coração
consegue as respostas.
Dizem os filósofos
que a razão
vai atrás de conhecimentos,
mas só o coração
é que revela a sabedoria.
“O coração tem razões
que a razão desconhece”.
Blaise Pascal.
Assim como o valor da
vida
não está na
superfície,
nem nas aparências,
mas na profundidade,
a essência das
pessoas
não está no rosto,
mas no coração.
Gibran Kahlil Gibran.
Escape da superfície,
tente cavar mais fundo,
penetrar na profundidade.
Avalie
todas as suas ações,
suas escolhas,
sua filosofia de vida.
Antes de escolher
qualquer livro,
evento, ação ou programa de
TV,
mensagem do celular
ou lugar para ir,
pergunte-se
se te levará
para o nível
de realização,
de resposta
ao sentido da vida.
Se for algo profundo,
vai te trazer valor,
significado
e satisfação
para o teu viver.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 25/02/2018.
Publicado
no Blog Heipo World
e no FACE
em 25/02/2018

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