sexta-feira, 2 de março de 2018

464.- Cristianismo. Conhecer para discernir e escolher.


A verdade

é um dos alicerces

do relacionamento humano cristão.

 

Não convém

ser um espírito fechado.

 

As consequências são amargas

e decepcionantes.

 

Ninguém deveria ter

como princípio de vida,

recusar

qualquer tipo de conhecimento

sobre qualquer cultura ou religião

 

Muitos de nós

conhecemos

grande parte

da histórica feia

e sangrenta da Igreja Católica

Apostólica Romana.

 

E não nos sentimos menos cristãos

por causa dessas páginas.

 

E não vamos também

cair no erro

de só nos concentrar

no que o Cristianismo

ou a Igreja

tem ou teve de ruim.

 

Esta seria uma decisão infantil

ou imatura.

 

O Cristianismo

não é uma religião.

É um jeito de viver a vida

de uma forma revolucionária,

tendo o amor, atitudes amorosas

como comportamento padrão.

 

Vive-se o Cristianismo

mesmo não sendo cristão,

não tendo nenhuma religião,

apenas sendo imitador

dos gestos de uma pessoa,

do Jesus Cristo,

que, com autoridade

se denominou:

“Sou o caminho,

Sou a verdade,

Sou a vida”.

 

Foi o próprio Jesus Cristo,

que ensinou,

como se vive o amor,

amando o Deus Pai

acima de todas as coisas,

servindo

cada um de nós,

 como irmãos,

fraternos, universais.

 

Muitos adeptos de religiões

procuram mostrar

o que o Cristianismo tem de errado

para criticar

 e assim conquistar novos membros

para suas religiões ou seitas.

 

Não é este o caminho

da sabedoria

nem da justiça.

 

Como seres humanos que somos,

carregamos nossas imperfeições.

 

Todos nós, humanos,

 somos imperfeitos.

 

O que as religiões almejam

para cada pessoa

é justamente corrigir

e aperfeiçoar as imperfeições.

 

Como você vê o Cristianismo

e os cristãos?

 

A maturidade humana

e a maturidade cristã

é reconhecida

lá onde a compreensão,

a aceitação das diferenças

e a tolerância

está acima das críticas

e dos julgamentos,

acima dos conceitos

e dos preconceitos.

 

Não são as religiões

que são mais importantes.

 

São as pessoas.

 

Então, as religiões deveriam,

em primeiro lugar,

procurar semear a paz

e ensinar a buscar

a unidade,

a perfeição

entre todas as pessoas.

 

O Cristianismo

ensina a compreender,

respeitar, amar

e até a perdoar

os inimigos.

 

O Cristianismo

ensina a prática do perdão

como condição

para ser perdoado

pelo Deus, Pai de todos.

 

O Cristianismo ensina

que somente quando perdoamos,

é que somos reconhecidos

como filhos do Deus Amor.

 

Os próprios pensadores,

estudiosos, teólogos

admitem

como princípio de compreensão,

que o Cristianismo,

ou a Igreja Católica,

é santa e pecadora.

 

É santa

enquanto a graça da salvação eterna

nos é oferecida gratuitamente,

pelo Deus Pai,

através do Jesus Cristo.

 

É pecadora

enquanto na sua constituição

 e organização é humana,

vivenciada

e testemunhada pelos homens,

com todos os meios humanos

e ferramentas disponíveis,

sujeitas ao egoísmo,

à cobiça,

ao poder,

à cegueira,

à rotina,

à insensibilidade

diante do sofrimento

e carências humanas.

 

A Palavra do Deus Pai,

é uma pessoa.

 

É o próprio Jesus Cristo,

o Verbo, que se fez carne

e habitou entre nós.

 

A Bíblia

é uma forma de transmitir

e receber a pessoa

que é o Jesus Cristo.

 

O Jesus Cristo

é a revelação.

 

Conhecendo o Jesus Cristo

chegaremos a conhecer

tudo o que é necessário conhecer.

 

Nele,

todos os mistérios

são revelados.

 

Jesus Cristo

é o revelador dos mistérios.

 

E é Ele que revela

que o Deus é o nosso Pai,

por isso rezamos “Pai Nosso”.

Por isso somos irmãos.

 

Disso decorre

que o segundo maior ensinamento

do Jesus Cristo

é amar o próximo

como a nós mesmos.

 

Quem não ama o seu irmão

a quem vê

não conseguirá amar

o Deus Pai, 

a quem não vê.

 

O Jesus Cristo

é o centro.

 

O Jesus Cristo

é o cume

e o ápice da revelação divina,

pois é o próprio Deus.

 

O Jesus Cristo

é o Alfa e o Omega,

o Princípio e o Fim,

aquele por quem

foram feitas

todas as coisas,

as do Céu e as da Terra.

 

O adepto do cristianismo

chama-se cristão,

isto é, aquele que vive

segundo os ensinamentos

de uma pessoa,

o Jesus Cristo.

 

Observe a semelhança dos termos:

Cristo, Cristão, Cristianismo.

 

É o Jesus

quem salva.

O homem é incapaz,

por si mesmo,

de alcançar o Deus Pai,

ir até Ele e salvar-se.

“Ninguém vai ao Pai,

senão por mim”. (João 14,6).

 

O Deus Pai se fez homem

e habitou entre nós,

na pessoa do Jesus Cristo.

 

A Igreja,

para os cristãos,

é o Corpo do Jesus Cristo.

 

A pessoa do Jesus Cristo

é a cabeça e a Igreja

é o seu corpo vivo

inserido na história.

 

Para estar

em plena sintonia

com o Jesus Cristo

convém ser membro

da Igreja.

 

Ser Igreja

é a maneira de ser cristão

comportando-se como irmão,

partilhando o ter e o ser.

 

O Cristianismo

é uma pessoa real,

histórica,

pois o próprio Deus encarnado

(no seu filho Jesus Cristo)

irrompe na história temporal

e se encontra com os homens e mulheres.

 

Cristianismo

não é um corpo de doutrina.

Não é uma montanha de mandamentos.

 

Toda a sua fundamentação

foi alicerçada

em apenas dois ensinamentos:

Amar

o Deus Pai acima de todas as coisas

e amar

o próximo como a si mesmo’,

como fez o Jesus Cristo.

 

Essa verdade

o Jesus Cristo a viveu

e a ensinou

através da sua paixão

e do ato sublime

de amor maior

dando a vida

por aqueles que amava.

 

O Jesus Cristo

é o Salvador.

 

A sua morte na Cruz

significa a redenção,

a salvação,

a libertação da morte,

a ressurreição

e a vida eterna.  

 

É esta verdade absoluta

que fundamenta

todo o existir dos cristãos,

daqueles que se reúnem

para viver

a partir desta verdade última,

que explica

a nossa vida

aqui na terra.

 

Os efeitos

do projeto Redentor

do Jesus Cristo

alcançaram todos os vivos e mortos,

de todas as gerações passadas,

presentes e futuras.

 

As teorias

nem sempre convencem.

 

Não somos cristãos

para afastar-nos do mundo,

mas para enterrar-nos

radicalmente no mundo,

  vivendo nossa humanidade,

nossa fragilidade,

deficiências

doenças,

sofrimentos e depressões,

violências e perseguições

como viveu nosso mestre,

o Jesus Cristo.

 

Fazer experiências

é que criam convicções.

 

Convites,

oportunidades,

aparecem.

 

Diante dos convites

temos algumas alternativas:

parar e escolher:

Indiferença,

apatia,

resistências,

ou abraçar

e avançar,

assumindo as consequências.

 

Ser cristão

não é discutir,

nem argumentar,

mas é um jeitão pacífico,

bondoso e alegre,

de ser e de viver.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 02/03/2018

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 03/03/2018.

Atualizado em 25/01/2024


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