terça-feira, 6 de março de 2018

468.- Escritor, para quem você escreve?





Depende

de quem é o comunicador.

Se for um poeta ou profeta,

não tem medo

de criar inimigos.

 

Desejam te ver livre

e por isso,

expõem-se,

às críticas,

incompreensões

e rejeições.

 

Comunicadores

são os escritores,

todos eles,

sejam poetas,

compositores, cantores,

conferencistas, sacerdotes,

educadores, professores ...

 

Se tens o poder de comunicar-se,

falai, avisai,

adverti

e escrevei,

 para:

 

- Recuperar

a dignidade humana;

 

- Libertar

o ser humano

de toda e qualquer forma

de opressão;

 

- Alertar

e proteger

o ser humano

de qualquer tipo

de ameaça;

 

- Reconciliar,

o ser humano,

consigo mesmo,

com os outros,

com a natureza

e com o Deus Criador;

 

- Aliviar

a carga,

de pesos impostos

por leis e normas,

de qualquer natureza,

limitando a liberdade

ou castrando as potencias

da criatividade;

 

- Possibilitar

ao ser humano

administrar-se,

definir

seus próprios caminhos,

e caminhar

com as próprias pernas;

 

- Prepará-los

para a prática,

dos princípios da fraternidade universal,

para a prática,

da arte do relacionamento perfeito,

usando as ferramentas do amor,

afetivas e efetivas;

 

- Avisá-los

e motivá-los

para que deixem

a sua zona de conforto,

suas rotinas,

apegados que estão

aos seus esquemas infrutíferos,

sem sabor,

sem nenhum indício

de conversão e melhorias;

 

- Despertá-los

para a verdade.

A indiferença

às exigências das religiões

atrofia as pessoas

para os valores perenes

da justiça,

do amor

e da fraternidade;

 

- Motivá-los

para que se dirijam

até a vila dos pobres,

até as favelas,

aos Pequenos Cotolengos,

e percebam

como vivem,

os que lá residem,

comparando,

com as mordomias,

nas quais estamos acostumados.

 

- Ativar

o discernimento

dos leitores, dos viventes,

caídos em algum lugar deste universo,

que aprendam

a distinguir,

a verdade

que enobrece,

da mentira

que mantém

no submundo

da vida plena.

 

- Revelar

que as aparências enganam,

que a parte externa brilha

enquanto o sol

e as luz estiver acesa.

 

- Desvelar,

tirar o véu que encobre

o mistério de cada pessoa,

sua origem, seu presente,

nosso futuro.

 

Não somos coisas.

 

Se perdemos o valor,

se não somos valorizados,

pelo que somos,

então sim,

entendemos,

a origem da depressão.

 

Como você se sente

no mundo

em que está vivendo?

 

Pare um pouco.

 

Analise.

 

Verifique-se.

 

Avalie-se

e perceba

como você realmente se sente,

como objeto,

que é usado(a),

para ser consumidor(a)

e propagador(a) de coisas,

fúteis, sem qualquer valor.

 

Se eu te perguntar,

‘quem é você’,

certamente não conseguirá

dizer nada,

que seja profundo,

verdadeiro,

coerente

com a sua verdadeira natureza

e finalidade.  

 

Vivemos distantes

da nossa essência,

da raiz

da nossa própria vida.

 

Cuidado. Alguns escritores

querem nos tirar da rota.

 

Eles escondem a verdade.

Eles acham que você é bobo(a)

 

Tudo o que realmente te importa na vida,

de sério, de vantajoso, de importante,

te foi tirado ou você foi afastado(a),

desviado(a) para todo tipo de

entretenimento, eventos,

que te escravizam,

te deixam oco(a),

sem nada.

 

Você é capaz de discutir comigo,

provando o contrário.

 

Não tenho a intenção

de criar discussões.

 

Apenas te pergunto,

que tipo de livros você lê,

que programas

de TV,

quais assuntos

você conversa

com seus amigos.

 

Releia este texto,

lá de cima,

até aqui,

e responda,

não o que sabe,

nem o que pensa,

mas o que fez

ou o que faz.

 

Não somos atores, quase nunca.

Somos expectadores

ou consumidores.

                            conversadores,

faladores.

 

Comunicadores de verdade,

expõem-se, correm riscos,

porque detestam explorações,

não gostam de ver pessoas escravas,

sofrendo, angustiadas,

desorientadas.

 

Comunicadores

são perseguidores

de sinais,

decifradores de códigos,

querem revelar a verdade,

difícil de encontrar,

escondida às vezes

entre mentiras atraentes,

ou verdades brilhantes,

promessas sem futuro,

sem raízes na terra,

sem carne sofrida.

 

Distinguem-se

os comunicadores,

de ilusões

e aqueles

que são reais.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 06/03/2018

eneaspb@gmail.com  

Publicado no Blog Heipo’s World

e no FACE em 06/03/2018


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