O crescimento da matéria
ocorreu
através das moléculas livres,
das polimerias,
pelas quais se prolongaram
os caminhos da evolução
até o desabrochar da vida.
Cabe aqui um parêntesis,
alertando
para duas
situações,
comuns a nós
humanos:
o valor e a prática da liberdade
e o cultivo
da nossa
interioridade
como condições de crescimento.
Acrescentando
sempre novos elementos
à sua complexidade interna,
as polimerias
também ampliaram
as probabilidades estatísticas
de chegarem à criação
de novas realidades
essencialmente superiores.
Surgiram as mega moléculas,
mais tarde as albuminas
e as demais proteínas.
As proteínas
são fundamentais
em qualquer forma de vida.
Convém acrescentar
algumas informações
sobre as proteínas
como de fundamental
importância
para o corpo
humano.
Da abundância crescente
de albuminas e proteínas
brotou o protoplasma, a vida.
O sistema
de complexificação material,
havendo atingido
a cifra de milhões
e bilhões de átomos,
interiorizados,
na mesma unidade,
entrou em estado
de prolongada tensão crítica,
para além do qual
está a vida.
Os cientistas descobriram
que a vida,
nós, pessoas humanas,
somos os próprios átomos
materiais,
aglutinados em torno de si
mesmos,
por uma força interna,
que são os agentes biológicos,
obedecendo a lei da
complexificação,
e interiorização.
A matéria superou-se a si
mesma,
transformando-se em vida.
A matéria cresceu
obedecendo leis biológicas.
A vida e o pensamento
jamais teriam surgido
se não estivessem
estratificados
na própria matéria universal,
desde o início da sua
existência.
A visão filosófica
ou Metafísica
procura demonstrar
a força que a unidade
exerce
como fundamento
de todas as construções:
A unidade
exclui a divisão em ato.
Todo ser é uno
por essência.
O ser, com efeito,
pode ser simples ou composto.
Ora, o que é simples
por definição
só pode ser indiviso.
O que é composto
não tem ser,
isto é, não existe
enquanto suas partes
estão separadas,
mas somente quando
estas partes estão reunidas
e formam o próprio composto.
Regis
Julivet. Tratado de Filosofia III –
Metafísica,
Editora Agir.
1972, página
245.
Estamos nos
esforçando
para demonstrar o
caminho
ou o fio condutor
da evolução,
tendo a unidade
como seiva
ou razão de ser
de todo o movimento
da vida.
Vamos tentar
observar
se este mesmo
movimento
está por trás
da busca da
unidade,
da família,
dos grupos,
das comunidades,
dos povos.
Pesquisaremos
e tentaremos
aprofundar
esta intenção,
verificando
se a tendência
ou a intenção dos
povos,
da humanidade
ou das civilizações
ou nações atuais
estão preocupadas
em viver a vida
tendo como base,
os princípios de
aperfeiçoamento,
as regras
e leis da convivência,
ou seja,
a construção de
políticas
direcionadas
ao aperfeiçoamento
da unidade dos
povos
através da busca
consciente
da fraternidade
universal.
A busca da unidade é
(ou deve ser)
um dos principais ideais
da humanidade.
Unidade
como busca
da união de todos os povos
é o ideal máximo
a ser conquistado
por nós,
humanos.
É o cumprimento
do mandato divino:
“Que todos sejam um”.
As ideias básicas
já estão nos Evangelhos,
a Boa Notícia
semeada pelo Jesus Cristo,
e já está escrita também
na Declaração Universal
dos Direitos Humanos.
O que está faltando?
Políticas e ações.
A filosofia e a teologia
já fizeram sua parte.
Falta a parte política,
responsabilidade
dos nossos representantes,
aqueles que escolhemos
para serem nossos governantes.
Enquanto nossos
governantes
forem apenas
terráqueos,
sem educação
globalizante,
não estão aptos a
nos governarem.
Convém avaliar
a importância
da espiritualidade
como fator decisivo
no projeto pedagógico,
de vivermos
como filhos do nosso Pai
e irmãos uns dos outros.
Continua.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em
03/03/2018
Publicado no Blog
Heipo’s World em 09/08/2017,
atualizado e
publicado no FACE em 03/03/2018

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