domingo, 4 de março de 2018

465.- Unidade1. A alegria pela experiência da unidade.


Sou um. Sou uno.

Não preciso sair por aí

procurando minhas partes,

esparramadas,

perdidas nos emaranhados

e na multiplicidade das coisas.

Já sou um ser unificado.

 

É por essa razão que sou alegre.

 

Não preciso angustiar-me

e perder metade da minha vida

procurando minhas partes,

unificando-me.

 

Já começo quase completo.

falta-me pouco para unificar-me

com tudo e com todos.

 

Todos sabemos que,

mesmo lentamente, pacientemente,

teremos de procurar as razões

e os princípios da nossa unidade,

e unidos, construir a Fraternidade Cósmica,

celestial, eterna.  

 

Tudo o que você já leu

sobre o assunto unidade,

considere

como aprendido naturalmente,

como se você estivesse

na faculdade da vida.

 

A partir deste momento

tentarei colocar

algumas fundamentações

científicas e teológicas,

a serem estudadas e assimiladas,

de tal forma que se tornem

convicções indispensáveis

para a sua e nossa vida,

para serem partilhadas

com as pessoas que quiserem

cultivar os mesmos ideais

e os mesmos projetos de vida.

 

Busquemos a unidade,

o único valor

que no futuro

 vai nos unir

e manter unidos e fortes.

 

Busquemos a unidade,

unidade sólida e robusta,

como um projeto universal,

comum a todos os humanos,

viventes neste planeta Terra.

 

 

Ninguém deve desconhecer

e nem fugir

dessa responsabilidade.

 

A busca da unidade

é o caminho da evolução

e da superação do egoísmo,

e do individualismo.

 

É a luta pela libertação

de todo e qualquer tipo

de dependência

e de escravidão.

 

Você está começando

o seu Mestrado

ou Doutorado

sobre o tema

da unidade.

 

Lembre-se:

não se assuste

ou não desista

quando estiver lendo

e achar

que não está entendendo.

 

O texto vai seguindo

os princípios científicos,

porém, vai se explicando,

em termos mais comuns

à nossa conversa

do dia a dia.

Você vai captar

o sentido.

 

A verdade

vai se impor

à sua consciência.

 

“A conquista

do dom da liberdade

coloca as energias do espírito

em posição

de superioridade absoluta

em relação à energia física,

cuja desagregação,

pela morte,

já não consegue aniquilar

ou reabsorver

a integridade psíquica

liberada

em forma de pensamento.

 

A soma

de todo o pensamento liberado

pela mesma unidade psíquica,

que se denomina ‘alma’,

é uma energia individual,

indestrutível e intransferível.

 

Constitui o assim chamado

‘átomo do espírito’,

cuja natureza

enriquecida

pelo dom da liberdade

lhe confere

uma indivisibilidade definitiva,

preservando-o(a)

contra todas aquelas forças

de dissolução

que podem reduzir

à multiplicidade

qualquer espécie

de energia,

inclusive

o próprio átomo material”.

Pierre Teilhard de Chardin.

 

O princípio da unidade,

é o ponto de partida.

 

É sobre esta base

que continuaremos construindo

a estrutura

que nos manterá

unidos e eficientes no futuro.

 

É a busca permanente

da unidade

que nos manterá ancorados

e projetado para a fase final,

a fase da perfeição

para a qual fomos criados.

 

Uma das procuras essenciais

para o ser humano

é buscar aquilo

que é de extrema necessidade

para a manutenção

da sua própria integridade.

 

Esta característica fundamental

da nossa própria constituição

se caracteriza como sendo o DNA

da nossa contínua personalização

e desenvolvimento

como pessoa humana.

 

A unidade

é o código secreto,

inserido na Lei da Vida

e na Lei da eternidade,

que permite-nos chegar à perfeição.

 

A busca da unidade

como objetivo maior,

permite-nos

construir

a nossa casa

sobre a rocha,

e não sobre a areia. 

 

É esse o único princípio

que nos levará à conquista

do ideal da unidade

da fraternidade universal.

 

A busca da unidade

criará em nós

um jeito oficial de ser,

de ser o homem novo,

do ideal definitivo,

planejado

pelo supremo cientista

o Deus Pai,

“que todos sejamos um”.

 

O desconhecimento

sobre a base

na qual construímos a nós mesmos

dará todas as forças

àqueles que desejam

que continuemos ignorando

as forças da unidade.

 

Veremos uma série de argumentos

e princípios já revelados,

(mas desprezados)

sobre a unidade,

como elemento básico

e essencialmente necessário

para qualquer tipo de evolução.

 

Em sentido próprio,

‘unidade’

é o que é necessariamente uno,

indivisível,

seja no sentido

de ser desprovido de partes,

seja de suas partes

serem inseparáveis

da totalidade

e inseparáveis entre si.

(Dicionário de Filosofia, Nicola Abbagnano.

Editora Martins Fontes. São Paulo. 2007).

 

Sobre cada um

destes tópicos,

sugerimos

a complementação de pesquisas

nas fontes e livros disponíveis,

citados no final, na terceira parte.

 

O princípio da unidade

também está inserido

como fundamento

e princípio da diversidade

e ordem do cosmos.

 

A evolução

caminhou

nas estradas da dispersão

até deixar o homem pronto,

com as capacidades

da consciência

e do pensamento reflexo.

 

A partir

da construção do homem/mulher,

como autêntica unidade,

a evolução,

inclusive do cosmos ou do universo,

começou o processo

da unificação

como estrada ou meio

de continuar

o processo evolutivo,

até chegar

à total carga da perfeição

a que foi destinado.

 

A diversidade

leva à dispersão, 

e, a busca da unidade

leva à atividade

como motor e construtor

de maiores sínteses,

cada vez mais poderosas.

 

O que importa,

aqui e agora,

é alertar

para a pressa

e a urgência

que a responsabilidade humana

percebe em caminhar

em direção

à precipitação planejada.

 

Não mais a lenta evolução,

mas precipitação, a pressa,

para levar a cabo

as potencialidades

capazes de alcançar

os patamares de perfeição

a que estamos destinados.

 

Neste ponto de vista

sugerimos a leitura do Livro

Evolução e Antropologia

no espaço e no tempo,

do cientista

Pierre Teilhard de Chardin,

Editora Herder. São Paulo.

 

Neste livro

está colocada

a fundamentação científica

tendo a Física e a Biologia

como as leis responsáveis

pelas provas

que necessitamos compreender.

 

Constitui uma surpresa notável

para o nosso conhecimento

a descoberta de que

o crescimento

e a transformação

da matéria universal,

desde os primórdios

até o presente,

foi um permanente

processo biológico

de enrolamento da matéria

sobre si mesma,

por aglutinação dos elementos,

o que chamamos complexificação.

 

Esta lei

explica

não somente os enigmas

da origem da vida

e do seu desenvolvimento;

não rege somente

todas as transformações

econômicas, técnicas,

científicas e sociais

dos nossos tempos,

mas explica também

a remota origem

da própria matéria universal,

até o estado atual.

Pierre Teilhard de Chardin

 

Pierre Teilhard de Chardin

foi sacerdote,  teólogo,

filósofo e paleontólogo francês.

Criou a Lei da Interiorização:

“Todo o ser,

na mesma medida

em que se aperfeiçoa,

também adquire

maior poder de interioridade,

isto é, mais consciência

ou maior força de espírito”.

 

 Obedecendo à força criadora,

as partículas lançaram-se

à tarefa de agregação,

absorvendo, praticamente,

em forma de átomos,

a totalidade

da matéria

caótica universal.

 

Interiorizaram-se,

formando núcleos,

que, aos poucos,

foram guarnecidos

por órbitas de elétrons.

 

Surge o átomo,

constituição básica

de todos os elementos.

 

Com a atomização

termina

o primeiro grande capítulo

da organização fundamental

da matéria universal.

 

Na ordem lógica

e cronológica

seguiriam explicações

sobre a molecularização

que segue o mesmo caminho.

 

Da afinidade atômica

surgiu o mundo das moléculas,

isto é, de pequenas massas,

pela associação

de dois ou mais átomos.

 

A diversificação

das composições moleculares

tem um número de possibilidades

praticamente ilimitado,

pois quanto mais complexas

forem as composições,

maiores probabilidades

de associação

se criam

na estruturação

das massas.

 

Lembrem-se sempre,

estamos nos empenhando em valorizar

a percepção do fio condutor

que é a busca da unidade,

dentro do processo

de evolução

ou da precipitação consciente

e planejada.

 

Necessitamos de conhecimento científicos

para convencer-nos de que a unidade

é o fio condutor que nos trouxe até aqui.

 

Se viemos até aqui através da unificação

das partículas que nos mantém unificados,

esse estudo, esse conhecimento

deve criar convicções entre nós,

e ser, de novo escolhido, confirmado,

para que continuemos evoluindo.

 

Dividi este texto em três partes.

Não tenha a preocupação de ler tudo de uma vez.

Leia, releia e aprofunde se achar conveniente,

consultando a bibliografia que deixei na Unidade3.  

 

Seguem mais dois textos, Unidade2 e Unidade3.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 03/03/2018

Eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo’s World em 09/08/2017,

atualizado e publicado no FACE em 03/03/2018


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