Uma das perguntas
mais frequentes
do gênero humano
é esta:
Quem sou eu?
Fizemos
duas constatações:
1)
As
pessoas
não
se conhecem
e
desconhecem
suas
potencialidades.
2)
As
pessoas
estão
alienadas,
manipuladas,
sem
forças para reagir.
Somos covardes,
porque
não somos corajosos.
Somos medrosos,
porque
desconhecemos
nosso poder.
Somos escravos,
porque
não somos livres.
Não somos livres
porque
não somos
donos
de nós mesmos.
Não tomamos decisões,
apenas reagimos,
anemicamente,
automaticamente,
sem reflexão,
sem conhecimento de causa.
É função do educador,
do filósofo,
do poeta e do profeta,
educar, abrir os olhos,
mostrar as razões,
alertar, sensibilizar,
para libertar
e proporcionar ocasiões
de crescimento e evolução.
Alguém,
certamente,
se
colocará numa posição de defesa
e não
aceitará essa minha colocação.
Este é o primeiro sintoma
de que pode estar sendo dirigido
pelo ego postiço,
fabricado pela cultura
dos manipuladores
e não pelo ego superior,
verdadeiro.
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e perceberá
que poderá estar
distante da verdade,
atrofiado em sua visão,
acostumado ou anestesiado
na cultura alienante,
que reina
no Ocidente capitalista
e materialista.
É hora de acordar
do sono acomodante
que a cultura do conforto,
do circo,
da diversão,
nos domesticou.
Alguém poderá posicionar-se
e tomar algumas decisões
ou ficar estacionado onde está,
mas pagará o preço.
Cada vez mais
perderá a liberdade;
cada vez ficará mais prisioneiro(a),
das estratégias dos manipuladores,
e explorados da ignorância.
Ou conhecemos a personalidade
e suas potencialidades,
ou ficaremos enterrados
na ignorância de quem somos.
1.- Sou um ser humano,
capaz de desenvolver
e evoluir, sempre.
Quantas vezes já perguntei,
a mim mesmo:
qual o sentido
ou finalidade
da minha vida
nesta terra?
E eu, não consegui responder,
porque não é em mim
que encontro a resposta.
Se eu,
indivíduo
ou pessoa,
me fiz
esta pergunta,
outros que
estão ao meu lado,
na mesma
caminhada,
também já
fizeram.
Então, a
resposta é coletiva?
Todos nós
estamos envolvidos
na mesma questão?
Onde
encontraremos
a resposta?
- Nas
religiões,
filosofias ou teologia?
- Na história?
Na vida?
Quem sou
eu?
Sou um(a)
estranho(a)
que convivo comigo mesmo(a),
na mesma pessoa, mesma personalidade,
mesma casa, mesma vida.
Às vezes
sou ou estou
próximo ou distante de mim mesmo.
Quantas
vezes já perdi o controle
sobre mim mesmo.
Agora,
neste carnaval, vou para a folia,
sabendo, de antemão, que vou gastar,
gastar energias, beber,
gastar-me,
perder-me e voltar frustrado,
porque não sei pisar nos freios
dos meus instintos.
Sou uma
pessoa desgovernada,
alienada,
explorada pelos outros.
Quantos
saem ganhando,
explorando-me.
Eu, saio
perdendo,
perdendo-me.
Quem sou
eu?
Sou
alguém,
escravo
dos poderosos.
Eu sou
alguém
que
desconhece
as
próprias forças.
Sou um
desconhecido
de mim
mesmo.
Ganho
pouco,
e gasto
tudo.
Não sobra nada
para o que realmente
deveria ser objetivo
para minha formação
e autonomia.
Quanto gasto
para tornar-me
e ser eu mesmo?
Quanto desperdiço
para perder-me?
Quanto tempo gasto,
em eventos,
que nada me promovem,
elevam, personalizam
e dignificam?
Quanto tempo gasto
assistindo jogos de futebol,
novelas, filmes,
programas vazios,
de conteúdos e valores,
que só enchem meu tempo,
com nada, nadinha da silva,
que me tragam alegria, entusiasmo,
motivações para sentir-me mais gente?
E depois, quando me encontro com
alguém,
não tenho assunto importante,
e frustro meu(minha) amigo(a)
por mantê-lo(a) vazio(a),
sem conteúdo.
E quando pessoas vazias se encontram,
não há intercâmbio de valores,
de descobertas.
Quando pessoas vazias se encontram
vão-se embora, vazias também,
sem nada incorporado
no patrimônio
individual
do ser.
Quem não se conhece,
não se domina,
e é dominado pelos outros,
que conhecem nossas fraquezas.
Somos explorados,
ficamos sem forças
e entregamo-nos
a qualquer convite
que aparece.
Não sabemos resistir.
Não conseguimos resistir.
Somos escravos,
despersonalizados,
conduzidos aos locais,
ambientes de ilusão,
preparados para sugar
energias, saúde e dinheiro
ganho com suor e sangue.
2.- Quem sou
dentro do plano do Deus Pai.
“Alguma coisa aconteceu.
Ninguém sabe
exatamente o porquê,
mas as pessoas,
começaram
a se esquecer
de quem eram.
Ao se esquecerem
começaram a se sentir separadas
– separadas da terra,
separadas umas das outras
e até mesmo
de quem as havia criado.
Ficaram perdidas,
vagando pela vida,
sem nenhuma direção
ou destino.
Nesse estado de segregação
acreditavam
que deviam lutar
para sobreviver
aqui neste mundo,
para defender-se
das mesmas forças
que lhes concederam a vida,
que tinham aprendido a viver
com tanta harmonia e confiança.
Logo passaram
a se proteger
energicamente
do mundo em que viviam,
em vez de viverem em paz
com o mundo
que estava
dentro deles”.
Gregg Braden,
A Matriz Divina, pg. 29-31.
Editora Cultrix.
O profeta do Antigo Testamento
disse que somos imagem e
semelhança
com nosso Deus Criador.
Mais tarde o próprio Jesus Cristo
nos revelou: Vós sois deuses.
Salmo 82,6 e João 10,34.
Nele
vivemos, nos movemos
e
somos. At 17,28.
São Paulo
confirmou quando disse:
não sabeis
que sois templos
do Espírito Santo
e que o Espírito Santo
habita em vós?
Eis a chave que está faltando
para abrirmos a porta de entrada
para o mundo real,
para o Reino do Deus Pai.
Quem sou eu?
Sou filho do Deus Pai
e seu irmão
e é a partir destas duas verdades
que estamos construindo
toda a nossa vida.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 12/02/2018
Publicado
no Blog Heipo World
e
no FACE em 12/02/2018

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