segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

458.- Eu. Quem sou eu?





Uma das perguntas

mais frequentes

do gênero humano

é esta:

Quem sou eu?

 

Fizemos duas constatações:

 

1)   As pessoas

não se conhecem

e desconhecem

suas potencialidades.

 

2)   As pessoas

estão alienadas,

manipuladas,

sem forças para reagir.

 

Somos covardes,

porque

não somos corajosos.

 

Somos medrosos,

porque

desconhecemos

nosso poder.

 

Somos escravos,

porque

não somos livres.

 

Não somos livres

porque

não somos

donos

de nós mesmos.

 

Não tomamos decisões,

apenas reagimos,

anemicamente,

automaticamente,

sem reflexão,

sem conhecimento de causa.

 

É função do educador,

do filósofo,

do poeta e do profeta,

educar, abrir os olhos,

mostrar as razões,

alertar, sensibilizar,

para libertar

e proporcionar ocasiões

de crescimento e evolução.

 

Alguém, certamente,

se colocará numa posição de defesa

e não aceitará essa minha colocação.

 

Este é o primeiro sintoma

de que pode estar sendo dirigido

pelo ego postiço,

fabricado pela cultura

dos manipuladores

e não pelo ego superior,

verdadeiro.

 

Continue lendo

e perceberá

que poderá estar

 distante da verdade,

atrofiado em sua visão,

acostumado ou anestesiado

na cultura alienante,

que reina

no Ocidente capitalista

e materialista.

 

É hora de acordar

do sono acomodante

que a cultura do conforto,

do circo,

da diversão,

nos domesticou.

 

Alguém poderá posicionar-se

e tomar algumas decisões

ou ficar estacionado onde está,

mas pagará o preço.

 

Cada vez mais

perderá a liberdade;

cada vez ficará mais prisioneiro(a),

das estratégias dos manipuladores,

e explorados da ignorância.

 

Ou conhecemos a personalidade

e suas potencialidades,

ou ficaremos enterrados

na ignorância de quem somos.

 

1.- Sou um ser humano,

capaz de desenvolver

e evoluir, sempre.

 

Quantas vezes já perguntei,

a mim mesmo:

 qual o sentido

ou finalidade

da minha vida

nesta terra?

 

E eu, não consegui responder,

porque não é em mim

que encontro a resposta.

 

Se eu,

indivíduo ou pessoa,

me fiz esta pergunta,

outros que estão ao meu lado,

na mesma caminhada,

também já fizeram.

 

Então, a resposta é coletiva?

 

Todos nós estamos envolvidos

na mesma questão?

 

Onde encontraremos

a resposta?

 

- Nas religiões,

filosofias ou teologia?

- Na história?

Na vida?

 

Quem sou eu?

 

Sou um(a) estranho(a)

que convivo comigo mesmo(a),

na mesma pessoa, mesma personalidade,

mesma casa, mesma vida.

 

Às vezes sou ou estou

próximo ou distante de mim mesmo.

 

Quantas vezes já perdi o controle

sobre mim mesmo.

 

Agora, neste carnaval, vou para a folia,

sabendo, de antemão, que vou gastar,

gastar energias, beber,

gastar-me,

perder-me e voltar frustrado,

porque não sei pisar nos freios

dos meus instintos.

 

Sou uma pessoa desgovernada,

alienada, explorada pelos outros.

 

Quantos saem ganhando,

explorando-me.

 

Eu, saio perdendo,

perdendo-me.

 

Quem sou eu?

 

Sou alguém,

escravo dos poderosos.

 

Eu sou alguém

que desconhece

as próprias forças.

 

Sou um desconhecido

de mim mesmo.

 

Ganho pouco,

e gasto tudo.

 

Não sobra nada

para o que realmente

deveria ser objetivo

para minha formação

e autonomia.

 

Quanto gasto

para tornar-me

e ser eu mesmo?

 

Quanto desperdiço

para perder-me?

 

Quanto tempo gasto,

em eventos,

 que nada me promovem,

elevam, personalizam

e dignificam?

 

Quanto tempo gasto

assistindo jogos de futebol,

novelas, filmes,

programas vazios,

de conteúdos e valores,

que só enchem meu tempo,

com nada, nadinha da silva,

que me tragam alegria, entusiasmo,

motivações para sentir-me mais gente?

 

E depois, quando me encontro com alguém,

não tenho assunto importante,

e frustro meu(minha) amigo(a)

por mantê-lo(a) vazio(a),

sem conteúdo.

 

E quando pessoas vazias se encontram,

não há intercâmbio de valores,

de descobertas.

 

Quando pessoas vazias se encontram

vão-se embora, vazias também,

sem nada incorporado

no patrimônio

individual

do ser.

 

Quem não se conhece,

não se domina,

e é dominado pelos outros,

que conhecem nossas fraquezas.

 

Somos explorados,

ficamos sem forças

e entregamo-nos

a qualquer convite

que aparece. 

 

Não sabemos resistir.

Não conseguimos resistir.

Somos escravos,

despersonalizados,

conduzidos aos locais,

ambientes de ilusão,

preparados para sugar

energias, saúde e dinheiro

ganho com suor e sangue.

 

2.- Quem sou

dentro do plano do Deus Pai.

 

“Alguma coisa aconteceu.

 

Ninguém sabe

exatamente o porquê,

mas as pessoas,

começaram

a se esquecer

de quem eram.

 

Ao se esquecerem

começaram a se sentir separadas

– separadas da terra,

separadas umas das outras

e até mesmo

de quem as havia criado.

 

Ficaram perdidas,

vagando pela vida,

sem nenhuma direção

ou destino.

 

Nesse estado de segregação

acreditavam

que deviam lutar

para sobreviver

aqui neste mundo,

para defender-se

das mesmas forças

que lhes concederam a vida,

que tinham aprendido a viver

com tanta harmonia e confiança.

 

Logo passaram

a se proteger

energicamente

do mundo em que viviam,

em vez de viverem em paz

com o mundo

que estava

dentro deles”.

Gregg Braden,

A Matriz Divina, pg. 29-31.

Editora Cultrix.

 

O profeta do Antigo Testamento

disse que somos imagem e semelhança

com nosso Deus Criador.

 

Mais tarde o próprio Jesus Cristo

nos revelou: Vós sois deuses.

Salmo 82,6 e João 10,34.

 

Nele vivemos, nos movemos

e somos. At 17,28.

 

São Paulo

confirmou quando disse:

não sabeis

que sois templos

do Espírito Santo

e que o Espírito Santo

habita em vós?

 

Eis a chave que está faltando

para abrirmos a porta de entrada

para o mundo real,

para o Reino do Deus Pai.

 

Quem sou eu?

Sou filho do Deus Pai

e seu irmão

e é a partir destas duas verdades

que estamos construindo

toda a nossa vida.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 12/02/2018

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo World

e no FACE em 12/02/2018  


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