Você
não é mais
como
uma criança teimosa,
birrenta,
de 3 anos de idade,
mas,
muito da criança rebelde
ainda
se mantém
na
sua imaturidade
de
adulto.
Por
quê,
tanta
resistência,
indiferença,
ou
desconfiança,
diante
das palavras,
ou
da arte e da poesia,
da
bondade e da cortesia?
O
que você deixou
acontecer
contigo?
O
teu coração endureceu?
Sua
atenção não faz mais,
conexão
amorosa,
afetiva,
com
as coisas,
paisagens
e
pessoas?
Você
foi crescendo
ficando
adulto(a),
decepcionando-se,
perdendo
o que de melhor
já
tinha conquistado.
Até
parece que nascemos perfeitos,
como
as crianças,
e
vamos, com o tempo,
perdendo
nossa originalidade,
ao
nos transformarmos em adultos.
Como
desenterrar
aquele
teu verdadeiro eu,
lá
das profundezas?
O
teu eu mais profundo,
é
ainda uma criança,
inocente,
leve,
solta,
pura,
desarmada,
criativa
e cativante.
É
dela(e)
que
estou
apaixonado.
O
teu eu,
superficial,
é
um adulto,
deformado
pelas ganâncias,
que
nada acrescentam
ao
que você é,
lá
no fundo,
e
que te define,
um
ser precioso,
original.
O
que ainda me falta
para
seduzir-te?
Levar-te
para dançar,
ou
jantar fora,
passear
nos campos,
escalar
montanhas,
ceder,
entregar-me
sair
de mim
ou
perder-me?
A
criança,
quer
ainda,
historinhas,
fantasias,
faz
de conta,
e
acreditar.
Não
vi ainda,
nenhuma
criança
deprimida.
Mas
vi muito adulto,
ter
vergonha de brincar,
soltar-se,
dar gargalhadas,
libertar-se
das seriedades,
e
das máscaras sociais.
Criança
ri,
brinca,
erra,
cai,
se
machuca,
chora,
canta
errado,
mas
é autenticamente criança,
solta,
descomprometida,
sem
censura pessoal,
grupal
ou
social;
é
cem por cento,
original,
inteira.
Expressa-se
e
vive o que é,
sendo,
criança.
Estou
apaixonado
pelo
teu eu,
profundo,
aquele,
verdadeiro,
original,
aquela
criança,
alma
gêmea,
amante.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 08/05/2019

Lindo poema caro amigo
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