Acho que viemos
lá de cima,
das levezas,
das nuvens,
dos infinitos espaços,
porque nos sentimos tão
bem
quando olhamos
e admiramos
tudo o que há de bom
neste nosso mundo,
tão parecido como um
jardim,
quando amamos e somos
amados.
O
céu nos encanta,
fascina.
O
espaço que vislumbramos
acima
da nossa pequena estatura
não
assusta,
nos
assombra,
cativa
e agrada.
Talvez
a origem
do
espírito,
da
nossa alma,
venha
lá das alturas.
Aqui
embaixo,
sentimos
a lei da gravidade.
No
alto,
a
gravidade não se impõe,
porque
lá,
a
leveza
e
a serenidade habitam.
Olhem,
vejam
as nuvens,
os
pássaros,
e
a nossa indomável imaginação,
como
voam livres, na imensidão.
O
peso do nosso corpo
nos
mantém presos na terra,
e
sujeitos às consequências
da
ambição,
do
egoísmo
do
apego,
e
do poder.
A
cultura do mundo
que
assistimos
e
respiramos
nos
deixa inseguros,
com
medo,
na
defesa,
apegados
à
materialidade,
que
não sustenta
a
alegria duradoura.
A
cultura
que
reina no mundo
é
pesada, ameaçadora,
divisora
e egoísta.
Um
critério
para
saber
se
o mau espírito
nos
habita
é
perceber
se
estamos sendo ranzinzas,
lamurientos,
se
queixando,
criticando
tudo e todos,
ou
nos posicionando
de
forma pessimista.
Estes
vivem num mundo infernal.
Tanta
violência,
concorrência,
mentira,
deslealdade
e
corrupção,
nos
mantém em clima de alerta,
cuidado,
atenção e preocupação.
As
consequências,
são
as críticas,
com
as quais temos que conviver,
os
conflitos que temos de administrar,
discussões
a evitar,
pressões
a ceder,
divisões
a esclarecer,
tristezas
a consolar,
o
pessimismo a converter,
e
a consequente depressão
a
curar.
A
nossa origem e destino
estão
lá no alto,
que
estão ensinando,
sugerindo,
indicando
que
as energias que temos
nos
foram dadas
para
a conquista
dos
valores maiores,
da
paz,
da
fraternidade
e
da união.
Qual
é a qualidade
das
experiências
que
fazemos
a
partir do espírito?
Quando
vivemos
a
partir das mais altas qualidades,
vindas
de cima,
experimentamos
as
sensações mais agradáveis
de
alegria,
contentamento,
bom
humor,
bondade,
gratidão,
paz e mansidão.
Acrescentando,
em
todas as atitudes amorosas,
olhares,
palavras e mãos,
carregadas
de afeto,
carinho
e ternura.
Estas
são as sementes
que
colhemos
experimentamos,
gostamos
e
replantamos.
O
bom espírito é leve,
como
as nuvens,
sereno
e tranquilo,
como
os rios profundos.
O
bom espírito,
mesmo
em meio a dificuldades,
sofrimentos,
doenças
e
incompreensões,
sabe-se
forte por dentro,
e
em Quem apoia suas convicções.
Estes,
cultivam um estilo de vida,
vindo
de fora, lá de cima, celestial.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 06/08/2019

Nenhum comentário:
Postar um comentário