terça-feira, 6 de agosto de 2019

655.- Espírito bom. Acho que viemos lá de cima




Acho que viemos
lá de cima,
das levezas,
das nuvens,
dos infinitos espaços,
porque nos sentimos tão bem
quando olhamos
e admiramos
tudo o que há de bom
neste nosso mundo,
tão parecido como um jardim,
quando amamos e somos amados. 


O céu nos encanta,
fascina.


O espaço que vislumbramos
acima da nossa pequena estatura
não assusta,
nos assombra,
cativa e agrada.


Talvez a origem
do espírito,
da nossa alma,
venha lá das alturas.


Aqui embaixo,
sentimos a lei da gravidade.


No alto,
a gravidade não se impõe,
porque lá,
a leveza
e a serenidade habitam.


Olhem,
vejam as nuvens,
os pássaros,
e a nossa indomável imaginação,
como voam livres, na imensidão.


O peso do nosso corpo
nos mantém presos na terra,
e sujeitos às consequências
da ambição,
do egoísmo
do apego,
e do poder.


A cultura do mundo
que assistimos
e respiramos
nos deixa inseguros,
com medo,
na defesa,
apegados
à materialidade,
que não sustenta
a alegria duradoura.  


A cultura
que reina no mundo
é pesada, ameaçadora,
divisora e egoísta.


Um critério
para saber
se o mau espírito
nos habita
é perceber
se estamos sendo ranzinzas,
lamurientos,
se queixando,
criticando tudo e todos,
ou nos posicionando
de forma pessimista.
Estes vivem num mundo infernal.


Tanta violência,
concorrência,
mentira,
deslealdade
e corrupção,
nos mantém em clima de alerta,
cuidado, atenção e preocupação.


As consequências,
são as críticas,
com as quais temos que conviver,
os conflitos que temos de administrar,
discussões a evitar,
pressões a ceder,
divisões a esclarecer,
tristezas a consolar,
o pessimismo a converter,
e a consequente depressão
a curar.  


A nossa origem e destino
estão lá no alto,
que estão ensinando,
sugerindo,
indicando
que as energias que temos
nos foram dadas
para a conquista
dos valores maiores,
da paz,
da fraternidade
e da união.


Qual é a qualidade
das experiências
que fazemos
a partir do espírito?


Quando vivemos
a partir das mais altas qualidades,
vindas de cima,
experimentamos
as sensações mais agradáveis
de alegria,
contentamento,
bom humor,
bondade,
gratidão,
paz e mansidão.


Acrescentando,
em todas as atitudes amorosas,
olhares, palavras e mãos,
carregadas de afeto,
carinho e ternura.


Estas são as sementes
que colhemos
experimentamos,
gostamos
e replantamos.


O bom espírito é leve,
como as nuvens,
sereno e tranquilo,
como os rios profundos.


O bom espírito,
mesmo em meio a dificuldades,
sofrimentos,
doenças
e incompreensões,
sabe-se forte por dentro,
e em Quem apoia suas convicções.

Estes, cultivam um estilo de vida,
vindo de fora, lá de cima, celestial.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/08/2019


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