Mas,
como terráqueos
não
queremos permanecer,
pois
não está em nossa natureza,
permanecer
só o que somos.
Inquietos
estaremos
enquanto
não conseguirmos
aprender
a ler e escutar
o
que dizem as estrelas.
Se não olharmos para
fora,
para cima,
passaremos por esta
terra
como lagartas
que se alimentam de
tudo
menos das folhas
verdes,
da esperança,
que nos transformam
em borboletas.
Se olharmos para
cima,
conseguiremos
decifrar
as mensagens
que vem de lá.
Toda
noite,
um
espetáculo
um
show se apresenta
no
céu,
chamando
a atenção,
desejando
despertar
a
capacidade
de
contemplação,
a
perguntar-se e admirar-se,
pela
estadia de cada um,
aqui
na Terra,
e
pelo futuro,
desejado
e alcançado
depois
de entender
a
linguagem
do
Criador
dos
Universos.
Não
somos assim tão insignificantes,
se
fomos chamados à vida,
se
aqui estamos,
não
surdos,
nem
cegos,
nem
irracionais,
pois
conseguimos escutar,
olhar,
perceber,
o
que somos,
o
que nos circunda
e
o que está lá longe,
chamando
e
esperando-nos.
Um
desejo profundo
lateja
dentro de nós:
transformar-nos
em
criaturas celestiais,
eternas.
Não
existe o tão longe
que
nossos olhos
não
vislumbrem
e
nossas almas
não
alcancem
num
piscar
de
olhos.
Por
entre os astros e estrelas
do
espaço Infinito,
os
olhos
nos
levam a crer
na
existência
e
na bondade
do
nosso Paizão.
Foi
Ele
que
fez tudo,
e
tudo, para nós.
Só
pode ser essa a razão
de
nos ter dado a vida.
Para
qual finalidade
nosso
Pai iria criar estrelas?
Para
serem inúteis,
sem
finalidade?
Perguntamos,
para
quê,
para
quem?
Algumas
estrelas
nascem
para brilhar,
como
o sol.
As
outras estrelas
terão
outras finalidades.
Talvez
acampemos lá,
no
próximo estágio.
Acima,
bem acima,
há
uma altitude
que
não conseguimos alcançar.
Acima,
bem acima,
há
uma altura,
que
nossos recursos
ainda
não conseguem abraçar.
Mas
aí de nós,
se
não olharmos
para
cima.
Quem
foi que criou
toda
essa grandiosidade,
as
distancias entre as estrelas,
o
tamanho do Universo?
Nosso
Paizão dos céus
não
é um enganador,
é
encantador,
revelando-se
através
da sua Criação.
Ele
fez tudo o que existe,
para
todos nós.
Que
tipo de olhos
enxergam
o invisível?
-
O Olhar contemplativo.
Percebemos
então
que
necessitamos
aperfeiçoar
estes
fracos olhos
para
antecipar
novas
conquistas.
seguir a estrela.
Não importam os fracassos.
Não importa a longa distância
Lutar pelo que é justo,
sem hesitar nem duvidar.
Estar disposto a descer ao inferno
por uma causa divina.
Sonhar o sonho impossível
Lutar contra o inimigo invencível
Suportar a tristeza insuportável.
Chegar aonde os heróis não chega.
Corrigir os erros irreparáveis.
Amar além do amor puro e casto.
Lutar com os braços esgotados.
Alcançar a estrela inatingível.*
Miguel de
Cervantes*.
*Miguel de Cervantes
Saavedra 29/09/1547-22/04/1616. Foi escritor, romancista e poeta espanhol.
Nasceu em Alcalá de Henares e morreu em Madri, Espanha. Autor do Livro: Dom
Quixote de La Mancha.
Se não olharmos para
cima
nosso pescoço ficará
duro.
Se não olharmos para
cima
nossos olhos
só olharão
para a frente.
Se não olharmos para
cima
nada de interessante
e libertador
será transferido
para dentro
da nossa alma.
Aí o vazio
e a depressão
preencherão
os espaços destinados
a tudo aquilo que nossos
olhos
não contemplaram,
e não intuíram,
lá de cima.
Ai de nós,
se não olharmos para
cima.
Seremos
como os mendigos,
que carregam uma
fortuna
em sua mochila
e não sabem como
gastar.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 02/02/2016
Atualizado
em 04/08/2019
eneaspb@gmail.com
eneaspb@gmail.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário